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João Rocha

2006-01-12
João  Rocha nasceu em 1962 e é membro do Departamento de Química da Universidade de Aveiro desde 1985 (assistente estagiário). Em 1988 partiu para Inglaterra onde se doutorou em 1990 no Department of Chemistry, Cambridge University, com uma dissertação sobre Ressonância Magnética Nuclear (RMN) do Estado Sólido de caulinite e materiais relacionados, sob a orientação do Prof. Jacek Klinowski. Durante cerca de 1 ano permaneceu neste Departamento e grupo como pós-doutorando, desenvolvendo estudos de RMN de sólidos de materiais zeolíticos. Em meados de 1991 regressou ao Departamento de Química da Universidade de Aveiro, onde tem permanecido. Em 1999 foi promovido a Professor Catedrático de Química Inorgânica.

Presentemente, João Rocha é Director do Laboratório Associado "Centro de Investigação em Materiais Cerâmicos e Compósitos" (50 Profs, 17 investigadores, 37 pós-doutorandos, 61 doutorandos, total mais de 200 pessoas). Publicou (ou tem aceites para publicação) cerca de 250artigos do SCI (com 2400 citações) e 2 patentes.

Faz parte do corpo editorial das revistas European Journal of Inorganic Chemistry e Solid State Nuclear Magnetic Resonance. É revisor regular das mais importantes revistas nas áreas da Química, Ciências de Materiais e Ressonância Magnética Nuclear, nomeadamente Angewandte Chemie, Journal of the American Chemical Society, Advanced Materials, Chemistry of Materials, Journal of Magnetic Resonance and Solid State NMR. Tem também integrado o painel de avalição de bolsas da FCT na área das Ciências e Engenharia de Materiais. Em 2003 coordenou o painel que avaliou as Unidades de Investigação nesta área.
 «Estou disponível para integrar o dito Conselho», disse ao CH.

Jorge Vieira

2006-02-18

Jorge Vieira começou os seus estudos na área da genética das populações em 1993 como aluno de Mestrado, altura em que começou a trabalhar no problema dos níveis e padrões de variabilidade e da estrutura das populações de coelho no laboratório de Nuno Ferrand (Universidade do Porto, Portugal).

Após ter-se mudado para o laboratório dirigido por Daniel Hartl (Harvard University, USA), como aluno de doutoramento em 1995, apercebeu-se que as taxas de evolução a nível cromossómico no grupo de Drosophila virilis são diferentes para cada cromossoma, uma observação recentemente confirmada por outros com diferentes espécies de Drosophila. Fez igualmente uma contribuição sobre o sistema de disgenese hibrída em D. virilis, um sistema em que vários elementos transponíveis não relacionados são simultaneamente mobilisados. Após mudar-se para o laboratório de Brian Charlesworth (Edinburgh University) em 1998 como Post-Doc, estudou a evolução das preferências dos codões e o significado dos níveis e padrões de polimorfismo em várias espécies de Drosophila.

Depois de se aperceber que a evolução em plantas e animais ocorre de formas bastante diferentes começou a colaborar com Cristina Vieira, uma colaboração que ainda hoje se mantém. Associou-se ao IBMC em 2001 onde continua a tentar resolver vários problemas gerais sobre evolução. A colaboração com o grupo IRIS situado no IBMC permitiu-lhe estender as suas análises à espécie humana. Actualmente é Investigador Principal e líder do grupo de Evolução Molecular do IBMC.

«É com prazer que aceito o seu convite para fazer parte do Conselho Ciêntifíco da revista Ciência Hoje. Na minha opinião, a Ciência Hoje é a revista de divulgação ciêntifíca Portuguesa mais importante e que começa a ter uma expressão mundial», escreveu ao Ciência Hoje

José Carlos Machado

2006-02-05

José Carlos Machado nasceu em Riba de Ave a 14 de Julho de 1969. Tem licenciatura em Biologia, ramo Científico-Tecnológico, pela Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, em 1994, Mestrado em Oncobiologia, pela Faculdade de Medicina da Universidade do Porto e 1999 Doutoramento em Biologia Humana pela Faculdade de Medicina da Universidade do Porto. É Investigador Sénior do IPATIMUP (Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto). É Revisor para as seguintes revistas científicas: The Lancet, Gastroenterology, Journal of Medical Genetics, Oncogene, Gut, Cancer, European Journal of Cancer Prevention, Journal of Infectious Diseases, Cancer Letters, International Journal of Cancer, Laboratory Investigation, American Journal of Gastroenterology, Virchows Archiv, Clinical and Experimental Medicine, Oncology, Clinical Microbiology and Infection, The Tohoku Journal of Experimental Medicine, European Journal of Gastroenterology & Hepatology.

