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Europeus e asiáticos são descendentes dos mesmos africanos

Estudo recorre à comparação genética entre 385 indivíduos

2012-01-31
Hoje existe muito mais diversidade genética entre a população africana
Hoje existe muito mais diversidade genética entre a população africana
Europeus e asiáticos descendem do mesmo grupo de africanos que chegou ao Sul da Península Arábica há 60 mil anos, conclui um estudo coordenado por Luísa Pereira.

Segundo a investigadora do Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto (IPATIMUP), os descendentes desse grupo rumaram depois, uns em direcção à Ásia, tendo chegado à Austrália há 50 mil anos, e outros para a Europa, onde terão chegado dez mil anos depois.

Milho era consumido na costa peruana há mais de 6000 anos

Artigo da «PNAS» mostra que cereal era consumido em forma de pipoca e farinha

2012-01-25
Consumo de pipocas na costa centro e sul do oeste americano (créditos: Pamela Belding/STRI)
Consumo de pipocas na costa centro e sul do oeste americano (créditos: Pamela Belding/STRI)

Os habitantes de há 6700 anos da costa do Pacífico, onde hoje é o Peru, já consumiam milho, nomeadamente em forma de pipoca e farinha. Esta recente descoberta trouxe duas “surpresas” aos arqueólogos: o milho é consumido há mais dois mil anos do que se pensava e ainda antes da utilização da cerâmica naquela zona do mundo.

O estudo está publicado na «Proceedings of the National Academy of Sciences» e tem como co-autora Dolores Piperno, curadora de Arqueologia do Novo Mundo do Museu Nacional de História Natural Smithsonian (EUA) e investigadora do Instituto Smithsonian de Investigação Tropical (Panamá).

Apenas 17 por cento dos açorianos viviam mais de 50 anos no século XVI

2011-12-11
 Foram examinados esqueletos de 108 indivíduos
Foram examinados esqueletos de 108 indivíduos
Dois terços da população açoriana sobreviviam no século XVI até à idade adulta, mas apenas 17 por cento dos residentes chegava a idades superiores a 50 anos, apurou um estudo da Universidade dos Açores (UAç).

A pesquisa em causa, cujos resultados constam de uma nota divulgada pelo departamento de Biologia da academia açoriana, incidiu sobre esqueletos de 108 indivíduos, exumados em 2007 do interior da antiga igreja do Convento de S. Gonçalo, em Angra do Heroísmo.

América era habitada por caçadores há 14 mil anos

O chamado “povo de Clóvis” não foi o primeiro a pisar o continente

2011-10-21
Mastodonte de Manis foi caçado há 13800 anos
Mastodonte de Manis foi caçado há 13800 anos

A teoria de que os primeiros povoadores do continente americano teriam aparecido há 13 mil anos, a chamada cultura de Clóvis, há muito que é discutida e posta em causa. Uma investigação recente sobre fósseis descobertos nos anos 70 reforça a teoria de que havia já caçadores na América do Norte há aproximadamente 14 mil anos.

O estudo da equipa do Centro de Geogenética da Universidade de Copenhaga e do Centro de Estudos dos Primeiros Americanos da Universidade de Texas está agora publicada na revista «Science».

Novas descrições do «Australopithecus sediba» certificam-no como antepassado humano

Um ano após primeiros estudos, cientistas revelam novidades deste hominídeo primitivo

2011-09-08
Crânio daquele que pode ser o mais antigo antepassado directo do «Homo sapiens»
Crânio daquele que pode ser o mais antigo antepassado directo do «Homo sapiens»

Num artigo publicado há pouco mais e um ano na revista «Science» e divulgado aqui pelo «Ciência Hoje» dava-se a conhecer um provável antepassado directo do género Homo, o australopiteco Australopithecus sediba que viveu há 2 milhões de anos em África. Os restos estudados correspondiam a uma mulher de aproximadamente 30 anos e de um menino de 10.

Agora, a mesma revista publica cinco estudos diferentes onde são descritos novos pormenores da anatomia desta espécie. As descobertas, dizem os especialistas, põe mesmo em causa algumas teorias existentes sobre a evolução humana. 

