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Dolly foi estrela!

2006-08-02
Por Por Paula Martinho da Silva *
Assim tão falado na comunidade científica como a Dolly só me recordo do ratinho Oncomouse, mas mesmo assim este foi muito menos mediático e todos tiveram muita pena dele, pela doença por que foi criado e o fim a que se destinava.

A Dolly não. Foi “estrela”, pousou célebre para a fotografia e embora tendo morrido doente, é a sua imagem de star que prevalece nos sites e nas revistas.

E com razão. A Dolly foi uma espécie de “ovelha revolucionária” que abalou consciências e provocou convulsões na forma de encarar a investigação na área da clonagem. Até ao nascimento da Dolly o debate bioético e também jurídico concentrava-se em torno da admissibilidade, ou não, da clonagem.

* Presidente do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida.

Este artigo faz parte do dossier «Ovelha Dolly: 10 anos». Por diversas razões só hoje a autora pôde enviá-lo e, por isso, só hoje é publicado.

Ian Wilmut ao Ciência Hoje: «Os problemas psicológicos de indivíduos clonados seriam intoleráveis»

Alegado «pai» da Dolly impedido de comentar a polémica da paternidade

2006-07-04
Por Ana Coutinho, João Medeiros e Jorge Massada

Ian Wilmut
Ian Wilmut
Quem foi realmente responsavel pelo trabalho da Dolly? Esta foi a questão-tabú da entrevista que Ian Wilmut concedeu ontem em Edinburgo ao Ciência Hoje. Está a ser alvo de um processo judicial, razão pela qual Ian não se pode pronunciar enquanto o processo não estiver terminado. Mas manifestou-se contra a clonagem de seres humanos. Diz que os problemas psicológicos para os clonados seriam intoleráveis.

 Ciência Hoje - Dez anos! Já  passou muito tempo! O que recorda mais desse dia 5 de Julho de 1996?

 Ian Wilmut - Muitas coisas aconteceram. Na verdade, não presenciei o nascimento da Dolly. Por precaução, para que a ovelha mãe não sofresse qualquer tipo de stress, decidi que apenas o pessoal directamente envolvido no parto deveria estar presente. Por motivos semelhantes também não assisti aos partos anteriores ao nascimento, com sucesso, da Dolly.

 

 

 

Admirável Mundo Novo: Dolly, fraude e pouco mais

2006-07-04
Por Por João Medeiros (correspondente em Inglaterra)

O advento de Dolly, a ovelha clone, a 5 de Julho de 1996, foi um dos raros momentos em que o progresso cientifico criou uma dramática sensação de expectativa futurística no mundo inteiro, de uma sociedade em fast-forward, onde tudo desde exércitos de clones humanos perfeitos até órgãos de transplante por encomenda seria possível. Contudo, dez anos passados, tudo o que resta do legado da Dolly é pouco mais do que a própria Dolly.

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Passado, presente e futuro da clonagem e os receios dos clones humanos

Carta de Harvard

2006-07-04
Por Por Tiago Fleming Outeiro

Há dez anos atrás, um grupo de investigadores escoceses, no Roslin Institute, assistiu a um nascimento histórico – uma ovelha a quem chamaram Dolly. Mais uma ovelha no mundo? Sim, à primeira vista poderia não parecer algo especial. Mas um olhar mais próximo sobre o assunto permite perceber que se tratou de um feito histórico. Dolly foi o primeiro mamífero clonado a partir de uma célula adulta, neste caso da glândula mamária de uma outra ovelha de quem a Dolly foi um “clone”. O nome desta ovelha famosa foi uma homenagem a um conceituada cantora de música “country”, conhecida pelo tamanho das suas próprias “glândulas mamarias”.

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Dolly, dez anos depois...

Carta de Cambridge (MA)

2006-07-04
Por Por Eduardo Alexandre Silva

No dia 5 de Julho de 1996 nascia uma ovelha na Escócia. Eu, nessa altura estudava para (sim recorri aos arquivos) um exame de “Analise Matemática II” e estava longe de imaginar que o estudo numa escola de engenharia me levaria, dez anos depois, a escrever um artigo sobre uma ovelha. No entanto, honra seja feita, não escrevo sobre uma ovelha qualquer mais sim sobre a Dolly. Dolly é nome consagrado na ciência pelo facto de ter sido o primeiro mamífero clonado a partir de uma célula adulta.

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Uma descoberta muito importante para o conhecimento científico

Carta de Boston

2006-07-04
Por Por Duarte Barral

Há 10 anos atrás nasceu aquela que se tornaria na ovelha mais famosa do mundo. Num dos artigos científicos com maior visibilidade de sempre1, tanto entre a comunidade científica como na opinião pública, Ian Wilmut, do Instituto Roslin em Edimburgo, e seus colaboradores descreveram pela primeira vez o nascimento de um animal, aparentemente saudável, resultante de um processo de clonagem a partir de uma célula adulta. Neste processo, o núcleo de uma célula da glândula mamária de uma ovelha adulta, transferido para um óvulo (ou oócito, mais correctamente) de outra ovelha, ao qual tinha sido extraído previamente o respectivo núcleo, deu origem à famosa ovelha Dolly.

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A ovelha Dolly e os seus vários pais

2006-07-04
Por Por João Medeiros (correspondente em Inglaterra)

Se Dolly estivesse ainda viva, poderia hoje (amanhã) soprar dez velas de aniversário na companhia dos seus criadores humanos, os cientistas que a conceberam no Instituto Roslin, em Edinburgo. Contudo, há poucos indícios de que seria uma festa alegre. O clone peludo, abatido em 2003, encontra-se hoje embalsamado no Museu Real de Edinburgo, ignorante das desavenças que se instalaram na sua família.

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Dolly não foi a primeira!

Hans Sperman falou de clonagem em 1938

2006-07-04
Por Por Leonor Fernandes

Há precisamente dez anos, nasceu no Instituto Roslin, na Escócia, o primeiro clone de um mamífero obtido a partir de uma célula adulta: a ovelha Dolly (5 de Julho 1996 - 14 de Fevereiro 2003). Este feito deveu-se à equipa liderada por Ian Wilmut, e a ovelha assim obtida através da técnica de transferência nuclear somática, resultou da fusão de um núcleo de uma célula mamária adulta, de uma ovelha branca com 6 anos, com um óvulo anucleado de uma ovelha de cabeça negra, que foi também a “mãe emprestada” desta cria

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