 «É com grande honra que aceito participar num projecto com a qualidade
que o jornal de ciência online, Ciência Hoje, tem vindo a demonstrar.
Numa época, em que na minha opinião, a investigação científica constitui
um dos mais importantes motores de desenvolvimento económico e social,
são fundamentais as iniciativas que ajudem a "descodificar" a ciência, a
aproximar ciência e sociedade e a alargar os horizontes da aplicação do
conhecimento científico. Num país como Portugal, com os problemas que
todos conhecemos, acredito que o Ciência Hoje se pode tornar numa
referência da divulgação científica»,
escreve ao Ciência Hoje

Laura Vilarinho

2006-02-25
Licenciada em Ciências Farmacêuticas pela Universidade do Porto, em 1981 aceitou o desafio do Doutor Jacinto Magalhães em construir o primeiro Instituto de Genética Médica (IGM) em Portugal que tinha como objectivo o rastreio neonatal das doenças metabólicas e o diagnóstico de doenças genéticas.

Implementou e desenvolveu a Unidade de Biologia Clínica que chefiou até 2004 a qual permitiu o estudo de diversas doenças hereditárias do metabolismo, até então não diagnosticadas em Portugal. Laura Vilarinho é um dos responsáveis pelo sucesso do Programa Nacional para o Diagnóstico Precoce .

Doutorou-se em 2000, na área das Citopatias Mitocondriais. Mantém há vários anos uma colaboração assídua com o “Hôpital Nêcker-Enfants Malades”, Paris, e com o “College of Physicians & Surgeons of Columbia University”, New York.

Publicou mais de 100 artigos científicos na área das Doenças Hereditárias do Metabolismo e Rastreio Neonatal.

É Investigadora do IGM na área das Doenças Hereditárias do Metabolismo e o objectivo principal da sua investigação é o estudo das citopatias mitocondriais.

«É com todo o gosto que aceito o convite para participar no Conselho Científico. Pode contar com o meu apoio e desempenho», disse ao Ciência Hoje.

Leonor Cancela

2006-01-12

Leonor Cancela é Professora Associada Agregada na Faculdade de Ciências do Mar e do Ambiente da Universidade do Algarve e membro do Laboratório Associado CCMAR/CIIMAR, dedicado à área do mar. Lidera uma equipa de investigação multidisciplinar. Foi responsável pela identificação do gene humano da proteína Gla da matrix, hoje identificada como essencial à manutenção da cartilagem e do sistema vascular em todos os vertebrados, incluindo o homem.

Licenciou-se em Biologia na Universidade Pierre et Marie Curie - Paris VI. Fez o mestrado em Bioquímica e o doutoramento em Bioquímica Médica, efectuado no Hospital Lariboisiere, na área da biopatologia óssea. Trabalhou na Universidade da Califórnia, primeiro como bolseira de pós-doutoramento e, em seguida, como investigadora. Continua a manter uma colaboração assídua com a Universidade da Califórnia, San Diego.

Leonor Cancela desenvolve ferramentas celulares e moleculares, para estudos relacionados com a formação das estruturas ósseas em vertebrados e sua evolução. O seu modelo de estudo é peixes e anfíbios. Os objectivos principais da sua investigação prendem-se com a elucidação dos processos moleculares envolvidos no controlo da mineralização, tanto no desenvolvimento normal como na doença. Coordena outros trabalhos relacionados com efeitos do meio ambiente na variabilidade genética de espécies protegidas, como é o caso da Águia de Bonelli e da Lontra.

Aceitou o convite de CH dizendo: « Agradeço o convite que aceito com muito prazer.  Considero que este tipo de iniciativas de divulgação é de grande importância para a ciência em Portugal e no mundo, proporcionando a todos uma porta aberta para uma multitude de temas e assuntos científicos e/ou relacionados com a aplicação da ciência no dia a dia. Obrigada pelo seu empenho e trabalho para que esta iniciativa seja hoje uma realidade».