Mudanças evolutivas rápidas não perduram

Estudo explica mecanismos da evolução

2011-08-25

Mudanças duradouras demoram um milhão de anos a acontecer
Mudanças duradouras demoram um milhão de anos a acontecer
Embora a evolução seja um processo constante e que, em alguns momentos, acontece de uma forma rápida, os cientistas constataram que as mudanças que perduram demoram um milhão de anos a acontecer.

Um estudo publicado no “Proceedings of the National Academy of Sciences” e que foi realizado por investigadores da Universidade de Oregon, nos EUA, ajudou a resolver um velho debate e a aparente contradição entre mudanças evolutivas de curto e longo prazo.

Pela primeira vez, foram combinados dados de períodos curtos entre dez e cem anos com outros de períodos mais longos, em registos fósseis de mais de cem milhões de anos. Desta forma, estudou-se em conjunto a rápida evolução observada por biólogos em espécies contemporâneas; as mudanças lentas e estáveis observadas por paleontólogos; e as diferenças drásticas e macro-evolutivas entre os tamanhos e formas das espécies.

Português descobre primeiras pegadas de dinossauro em Angola

Marcas podem pertencer a saurópode do Cretácico Inferior

2011-08-24
Octávio Mateus também descobriu primeiro fóssil de dinossauro em Angola
Octávio Mateus também descobriu primeiro fóssil de dinossauro em Angola

O paleontólogo Octávio Mateus revelou à agência Lusa ter descoberto as primeiras pegadas de dinossauro encontradas em Angola, durante uma expedição internacional ocorrida entre Julho e este mês naquele país.

O cientista português explicou que se trata das “primeiras pegadas que se conhecem em Angola”, que se presume pertencerem a um dinossauro saurópode que terá vivido no Cretácico Inferior, há  128 milhões de anos. Ao todo, a descoberta é composta por 70 pegadas de mamíferos e por dois trilhos de dinossauros, um deles ainda com “impressões de pele”.

Os achados de pegadas de mamíferos levam a equipa de cientistas internacionais, composta ainda por dois americanos e por um holandês e com colaboração angolana, a admitir a descoberta de “mamíferos muito maiores do que aqueles que se pensavam existirem à época no resto do mundo”, dada a dimensão de pegadas que rondam os cinco centímetros.

Descobertas as mais antigas unhas de primatas que se conhecem

«Teilhardina brandti» era uma espécie de lémure que viveu há 55 milhões de anos

2011-08-17
"Teilhardina brandti" era uma espécie de lémure de pequenas dimensões

O primata Teilhardina brandti terá sido um dos primeiros a possuir unhas. Paleontólogos da Universidade de Flórida analisaram os fósseis de mais de 25 exemplares desta espécie extinta. Segundo os investigadores, as células endurecidas dos dedos apareceram há 55 milhões de anos, durante o Eoceno, facilitando um tacto mais possibilidades sensitivas.

Publicado no «American Journal of Physical Anthropology», o trabalho explica que as unhas permitiram a esta espécie de lémure pendurar-se aos galhos das árvores e mover-se agilmente entre elas.

Réptil marinho gigante põe Angola na história da Paleontologia

Português da Universidade Nova de Lisboa integra equipa PaleoAngola

2011-08-11
Réptil marinhos gigante. (Projecto paleoAngola)
Réptil marinhos gigante. (Projecto paleoAngola)
Um fóssil de um réptil marinho gigante foi descoberto pelo investigador brasileiro José Luiz Neves, na orla marítima da barra do Kwanza, em Angola, segundo divulgou hoje a agência angolana Angop. Segundo o cientista, o fóssil pertence a um dos maiores predadores de todos os tempos, com pelo menos dez metros de comprimento e em vida pesava mais de dez toneladas.

“Sinto-me extremamente agraciado por essa descoberta e serve como retribuição ao país que me acolheu de braços abertos para colaborar no seu desenvolvimento”, referiu Neves, sublinhando que agora “Angola entra para a história da Paleontologia, colaborando para desvendar o passado remoto do Planeta Terra e ajuda a escrever a sua história”.

Descobertos hábitos canibais de antiga tribo mexicana

Nova investigação confirma relatos do século XII

2011-07-25
Ossos analisados foram descobertos na Caverna de Maguey
Ossos analisados foram descobertos na Caverna de Maguey

A antiga tribo dos Xiximes, que habitou o norte do México até meados do século XV , praticava canibalismo, de acordo com um grupo de antropólogos do Instituto Nacional de Antropologia e História daquele país.

