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O CERN não anda à ‘caça de gambozinos’

Físico teórico John Ellis em entrevista ao «Ciência Hoje»

2011-09-12
Por Marlene Moura (Texto e Fotos) em Genebra com o apoio da Ciência Viva
John Ellis, físico teórico (CERN)
John Ellis, físico teórico (CERN)
John Ellis é um dos físicos teóricos mais reputados do globo. Veio da Universidade de Cambridge e, após ter estado uns anos nos Estados Unidos, já é investigador residente da Organização Europeia para a Física de Partículas (CERN) desde 1973. Podemos dizer que algumas das grandes teorias da Física lhe foram atribuídas e parte das experiências a decorrer no Laboratório de Física de Partículas têm ‘dedo’ seu.

As suas actividades são bastante abrangentes, mas é especialmente conhecido por ter ajudado Dimitri Nanopoulos a unificar a «Teoria das cordas», com o modelo padrão, por ter inventado o «Diagrama Pinguim» (um tipo de diagrama de Feynman) e ter criado a «Teoria do Todo» (ToE – Theory of Everything).

Para o físico britânico, o Grande Colisor de Hadrões (LHC) do CERN é "como se fosse o maior microscópio já construído” e, com ele, os cientistas vão poder examinar partículas de matéria e talvez conseguir “reproduzir o início do universo” e explicá-lo. Com os seus colegas do CERN, trabalha actualmente na experiência ATLAS – uma das maiores do LHC.

Os detectores e ‘detectives’ portugueses no CERN

Mais de 140 lusos colaboram em diferentes experiências

2011-09-10
Por Marlene Moura, em Genebra (com o apoio da Ciência Viva)
Existe uma forte colaboração portuguesa nas experiências do CERN. (Foto: Marlene Moura)
Existe uma forte colaboração portuguesa nas experiências do CERN. (Foto: Marlene Moura)
Há exactamente três anos que este dia entrou para a história. Às 10h28, do dia 10 de Setembro de 2008, o primeiro feixe de protões foi enviado à volta do Grande Colisor de Hadrões (LHC). Para quem leu o romance policial de Dan Brown ou viu a obra, homónima, cinematográfica «Anjos e Demónios» poderá tirar várias conjecturas ligadas ao mundo da Física e sobre o que acontece na 
Organização Europeia para a Física de Partículas (CERN). Esta instituição não é um lugar fictício, saído do imaginário do escritor referido, mas é o local onde decorre a maior experiência na área da Física de partículas e que poderá responder às grandes questões sobre o nosso universo. Para tal, reúne alguns dos maiores investigadores a nível mundial; prova disso é o facto de ser uma estrutura por onde passa uma grande parte dos prémios Nobel da Física. Alguns dos cérebros que colaboram nas experiências do grande acelerador de partículas, residentes e à distância, são portugueses.

Para onde foi a anti-matéria?

O LHCb e a teoria do espelho

2011-09-08
Por Marlene Moura (Texto e Fotos) em Genebra com o apoio da Ciência Viva
A imagem reflectida alude à anti-matéria por oposição à matéria.
A imagem reflectida alude à anti-matéria por oposição à matéria.
Na pequena cidade de Meyrin, situada no cantão de Genebra, ocorrem colisões de protões de alta velocidade (muito próxima à da velocidade da luz), a cada 50 nanossegundos, numa extensão de 27 quilómetros de perímetro e a cem metros de profundidade, que abrange ainda uma pequena extensão do território francês. Aqui, fica a Organização Europeia para a Física de Partículas (CERN) e, com a ajuda dos detectores do Grande Colisor de Hadrões (LHC), é onde se tenta responder a uma série de perguntas que possam ajudar a perceber o mundo e a sua origem.

Após o Big Bang, surgiram os primeiros átomos e as primeiras galáxias… Hoje, somos feitos de velhas partículas com mais de 13,7 mil milhões de anos. Os aceleradores de partículas do CERN reúnem as condições para recriar o momento que prevalecia logo após este acontecimento e poderá explicar o estado actual do nosso universo.

CERN fala português durante uma semana

Programa para professores e alunos em Genebra

2011-09-07
Por Marlene Moura (Texto), em Genebra com o apoio da Ciência Viva
Pedro Abreu acompanha docentes de língua portuguesa.
Pedro Abreu acompanha docentes de língua portuguesa.
O maior laboratório de partículas do mundo, localizado na região noroeste de Genebra, na fronteira Franco-Suíça, é uma das instituições mais internacionais a nível mundial, onde passam diariamente pelo menos sete mil pessoas de diferentes países, entre visitantes, palestrantes, colaboradores e investigadores residentes.

As línguas faladas são as mais variadas; no entanto, durante esta semana, o CERN fala maioritariamente em português nos espaços comuns – já que acolhe a 5ª edição da Escola de Professores no CERN em Língua Portuguesa, onde se encontram docentes da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), da área das Ciências Físico-Químicas – uma iniciativa sob a chancela do Laboratório de Instrumentação e Física Experimental de Partículas (LIP), que no final procede à avaliação e certificação dos formandos.

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