Leonor David

2006-01-29

Leonor David é Professora Catedrática da Faculdade de Medicina do Porto e Investigadora do IPATIMUP. Nasceu no Porto em 1955. Licenciou-se em Medicina na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto em 1979, fez a Especialidade de Anatomia Patológica em 1989 e doutorou-se na mesma Faculdade em Outubro de 1993. Trabalhou durante vários períodos, desde 1990 a 1995, no Norwegian Radium Hospital em Oslo e na Universidade de Copenhaga. Faz investigação em cancro do estômago, dedicando-se em particular ao estudo das mucinas e da sua glicosilação.

Na sua mensagem de aceitação escreve:  "O seu jornal on-line tem vindo a constituir um elemento agregador da comunidade científica em Portugal. Merece todo o meu apoio a tentativa séria que tem feito para divulgar o que fazemos".

Lúcia Guilhermino

2006-01-29
Lúcia Guilhermino é Professora Associada com Agregação do Instituto de Ciências Biomédicas de Abel Salazar (ICBAS) da Universidade do Porto e Directora do Laboratório de Ecotoxicologia do Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental (CIIMAR). Nasceu em Beringel (Beja) em 1962, tendo efectuado o ensino básico e secundário em Évora. Licenciou-se em Biologia (ramo científico), em 1985, pela Universidade de Coimbra. Efectuou as Provas de Aptidão Pedagógica e Capacidade Científica em Ciências Biomédicas, especialidade de Ecologia, no ICBAS em 1992. Doutorou-se em Biologia, especialidade de Ecologia, pela Universidade de Coimbra em 1997.

Foi Presidente da Sociedade Ibero-americana de Contaminação e Toxicologia Ambiental (SICTA), de 2001 a 2003, sendo actualmente tesoureira desta sociedade científica. É membro do corpo editorial da prestigiada revista científica internacional Biomarkers, participa em diversos projectos de investigação nacionais e internacionais e tem mais de 50 artigos científicos publicados em revistas internacionais da especialidade. Perita externa da Comissão Europeia para avaliação de projectos e bolsas de investigação, tendo também sido avaliadora da International Foundation for Science, do Fund for Scientific Research – Fladers (Bélgica), do Fundo para a Investigação Científica e Tecnológica do Ministério da Educação, Ciência e Tecnologia da Argentina. Actualmente, é ainda Presidente do Colégio do Ambiente da Ordem dos Biólogos.

Desenvolve a sua investigação na área de Ecotoxicologia, dedicando-se especialmente à avaliação dos efeitos da poluição química no ambiente, ao desenvolvimento de métodos ecologicamente relevantes para avaliação de risco ecológico e aos mecanismos envolvidos na resistência genética de populações que vivem em zonas poluídas. Tem vindo a desenvolver o seu trabalho em ecossistemas do norte, centro e sul de Portugal, bem como de outros países, incluindo Espanha, México, Costa Rica e Brasil. Tem desenvolvido os seus estudos principalmente em populações animais (e.g. aves, peixes, répteis, invertebrados). Numa outra vertente do seu trabalho, tem vindo a estudar o impacto de pesticidas na saúde humana, particularmente em populações rurais do México.

«Penso que é uma excelente iniciativa e teria muito prazer em integrar este grupo que está a conseguir reunir», assinala na sua mensagem ao CH.

Luis Rocha

2006-10-29

Luis Rocha nasceu em 1966 em Luanda e ainda hoje, em Indiana, EUA, diz sentir falta de África. Chegou ao ainda continente (vulgo portugal) em 25 de Maio de 1975, em pleno fervor revolucionário. Fez a sua licenciatura em Lisboa no Instituto Superior Técnico num priogram de engenharia mecânica com forte ênfase em tecnologia de manufacturas. A última parte da licenciatura foi feita em Stafford, Inglaterra. Doutorou-se em 1997 na Universidade do Estado de Nova Iorque, Binghamthon

É hoje membro do Laboratório nacional de Los Alamos no grupo de Informática, modelação e algoritmos. É também professor visitante do Instituto Gulbenkian de Ciência onde dirige o Collaboratorium de Biologia matemática e Computacional. Até se trnsferir oara Indiana dirigiu um laboratório de investigação de vida artificial no Novo México.

«Com Muito prazer! Pode contar comigo!», assim respondeu ao convite de Ciência Hoje para integrar o seu Conselho Científico.