Quatro anos de investigação na Caverna de Maguey, nas montanhas da Sierra de Durango, permitiram que os especialistas confirmassem que o grupo alimentava-se de carne humana durante rituais associados à guerra e ao ciclo agrícola.


O canibalismo dessa etnia tinha sido descrito em fontes etno-históricas do século XVII, principalmente em documentos de missionários europeus.

Encontrado o lagarto grávido mais antigo de sempre

Fóssil tinha 15 embriões quase totalmente desenvolvidos no corpo

2011-07-21
O lagarto estava a poucos dias de dar à luz quando morreu e foi sepultado (foto: BBC Nature)
O lagarto estava a poucos dias de dar à luz quando morreu e foi sepultado (foto: BBC Nature)
Um fóssil de 120 milhões de anos é o lagarto grávido mais antigo alguma vez descoberto, de acordo com um artigo publicado na revista Naturwissenschaften.

O fóssil encontrado na China é um lagarto muito completo, de 30 centímetros, com mais de uma dúzia de embriões no corpo.

Forma “moderna” de caminhar tem quatro milhões de anos

Pegadas de Laetoli serviram de base para novo estudo

2011-07-20
Pegadas de Laetoli, na Tanzânia
Pegadas de Laetoli, na Tanzânia
Uma nova investigação indica que os nossos ancestrais começaram a andar da mesma forma que o homem anda hoje em dia dois milhões de anos antes do que se pensava. 

As pegadas pré-históricos de Laetoli, na Tanzânia, serviram de base para os investigadores demonstrarem que os hominídeos que povoavam a região há 3,7 milhões de anos, os Australopithecus afarensis, caminhavam de forma mais semelhante às pessoas da actualidade do que aos primatas bípedes, como os chimpanzés ou os gorilas. 

O estudo, que recorreu a simulações de computador para se prever a forma das pegadas do Australopithecus afarensis, foi publicado pelo “Journal of Royal Society”.

Fósseis de insectos extintos descobertos no Peru

Cinco espécies detectadas podem esclarecer história do Amazonas

2011-07-18
Fóssil da vespa de seis patas (Foto: Museu Meyer Hönninger)
Fóssil da vespa de seis patas (Foto: Museu Meyer Hönninger)

Cientistas peruanos encontraram quatro espécies de insectos e uma de aranha, todos extintos, fossilizadas em âmbar de 20 milhões de anos. A descoberta foi liderada pelo paleontólogo Klaus Hönninger, director do museu Meyer Hönninger, que detectou as cinco espécies desaparecidas em Abril, junto às margens do rio Santiago, um afluente do Amazonas, onde havia 360 peças de âmbar.

De acordo com Hönninger, esta descoberta vai permitir determinar como viviam esses animais há 20 milhões de anos, assim como reconstruir o habitat dessa região nessa época. "Vamos poder compreender como era o Amazonas", referiu.

O paleontólogo explicou que as espécies encontradas compartilham a característica de terem longas extremidades, uma possível forma de adaptação ao meio em que viviam. Na sua opinião, a espécie “mais estranha” presa no âmbar é uma aranha de dois milímetros de comprimento, com patas com o triplo do tamanho de seu corpo.

Mães não se comprometem sem apoio da sociedade

Antropóloga evolucionista abriu discussão durante GABBA 2011

2011-07-08
Por Marlene Moura (Texto) e Luísa Marinho (Foto)
Antropóloga feminista darwinista realça papel das mães.
Antropóloga feminista darwinista realça papel das mães.
Sarah Hrdy, antropóloga evolucionista norte-americana, reconhecida como uma feminista Darwinista, acentuou, ao longo do dia de hoje, que a visão do naturalista Charles Darwin é digna de ovação, mas defende assentar num modelo antropocêntrico masculino e “machista”. A investigadora esteve no Porto, no âmbito do Simpósio Anual GABBA 2011, enquadrado na questão geral «O que faz de nós humanos?». Foi neste contexto que Hrdy deambulou por comparações entre seres humanos e primatas abordando o papel aloparental (de pais não biológicos) e cooperativo na alimentação.

