«Ele está sempre com a porta aberta!»
Daniel Chaves descende igualmente de um açoriano e também tem o apelido Melo

Um dos dois estudantes de doutoramento portugueses que está no laboratório de Craig Mello chama-se Daniel Chaves. Mas o pai é açoriano e também tem o apelido Melo. «Quem sabe talvez partilhe alguns dos genes com o Craig», interroga-se, a brincar?
«Trabalhar com o Craig é extraordinário!»
O estudante de doutoramento Pedro Batista destaca as qualidades do orientador

De como as alterações climáticas afectam a biodiversidade
Entrevista com Miguel Araújo


Miguel Araújo, cientista português que desenvolve o seu trabalho principalmente no Museu Nacional das Ciências Naturais, em Madrid, publicou na semana passada, na Science, um artigo que aborda a questão das alterações climáticas e da biodiversidade. «Nos últimos cem anos o clima da Terra tornou-se mais quente e o regime das precipitações mudou. Podem os biólogos prever os efeitos destas alterações na distribuição das espécies?» Assim começa o trabalho editado por aquela revista. Na entrevista que apresentamos, Miguel Araújo desenvolve as suas ideias a proposta desta questão.
Em que consiste o artigo e quais os principais temas que contempla?
Miguel Araújo - O artigo pretende fazer o ponto da situação no que respeita a ciência das previsões sobre os impactes climáticos na biodiversidade.
Ian Wilmut ao Ciência Hoje: «Os problemas psicológicos de indivíduos clonados seriam intoleráveis»
Alegado «pai» da Dolly impedido de comentar a polémica da paternidade

Ciência Hoje - Dez anos! Já passou muito tempo! O que recorda mais desse dia 5 de Julho de 1996?
Ian Wilmut - Muitas coisas aconteceram. Na verdade, não presenciei o nascimento da Dolly. Por precaução, para que a ovelha mãe não sofresse qualquer tipo de stress, decidi que apenas o pessoal directamente envolvido no parto deveria estar presente. Por motivos semelhantes também não assisti aos partos anteriores ao nascimento, com sucesso, da Dolly.
Rui Ponte: contactos com instituições científicas portuguesas são inexistentes!
Entrevista com um investigador português conhecido pelos estudos sobre El Niño

Ciência Hoje - Que razão o fez deixar os Açores para ir estudar nos Estados Unidos? O que o faz permanecer após ter terminado os seus estudos?
Rui Ponte - Quando acabei o liceu em 1977, havia uma grande instabilidade no sistema educativo português. Ninguém sabia de nada, a confusão no sistema universitário era enorme e as perspectivas de um curso em Portugal, numa área como a física, eram muito pouco aliciantes. Feitas bem as contas, resolvi deixar a ilha e tentar a aventura americana. No fundo, fazia o que alguns colegas meus já tinham feito nos anos a seguir ao 25 de Abril. Depois, à boa maneira açoriana, fui ficando, com vontade de partir. E, ao fim de quase 29 anos, continuo nos Estados Unidos porque os desafios profissionais foram aparecendo, porque a família se fez deste lado, porque a terra de acolhimento até não me trata mal de todo e porque, ao fim e ao cabo, é difícil emigrar novamente!
Sem curiosidade não há ciência
Entrevista de Carlos Fiolhais a Rita Caré


O Erro de Damásio
Tiago Maia, estudante de doutoramento nos EUA, contesta o Mestre

«Um trabalho efectuado por mim em colaboração com o Prof. James
McClelland e publicado hoje (9 de Novembro) na prestigiosa revista
norte-americana "Proceedings of the National Academy of Sciences" vem lançar
um importante desafio à teoria do Prof. Damásio. Dada a popularidade
atingida em Portugal pelo trabalho do Prof. Damásio, julgo que será de
extremo interesse para os leitores do Ciência Hoje que o trabalho de um
estudante de doutoramento português nos Estados Unidos venha desafiar a
teoria do Prof. Damásio. É suficientemente raro que um português atinja o
nível de projecção internacional que o Prof. Damásio atingiu; é ainda mais
raro que a discussão destes assuntos ao mais alto nível da ciência
internacional tenha dois portugueses como principais protagonistas» -é assim que um jovem cientista português, Tiago V. Maia, nascido em Lisboa a 22 de Março de 1971, estudante de doutoramento do Departamento de Psicologia da Carnegie Mellon University, Pittsburgh, Estados Unidos, apresenta o resultado de uma investigação a que procedeu.
Em entrevista ao Ciência Hoje dá conta do que tem por erro de Damásio.
Paris foi a minha primeira opção quando decidi deixar os EUA
Marta Nunes fala ao CH da sua experiência nos EUA e da sua vida actual no Instituto Pasteur

Cunhas e chicos-espertos incompatíveis com a Europa
Físico Manuel Paiva fala de um Portugal diferente


Entre o Sul de França e o regresso a Portugal, Manuel Paiva optou por esta última selecção. Numa longa entrevista a Ana Cruz publicada no n.º 2, de Março, da SIPE EM REVISTA (revista do Sindicato Independente de Professores e Educadores), o físico português qua há 30 anos colabora com a NASA e mais recentemente com a ESA dá-nos a sua visão dos tempor que correm
*Ana Paula Cruz , nascida em 1970, em Loureço Marques, Moçambique; vive no Porto desde 1985; licenciada em Português/ Alemão, pela Fac. Letras da Univ. do Porto. Professora do Q.Z.P. (Quadro de Zona Pedagógica) do Porto, do 9º Grupo - Inglês/Alemão;este ano lectivo foi destacada para o Sindicato Independente de Professores e Educadores (com sede nacional no Porto) com a função de coordenadora editorial da sua revista trimestral (SIPE EM REVISTA).
Todas as notícias desta secção:
«Ele está sempre com a porta aberta!» (2006-10-04)«Trabalhar com o Craig é extraordinário!» (2006-10-04)
De como as alterações climáticas afectam a biodiversidade (2006-09-12)
«Clonagem da Dolly comprova limitações na manipulação genética» (2006-07-05)
Ian Wilmut ao Ciência Hoje: «Os problemas psicológicos de indivíduos clonados seriam intoleráveis» (2006-07-04)
Rui Ponte: contactos com instituições científicas portuguesas são inexistentes! (2006-04-09)
Sem curiosidade não há ciência (2005-11-04)
Cunhas e chicos-espertos incompatíveis com a Europa (2005-03-18)
Paris foi a minha primeira opção quando decidi deixar os EUA (2004-12-01)
O Erro de Damásio (2004-11-11)
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