Luísa Mota Vieira

2006-02-08

Luísa Mota Vieira nasceu em Ponta Delgada em 23 de Dezembro de 1961. Doutorou-se em 1995 na Universidade de Paris VII na especialidade de genética das Ciências biomédicas. Tinha feito o mestrado no mesmo estabelecimento universitário em 1990 em Biologia Humana tendo sido a primeira classificada do seu curso. Tinha repartido, entretanto, os seus estágios entre Lisboa e Paris. Entre 1996 e 1999 foi professora convidada do Programa Gulbenkian de Doutoramento em Biologia e Medicina e foi docente em vários cursos de pós-graduação até 2004.

É investigadora auxiliar da carreira de Investigação Científica e responsável pela Unidade de Genética e Patologia Moleculares (UGPM) – Núcleo de Investigação Científica – do Hospital do Divino Espírito Santo (HDES). Desde 1996, investigadora principal convidada do Instituto Gulbenkian de Ciência, Oeiras. Membro de grupo de coordenação do projecto de Acreditação do HDES, e responsável pela informatização das análises clínicas no Serviço de Patologia Clínica e UGPM.

Tem como principal área de investigação a genética de populações humanas dedicando-se ainda à biologia e fisiopatologia de doenças humanas.

 

Fez parte da equipa a quem foi atribuído prémio Pfizer de investigação clínica 2005 para promover a investigação das ciências da Saúde no país. Trabalho premiado: Epidemiologia das perturbações do espectro do autismo em Portugal: prevalência, caracterização clínica, e condições médicas associadas numa população infantil. Recebeu outros diversos prémios.

 

Na sua mensagem de aceitação escreve: «É com muito gosto que aceito o convite para integrar o Conselho Cientifico do 'Ciência Hoje'. Sendo investigadora numa região insular – os Açores – geograficamente periférica (em relação à Europa) mas estratégica (entre os USA e a Europa), confesso que aprecio muito o seu trabalho e esforço para divulgar a ciência feita pelos portugueses independentemente do local onde ela é produzida, cá dentro ou lá fora. Estou certa de que os cientistas portugueses agradecem».

Manuel Paiva

2006-01-12

Director do Laboratório de Física Biomédica da Universidade Livre de Bruxelas, que fundou em 1994, Manuel Paiva, nascido no Porto em 7 de Janeiro de 1943, era desconhecido do grande público até que em 2003 a nave Columbia se desintegrou ao reentrar na atmosfera. Foi então que muita gente ficou a saber que um dos responsáveis das missões científicas que tinham sido atribuídas aos astronautas que pereceram no desastre era um português residente e a trabalhar na capital belga.

Manuel Paiva colabora há 30 anos com a NASA e mais recentemente com a Agência Espacial Europeia. Tem dedicado boa parte da sua actividade a procurar despertar nos mais jovens o gosto pela ciência. Saído de Portugal por discordância com o regime político de Salazar e para procurar desenvolvar o seu trabalho como cientista, assinala na sua mensagem ao CH:

«Claro que pode contar comigo, Jorge Massada. O que você tem feito é formidável e digno de todo o apreço e reconhecimento. Estou cada vez mais convencido de que o que fará avançar a Ciência em Portugal são iniciativas fora da pesada e ineficaz estrutura  universitária e da paralisante consanguinidade académica portuguesa». 

Margarida Correia-Neves

2006-02-05
Margarida Correia-Neves nasceu no Funchal em 1969. Viveu desde cedo em Lisboa onde se licenciou em Medicina Veterinária na Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade Técnica de Lisboa em 1993. Entre o ano de 1993-1994 frequentou o ano de preparação a doutoramento do Programa Gulbenkian de Doutoramento em Biologia e Medicina. Doutorou-se em Imunologia na Unversité Louis Pasteur em Estrasburgo, França em 1999. Entre 2000 e 2002 fez um pós-Doutoramento no Porto, no IBMC (Instituto de Biologia Molecular e Celular) em resposta imunitária à infecção. Exerce funções de professora coordenadora de microbiologia no ISAVE (Instituto Superior de Saúde do Alto Ave) desde  2002. É investigadora auxiliar contratada pelo IBMC desde Outubro de 2004 sendo responsável por projectos de investigação na área das doenças infecciosas, em particular a tuberculose e doenças afins.