Há quem diga que a, ainda, autora de vários livros fez revelações desconcertantes sobre maternidade e, para muitos, revolucionou o conceito evolucionista de Darwin, dominado por ideias machistas. “Passei quase toda a minha vida adulta a tentar perceber quem sou e como é que criaturas como eu se tornaram no que são”, já escrevera há algum tempo. Em entrevista ao «Ciência Hoje» Sarah Hrdy confessou ainda não ter a resposta, mas acredita estar “cada vez mais perto”.

Ciganos são heterogéneos e diferenciam-se entre si

“É preciso desmontar preconceitos!”, alerta investigadora

2011-07-01
Por Carla Sofia Flores
Tradições culturais variam consoante os grupos
Tradições culturais variam consoante os grupos
Com maior ou menor intensidade, os ciganos continuam a ser vítimas de preconceitos e a ser estigmatizados pelos não ciganos, um pouco por todo o lado, dando-se assim azo a um afastamento e falta de interacção. Contudo, esta realidade também existe dentro da própria comunidade cigana, que é “muito heterógenea”, sendo que há grupos que se diferenciam entre si e negam a autenticidade da identidade cigana a outros.

Este cenário foi registado por Lurdes Nicolau, doutoranda da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), que nos últimos cinco anos investigou a vida de pessoas de etnia cigana, nomeadamente no concelho de Bragança. Neste estudo, a também professora de ensino básico propôs-se “a conhecer o grupo étnico cigano que maioritariamente se encontra em Trás-os-Montes e compreender a interacção que o mesmo estabeleceu com a população maioritária, tanto no meio local -urbano e rural -, como no que concerne à instituição escola”.

Tribo isolada do mundo ocidental descoberta no Brasil

Acções missionárias e tráfico de drogas são ameaças para os indígenas

2011-06-29
Casa da tribo isolada no Vale do Javari (Foto: Peetsa/Arquivo CGIIRC-Funai)
Casa da tribo isolada no Vale do Javari (Foto: Peetsa/Arquivo CGIIRC-Funai)

Foi encontrada aquela que será uma das últimas tribos amazónicas que permanecem isoladas do mundo ocidental. Entidades oficiais brasileiras confirmaram a descoberta da tribo, na zona ocidental da Amazónia, que conta com 200 indígenas, avançou o portal do Survival International.

Segundo este grupo de defesa dos direito indígenas, esta tribo que vive em três clareiras, no Vale do Javari, perto da fronteira com o Peru, tem consciência do “mundo exterior” mas optou por permanecer afastada da civilização ocidental mantendo o seu estilo de vida tradicional.

As imagens aéreas recolhidas pela Fundação Nacional do Índio (FUNAI), no Brasil, mostram que a tribo cultiva milho, amendoins, bananas e outros produtos agrícolas.

Evolução humana pode ser mais lenta do que se pensava

Estudo deverá ser confirmado em maior escala

2011-06-14
Estudo poderá repercutir-se na cronologia evolutiva
Estudo poderá repercutir-se na cronologia evolutiva

Os seres humanos podem estar a evoluir mais lentamente do que se pensava, indicou um estudo sobre mudanças genéticas feito com duas gerações de famílias, realizado no âmbito do projecto CARTaGENE, da Universidade de Montreal, no Canadá.

O código genético compreende seis biliões de nucleótidos ou blocos de construção de DNA, divididos por duas metades, uma herdada do pai e outra da mãe. Até agora, os cientistas acreditavam que os pais contribuíam, cada um, com 100 a 200 mudanças nestes nucleótidos.

Contudo, este novo trabalho aponta para a ocorrência de muito menos mudanças, sendo que, cada pai contribui, em média, com 30 mudanças. "Em princípio, a evolução acontece um terço mais lentamente do que se pensava anteriormente", disse Philip Awadalla, investigador da Universidade de Montreal.

Há dois milhões de anos só as fêmeas hominídeas percorriam grandes distâncias

Relação dos Australopithecus africanus e Paranthropus robustus com o território analisada através dos dentes

2011-06-02
Os «Australopithecus africanus» estudados são da África do Sul
Os «Australopithecus africanus» estudados são da África do Sul

Através da análise aos dentes de oito Australopithecus africanus e 11 Paranthropus robustus,  uma equipa de cientistas da Universidade do Colorado Boulder descobriu que estes hominídeos ancestrais tinham uma particularidade: as fêmeas percorriam maiores distâncias no território do que os machos.

