Uma nova dimensão do fogo


A comunicação social, quando não é a experiência pessoal, dá-nos conta dos incêndios florestais que, com maior incidência em algumas regiões do Globo, nomeadamente Portugal, Verão após Verão, num crescendo de violência, vão espalhando a destruição e a dor. Fala-se em actos criminosos, em matas por limpar, em floresta desordenada, em descargas eléctricas de trovoadas ou de linhas de alta tensão, em pontas de cigarro, em falta de medidas de vigilância e ataque aos incêndios, etc. Tudo é verdade, mas não tem sido o suficiente, para combater a catástrofe. Melhor que combater é prevenir, e para isso, é fundamental que se recorra a todo o conhecimento existente para avaliação do risco de incêndio e definição de índices que traduzam quantitativamente esse risco. Na época transacta começaram a ser divulgados sinais de alerta para as diferentes regiões na forma de sinais luminosos, vermelho, laranja e verde.
* Professora associada com agregação em Química - Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa
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