Uma das suas principais aposta é ainda a promoção da ciência como elemento essencial ao desenvolvimento em países em vias de desenvolvimento de língua oficial portuguesa. Neste âmbito, é directora da secção de Moçambique da ACD (Associação Ciência para o Desenvolvimento), país onde desenvolve actividades de promoção e aplicação do conhecimento científico no combate à tuberculose animal.

«Passo frequentemente os olhos pela CH e é com grande frequência que leio aqui resumos de descobertas cientificas e acontecimentos ligados à ciência. Tem-me ajudado a manter um olho em áreas da ciência muito diferentes da minha. É uma iniciativa que claramente apoio e se de alguma forma poder ser útil, conte comigo», diz ao CH

Maria Luísa Lima

2006-01-13
Nascida em Ovar em 1959, é membro fundador do Centro de Investigação e de Intervenção Social. Licenciada em Psicologia (em 1982 pela Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação de Lisboa) e Doutorada em Psicologia Social (em 1994 pelo Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa) centra os seus interesses de investigação no domínio da Psicologia Social do Ambiente. Participou em diversos projectos de investigação sobre percepção de riscos naturais (sismos e cheias), riscos tecnológicos (rebentamento de barragens e incineradoras), riscos de saúde (SIDA, toxico-dependência, acidentes infantis), e riscos profissionais (acidentes de trabalho, burnout profissional e desemprego).

Nos últimos anos tem desenvolvido diversos estudos no domínio da percepção de riscos, tentando evidenciar os factores sociais que moldam este tipo particular de cognição.Coordenou diversos projectos de investigação financiados pelo programa PRAXIS (“Crenças e discursos acerca do ambiente e da ciência” e “Culturas de segurança e memória de acidentes”). Participou ainda na equipa de investigação que produziu o primeiro estudo de avaliação da violência na televisão portuguesa.

Preside à Comissão Científica do Departamento de Psicologia Social e das Organizações do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE) em Lisboa. «Considero uma honra o seu convite e tenho o maior gosto em o aceitar», diz ao CH

Maria Mota

2006-01-11

«O laboratório de Maria Mota, no IMM, foi pioneiro no desenvolvimento, nos últimos anos, de um sistema  in vitro que permite monitorar o processo de infecção por esporozoitos de malária, o primeiro estádio infeccioso para humanos e transmitido por mosquitos em células humanas de fígado.» - este é um excerto de uma notícia publicada no CH de 7 de Julho de 2005.

Apesar de jovem, Maria Mota é já uma das reputadas cientistas portuguesas, das qye saltou da selecção de esperanças para a principal há já algum tempo. Presidente da Associação Viver a Ciência, recebeu em Agosto passado o European Young Investigators (EURYI) Award pela sua pesquisa no campo da biologia celular da malária.

Na sua mensagem ao CH diz o seguinte:   «É uma honra o seu convite para integrar o Conselho Científico de um projecto como "Ciência Hoje" que já está a ter e terá cada vez mais impacto na forma como a Sociedade Portuguesa vê a Ciência feita dentro e fora das suas fronteiras. Da minha parte terei um enorme prazer e farei o meu melhor para  contribuir para que o projecto continue cada vez com mais sucesso».

Mário Barbosa

2006-01-11
Director do Insituto Nacional de Engenharia Biomédica, no Porto, Mário Barbosa foi recentemente nomeado Secretário-geral da Sociedade Internacional de Cerâmicos para a Medicina. Personalidade de valor científico inquestionável, foi já presidente da ex-JNICT, Junta Nacional para a Investigação Científica e Tecnológica. Recebeu em 200 o George Winter Prize, o maior prémio europeu de biomateriais.
Na sua mensagem bem humorada ao CH assinala: «Parabéns pelo desempenho do CH. Quando abro o email de manhã tenho sempre notícias frescas, curtas e geralmente interessantes. Claro que tenho imenso gosto em fazer parte do conselho de que fala, embora científico me pareça um pouco chato.   Aceito o desafio e prometo enviar as minhas sugestões, mesmo que não-científicas. Não percebo nada de computadores, mas se um dia, a uma certa hora, o CH pretendesse colocar gente de todo o mundo a falar uns com os outros, como se todos estivessem num grande café de ciência, isso seria possível?»