Os cientistas analisaram o esmalte dos dentes destes indivíduos. Chegaram à conclusão que, em mais de metade das fêmeas, os dentes definitivos formaram-se muito longe do local onde nasceram e passaram a infância. Apenas 10 por cento dos machos tinham as mesmas características. O estudo está publicado na «Nature».

Descoberto primeiro esqueleto de homossexual pré-histórico

2011-04-07
Corpo estava disposto como sepultura feminina.
Corpo estava disposto como sepultura feminina.
Descobriram o corpo de um homem – que remonta a 2900 ou 2500 anos a.C. –, na República Checa, cuja posição estava normalmente reservada às mulheres na cultura da cerâmica e, por isso, os investigadores acreditam tratar-se do primeiro homossexual ou transexual conhecido e que viveu durante a Idade do Cobre.

O esqueleto, encontrado num subúrbio de Praga, tinha a cabeça apontada para Este e estava rodeado de utensílios domésticos, um ritual que até aqui apenas era descoberta em sepulturas femininas.

Índios do Paleolítico tinham indústria pesqueira desenvolvida

Artefactos encontrados mostram que nem todos se deslocaram para o interior

2011-03-07
Alguns dos artefactos encontrados (Foto: Universidade de Oregon)
Alguns dos artefactos encontrados (Foto: Universidade de Oregon)
A descoberta de uma grande variedade de utensílios de pesca e caça marinha com 13 mil anos, nas ilhas do Canal do Norte da Califórnia, revelou que os humanos do final do Paleolítico comiam uma grande diversidade de animais marinhos e que desenvolveram uma indústria pesqueira muito sofisticada. 

Um trabalho publicado na revista "Science" por investigadores da Universidade de Oregon e do Instituto Smithsonian, nos EUA, descreve a configuração e o estilo de vida dos paleo-índios e da cultura Clovis, que se estenderam pelo interior da América do Norte, à procura de animais de grande porte, como os mamutes.

Agora sabe-se que nem todos foram explorar as grandes planícies, mas que também ficaram na costa e que esta rota litoral foi a que os levou mais facilmente até ao sul.

Nova reconstrução de Ötzi – o «homem do gelo»

Obra será apresentada amanhã na inauguração de «Ötzi 20», no Museu de Arqueologia Tirol do Sul, Itália

2011-02-28
Nova reconstrução de Ötzi por Alfons e Adrie Kennis
Nova reconstrução de Ötzi por Alfons e Adrie Kennis
A mais recente reconstrução de Ötzi, o «homem do gelo» com 5300 anos encontrado 1991, nos Alpes de Ötztal (fronteira entre Áustria e Itália), mostra um homem de traços envelhecidos, longa barba e olhos castanhos escuros. Este trabalho foi realizado por especialistas holandeses e fundamenta-se em 20 anos de investigações.

Esta não é a primeira reconstrução da face de Ötzi, mas os seus autores Alfons e Adrie Kennis acreditam ser a mais correcta. Foi utilizada a mais recente tecnologia forense, imagens a três dimensões da múmia, imagens a infravermelhos e tomografias.

A Lucy já caminhava como o homem moderno

Australopithecus afarensis tinha o pé arqueado

2011-02-11
Osso descoberto é um metatarso.
Osso descoberto é um metatarso.
Um osso de um pé de uma espécie de hominídeo de há 3,2 milhões de anos, à qual pertencia a famosa Lucy, uma antepassada do Homo sapiens, revela que a espécie andava bem sobre as pernas. Os resultados da descoberta são publicados hoje, na revista «Science».

Um trabalho de investigadores norte-americanos cita a forma de um osso do pé fossilizado encontrado na Etiópia demonstra que os australopithecus afarensis tinham os pés arqueados como o homem moderno. O osso descoberto, em Hadar, é um metatarso, parte do pé situada entre o tarso e o dedo.

