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«Ver a República» com documentos inéditos

Exposição é inaugurada em Coimbra na próxima sexta-feira

2010-10-20
Neogravura do busto da República   de Álvaro Viana de Lemos (clique para aumentar)
Neogravura do busto da República de Álvaro Viana de Lemos (clique para aumentar)
Coimbra vai acolher, a partir de 22 de Outubro, a exposição “Viver a República”, de onde se destacam centenas de peças, entre gravuras, fotografias e panfletos inéditos, de grande qualidade estética e documentos originais da época que prometem surpreender especialistas e curiosos.

“Viver a República” pretende “preencher os buracos da história a partir de documentos originais”, explicou Alexandre Ramires, comissário executivo da exposição, acrescentando que “oitenta por cento do certame é composto por objectos desconhecidos do público”.

De acordo com o professor apaixonado por fotografia, esta exposição vai “voltar a pôr no devido lugar o papel de Coimbra e da Universidade na história portuguesa”, visto que esta cidade “é muito presente na história da República” e era lá que “nessa altura, a Universidade e os protagonistas republicanos se concentravam”.

1962: O ANO DA «RUA 31 DE SANTO ANTÓNIO»

Censura a três cores e outras censuras

2010-02-15
Por Costa Carvalho *
(Clique para ampliar)
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«O ilustre deputado é um dos caudilhos do partido republicano, e a revolta de 31 de Janeiro é obra, infausta obra, desse partido.»
Discurso de António Cândido, proferido na Câmara dos Deputados, na sessão de 11 de Março de 1891, em resposta a Manuel de Arriaga.

«Deram-lhe liberdade, oh! fartaram-no [povo] de liberdade. Tão-somente não o ensinaram a estimá-la e a defendê-la.»
Manuel Laranjeira, in «Pessimismo nacional» (O Norte, Dezembro de 1907 e Janeiro de 1908).

«Havia o direito de reunião. Sem dúvida. Mas ao iniciar-se um comício no claustro da Sé Nova de Coimbra, para levar ao Governo respeitoso protesto contra a secularização de S. João de Almedina, mal o primeiro orador dissera algumas palavras, logo grupos de liberais invadiram o local e desfaziam a reunião. Surpreendi-me então ao ver num dos grupos o meu sapateiro, que com igual proficiência se propunha amolgar-nos as costeletas e consertar-nos as botas.»

António de Oliveira Salazar, discurso pronunciado na sede da União Nacional, em 1 de Julho de 1958.

* * Ex-chefe de Redacção do Jornal de Notícias, Primeiro de Janeiro e Comércio do Porto. Mestre em Estudos Portugueses e Brasileiros pela Universidade do Porto

«A República Dança» no Montijo

Espectáculo de teatro e dança
no âmbito das comemorações da CNCCR

2010-02-02
Uma produção do Teatro Piazza d’Occasione
Uma produção do Teatro Piazza d’Occasione
Uma conspiração, uma manifestação, uma intenção de futuro... A revolução republicana através de uma breve narrativa fotográfica projectada numa grande cortina suspensa no ar, ganha vida e forma pelo movimento coreográfico de um dueto masculino. A fotografia, a dança, a música e as novas tecnologias reúnem-se num projecto que utiliza imagens apelativas da história da I República para levarem ao público jovem, uma História contada com a energia do corpo em movimento.

Centenário da República no XVIII Congresso da ANMP

2009-12-03
Comissão Nacional faz divulgação de programa
Comissão Nacional faz divulgação de programa

A Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República (CNCCR) vai estar presente no XVIII Congresso da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), que decorre amanhã e sábado no Pavilhão Multiusos de Viseu.

A Comissão Nacional, que assinalará o desenvolvimento da Ciência em Portugal nos últimos cem anos, tem um espaço de divulgação do programa das comemorações, que se iniciam no Porto, dia 31 de Janeiro de 2010 - data que assinala a primeira tentativa revolucionária de implantação da República, em 1891.

A Ciência na República

2010-10-04
Por João Caraça *

João Caraça, director do Serviço de Ciência da Fundação Gulbenkian e único filho de Bento de Jesus Caraça
João Caraça, director do Serviço de Ciência da Fundação Gulbenkian e único filho de Bento de Jesus Caraça
A CIÊNCIA NOS FINAIS DA MONARQUIA

O montante total das despesas anuais em actividades de investigação científica e desenvolvimento experimental (I&D), num país desenvolvido do continente europeu ou americano nos princípios do século XX, rondava por um valor que equivalia a 0,1% ou 0,2% do produto interno bruto (PIB) respectivo.

Há cem anos, o mundo era muito diferente no que respeita ao volume das actividades científicas.

ND - Este artigo foi publicado há precisamente um ano em Ciência Hoje. Com autorização de João Caraça voltamos a editá-lo dado o seu evidente interesse.

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