Primeiros Homo sapiens e Neandertais tinham a mesma esperança de vida

Estudo contradiz teoria que defendia extinção dos Neandertais por morrerem mais cedo

2011-01-12
Neandertais e Homo sapiens teriam a mesma esperança média de vida
Neandertais e Homo sapiens teriam a mesma esperança média de vida
A esperança média de vida dos primeiros Homo sapiens e dos Neandertais era semelhante, revela um estudo dirigido por Erik Trinkaus, da Universidade de Washington (EUA) e publicado agora na «Proceedings of National Academy of Science». Os investigadores fizeram um estudo comparativo de fósseis de ambas as espécies que coexistiram durante 150 mil anos em várias regiões da Europa e da Ásia e que, segundo as mais recentes investigações chegaram a cruzar-se.

A equipa não teve muito material para analisar, mas foi o suficiente para perceber que existiam quase os mesmos números de fósseis de adultos entre 20 e 40 anos e de maiores de 40, tanto entre os Homo sapiens como entre os Neandertais.

Grupo de hominídeos até agora desconhecido conviveu com Neandertais e Sapiens

“Denisovanos” habitaram a Ásia há 30 mil anos

2010-12-23
Na gruta de Denisova, na Sibéria, foram encontrados um dente e parte de uma mão
Na gruta de Denisova, na Sibéria, foram encontrados um dente e parte de uma mão
O fragmento de um dedo e o dente encontrados na gruta de Denisova, na Sibéria, em 2008, pertencem a um tipo de hominídeo desconhecido até agora. São estas as conclusões dos investigadores do Instituto alemão Max Planck, depois de terem sequenciado o DNA nuclear do dedo.

Esta linhagem denisovana viveu há 30 mil anos, partilhando o planeta com outros humanos: nós – os Sapiens sapiens –, os Neandertais e o homo florensis, da Indonésia. O estudo está publicado na revista «Nature». Devido à escassez de fósseis, os cientistas preferem não denominar este achado como o de uma nova espécie, antes de um novo “grupo” de humanos.

Maturação dentária é mais rápida hoje do que há cem anos

Descoberta pioneira a nível mundial pode «alterar» a História

2010-12-07
Por Carla Sofia Flores
Condições de vida influenciam evolução da maturação dentária
Condições de vida influenciam evolução da maturação dentária
Sabia-se que as condições ambientais influenciaram, ao longo da História, o crescimento humano e a maturação sexual, mas julgou-se, durante muito tempo, que o desenvolvimento dentário não se modificava em resposta às alterações do meio.

No entanto, Hugo Cardoso, antropólogo e investigador da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP), conseguiu observar e documentar, pela primeira vez e de forma consistente, uma aceleração na maturação dentária, o que já tinha sido sugerido, mas nunca comprovado. Tal descoberta poderá abalar a fiabilidade das estimativas de idade dos esqueletos pré-históricos, feitas a partir da dentição.

Num estudo publicado no “American Journal of Human Biology”, o doutorado em antropologia biológica revelou que os dentes das crianças portuguesas estão a desenvolver-se mais cedo do que há 100 anos, em resposta à melhoria de condições de nutrição e de cuidados de saúde, sendo que esta evolução poderá também ser verificada no resto do mundo.

Estudo revela que alguns islandeses descendem de ameríndia pré-colombiana

Análises de DNA provam que houve cruzamento entre vikings e índios americamos por volta do ano 1000

2010-11-17
Os vikings estiveram na América por volta do ano 1000
Os vikings estiveram na América por volta do ano 1000
Através de dados arqueológicos e da tradição literária existente, já se sabia que os vikings tinham estado na América antes do descobridor oficial – Cristóvão Colombo – lá ter chegado. Agora, uma investigação genética vem comprovar essa presença, indicando que houve de facto contacto entre as populações. Mais, uma mulher ameríndia terá sido levada para a Islândia e dela descendem algumas das famílias ainda existentes.

Para chegar a esta conclusão a equipa de investigadores analisou o DNA de quatro famílias islandesas – 80 pessoas – nas quais tinha identificou uma linhagem ameríndia. Apercebeu-se, assim, que o contacto pré-colombiano terá acontecido cinco séculos antes da chegada de Colombo. O artigo está publicado na revista «Journal of Physical Anthropology».

Australopitecos usavam ferramentas para comer

Descoberta altera em um milhão de anos capacidade dos antepassados

2010-08-12

Ilustração de Australopithecus afarensis
Ilustração de Australopithecus afarensis
Os ancestrais da espécie humana usaram ferramentas muito antes do que se pensava. A descoberta foi feita através de marcas em ossos fossilizados no este na Etiópia.
 

Os fósseis serviram para demonstrar, segundo a investigação publicada hoje na Nature, que os congéneres da famosa Lucy, ou seja, os Australopithecus afarensis, utilizavam, há 3,4 milhões de anos, pedras afiadas para tirar a carne dos ossos das presas. As marcas revelam ainda que, através das ferramentas, tentavam chegar à medula, cujo teor nutritivo é elevado.

Linguista britânico vai registar cultura oral dos inuit da Gronelândia

2010-08-16
Qaanaaq: norte da Gronelândia
Qaanaaq: norte da Gronelândia
O antropólogo e linguista inglês Stephen Pax Leonard, da Universidade de Cambridge, partiu ontem para a Gronelândia, onde vai viver durante um ano com a comunidade inuit de Qaanaaq.

O objectivo é documentar os seus traços culturais que estão ameaçados de extinção.

Segundo a BBC, o investigador vai “fazer a recolha, em dialecto inuktun (falado apenas por mil pessoas) da literatura, das canções e dos mitos que são a base da cultura desta povoação”.

História do ser humano ganha espaço próprio em Burgos

Inaugurado «Museo de la Evolución Humana»

2010-07-15
Difundir conhecimento sobre a evolução da espécie humana é o objectivo principal do museu inaugurado terça-feira em Burgos (província de Castela e Leão, Espanha). Foi a partir dos achados e da investigação que se realiza há várias décadas na Serra de Atapuerca, que nasceu Museu da Evolução Humana (MEH). O Museu quer ser uma referência mundial nesta matéria, até porque Atapuerca (situada na província de Burgos), sítio declarado património da Humanidade pela Unesco, em 2000, constitui o maior conjunto de achados sobre a história humana.

Antropólogo americano defende que futuro do Homem passa por colonizar outros planetas

2010-05-11
Jonathan Marks
Jonathan Marks

A espécie humana está a ficar cada vez mais homogénea e só surgirão variações quando colonizar outros planetas, defende o antropólogo norte-americano Jonathan Marks, que sugere que as diferenças biológicas entre seres humanos são "imaginárias".

O professor da universidade da Carolina do Norte, afirmou à Lusa que "os próximos passos na evolução biológica terão a ver com a saída do planeta Terra", pois "no presente, estamos a ficar cada vez mais parecidos uns com os outros, biológica e culturalmente".

Novo australopiteco identificado é candidato a antepassado directo do «Homo»

Dois esqueletos descobertos na África do Sul revelam nova espécie baptizada como «Australopithecus sediba»

2010-04-08
Restos dos dois exemplares encontrados
Restos dos dois exemplares encontrados
A descoberta de uma nova espécie de Australopithecus foi hoje anunciada na revista «Science». Baptizada como Australopithecus sediba, foi revelada através da análise de esqueletos de uma mulher e de uma criança com dois milhões de anos encontrados na África do Sul.

Esta descoberta pode ajudar os investigadores a perceberem melhor a evolução que deu origem ao género humano. O A. sediba (sediba significa “fonte” ou “origem” em língua Sesotho, um dos 11 idiomas oficiais da África do Sul) tem características tipicamente primitivas dos australopitecos e de seres mais avançados, como os do género homo. Os cientistas chegam mesmo a perguntar-se este é um australopiteco ou o primeiro representante do género Homo.

Espécie de hominídeo nunca antes identificado terá vivido na Sibéria há 40 mil anos

Investigadores dizem que serão necessários mais estudos para confirmar a descoberta deste ser

2010-03-25
Svante Pääbo, do Max Planck Institute for Evolutionary Anthropology
Svante Pääbo, do Max Planck Institute for Evolutionary Anthropology
Na Gruta Denisova, na Sibéria, uma equipa de investigadores russos encontrou, durante uma escavação, o osso de um dedo. Foi no Verão de 2005 e na altura os cientistas puseram de parte o achado para o estudarem mais tarde por pensarem tratar-se de o osso de um Neandertal, comum naquela zona e, nomeadamente, naquela caverna.

Finalmente, o osso foi analisado e está a surpreender a comunidade científica. Na revista «Nature» está agora publicado o estudo que revela que, provavelmente, se está perante uma espécie de hominídeo com 30 mil anos até agora desconhecido.

Mistério em redor de esferas de pedra da Costa Rica continua

UNESCO pretende atribuir estatuto de Património da Humanidade à descoberta

2010-03-24
John Hoopes com as esferas de pedra
John Hoopes com as esferas de pedra
As estranhas esferas de pedra da Costa Rica ficaram famosas depois de aparecerem no filme «Indiana Jones – Em busca da arca perdida». Entretanto, já se conhece a existência de pelo menos 300 e a UNESCO está a pensar em atribuir-lhes e estatuto de Património da Humanidade.

As bolas têm vários tamanhos e a maior pesa 16 toneladas e mede dois metros de diâmetro, encontrando-se na maioria na região de Delta de Diquís. As mais antigas devem ter aparecido por volta do ano 600 d.C. Os investigadores não têm explicação para a sua existência, ou seja, o que significavam para quem as esculpiu. Mas, também se incluíram outras teorias pelo meio, como o facto de poderem estar relacionadas com Stonehenge ou as estátuas da Ilha de Páscoa.

Franceses reconstituem cérebro de Cro-Magnon1 em 3D

Molde do crânio será exposto em Washington

2010-03-12
Crânio no Museu do Homem, Paris
Crânio no Museu do Homem, Paris
Milhares de pedaços arqueológicos do Museu do Homem, em Paris (França), estão a ser revisitados, um a um, por novas tecnologias.

Dois paleoantropólogos franceses, Antoine Balzeau e Dominique Grimaud-Hervé, do Centro Nacional da Pesquisa Científica e do Museu de História Natural parisiense, conseguiram, pela primeira vez, reconstituir em 3D o formato do cérebro do homem de Cro-Magnon 1 – o nosso mais velho antepassado Homo sapiens (com 28 mil anos).

Desastre de Cheche: «Dignificar morte» de antigos combatentes

Antropóloga forense da UC parte em missão para exumar corpos de soldados em vala comum

2010-02-18
Por Marlene Moura
Eugénia Cunha na última missão na Guiné-Bissau
Eugénia Cunha na última missão na Guiné-Bissau
Uma equipa de investigadores, liderada pela antropóloga forense Eugénia Cunha, da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), parte para a Guiné-Bissau no próximo dia 26 de Fevereiro, onde, durante uma semana, irá identificar e exumar restos mortais de antigos combatentes portugueses sepultados numa vala comum, em Cheche, vítimas de um dos episódios mais traumáticos da Guerra colonial.

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Europeus e asiáticos são descendentes dos mesmos africanos (2012-01-31)
Milho era consumido na costa peruana há mais de 6000 anos (2012-01-25)
Apenas 17 por cento dos açorianos viviam mais de 50 anos no século XVI (2011-12-11)
América era habitada por caçadores há 14 mil anos (2011-10-21)
Novas descrições do «Australopithecus sediba» certificam-no como antepassado humano (2011-09-08)
Mudanças evolutivas rápidas não perduram (2011-08-25)
Português descobre primeiras pegadas de dinossauro em Angola (2011-08-24)
Descobertas as mais antigas unhas de primatas que se conhecem (2011-08-17)
Réptil marinho gigante põe Angola na história da Paleontologia (2011-08-11)
Descobertos hábitos canibais de antiga tribo mexicana (2011-07-25)
Encontrado o lagarto grávido mais antigo de sempre (2011-07-21)
Forma “moderna” de caminhar tem quatro milhões de anos (2011-07-20)
Fósseis de insectos extintos descobertos no Peru (2011-07-18)
Mães não se comprometem sem apoio da sociedade (2011-07-08)
Ciganos são heterogéneos e diferenciam-se entre si (2011-07-01)
Tribo isolada do mundo ocidental descoberta no Brasil (2011-06-29)
Evolução humana pode ser mais lenta do que se pensava (2011-06-14)
Há dois milhões de anos só as fêmeas hominídeas percorriam grandes distâncias (2011-06-02)
Descoberto primeiro esqueleto de homossexual pré-histórico (2011-04-07)
Índios do Paleolítico tinham indústria pesqueira desenvolvida (2011-03-07)
Nova reconstrução de Ötzi – o «homem do gelo» (2011-02-28)
A Lucy já caminhava como o homem moderno (2011-02-11)
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