Um abraço do Mário

Mário Sousa

2006-02-12
Mário Sousa é Professor Catedrático e Director de Serviço do Laboratório de Biologia Celular, Instituto de Ciências Biomédicas de Abel Salazar da Universidade do Porto (ICBAS-UP). Natural do Porto, após a Licenciatura (1979-1985) e o Internato Geral (1985-1987) em Medicina (ICBAS-UP e Hospital Geral de Santo António, HGSA), efectuou o Mestrado (1988-1989, provas em 1990) e o Doutoramento (1988-1991, provas em 1992) em Biologia Celular e Molecular da Reprodução Animal no ICBAS-UP. Após o Serviço Militar (1991-1992), obteve a especialidade em Medicina da Reprodução Laboratorial no American Hospital of Paris (1992-1995) e efectuou estudos de Pos-Doutoramento em Biologia Celular e Molecular da Reprodução Humana no INSERM-U355, Clamart, França (1993-1996).

Actualmente, é responsável pelo ensino da Biologia Celular para as Licenciaturas em Medicina e em Medicina Veterinária no ICBAS-UP, participa no ensino clínico do HGSA e em vários Programas Pós-Graduados, Nacionais e Internacionais, como especialista na área da Reprodução Medicamente Assistida (RMA) e Células Estaminais.

Na área da RMA e Células Estaminais é Director Científico de Centro de Genética da Reprodução do Professor Alberto Barros e consultor para diversas unidades de saúde públicas e privadas de Portugal e outros Países. É também responsável pelo diagnóstico anatomo-patológico ultrastrutural de tecido germinativo para a Europa e África do Sul.

Criou em Portugal, na Universidade do Porto, em conjunto com o Professor Doutor Alberto Barros, o primeiro banco público de tecido germinal, masculino e feminino, incluindo os pacientes oncológicos. Foi responsável a nível mundial pela optimização da técnica da microinjecção intracitoplasmática de espermatozóide (ICSI), tendo descoberto o seu mecanismo que levou à aplicação generalizada da técnica para o tratamento da infertilidade masculina.

«Agradeço o convite e é com muito gosto que o aceito. Votos de bons êxitos para a Ciência Hoje», diz ao Ciência Hoje

Miguel Castanho

2006-02-18
Miguel Castanho é professor associado no Departamento de Química e Bioquímica da
Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (FCUL), tendo feito a agregação em Química em 1999 com a cadeira de biofísica molecular. Fez o doutoramento em química (Universidade Técnica de Lisboa) em 1999Tese: Modelo de acção bioquímica da filipina. Aplicação de espectroscopias ópticas.

 Os seus principais interesses científicos são: resolução de problemas estruturais relacionados com biomembranas e seus sistemas modelo por intermédio de espectroscopias ópticas, principalmente absorção UV-Vis, fluorescência e dispersão de luz. Tem dado uma relevância especial ao estudo de sistemas transportadores de drogas e ao mecanismo de acção de antibióticos poliénicos e péptidos  activos em membranas ao nível molecular.

É vice-presidente da Sociedade Portuguesa de Bioquímica e vice-presidente do Conselho Científico da FCUL.  Em 2005 recebeu o prémio José Luís Champalimaud e em 1996 tinha o Prémio do Programa Gulbenkian de Estímulo à Investigação.

«É claro que aceito com gosto o seu convite, que agradeço. Será um prazer colaborar com o projecto Ciência Hoje», escreveu na mensagem de aceitação.

Nuno Crato no Conselho Científico

2006-03-11
Nuno Crato é Professor Associado com Agregação de Matemática e Estatística no Instituto Superior de Economia e Gestão – ISEG. Licenciou-se em Economia em 1981 e fez o seu mestrado em Métodos Matemáticos para Gestão de Empresas em 1987 nessa mesma instituição. Em 1992 terminou o seu doutoramento em Matemática Aplicada (Estatística – Econometria) no Departamento de Ciências da Universidade de Delaware, nos EUA.

A sua agregação pela Universidade Técnica de Lisboa data de Fevereiro de 2002. Actualmente, Nuno Crato é também membro do Cemapre e de várias sociedades científicas internacionais, nomeadamente da American Statistical Association e do International Institute of Forecasters. É também presidente da Sociedade Portuguesa de Matemática e membro dos corpos gerentes do Fórum Internacional de Investigadores Portugueses.

Excelente divulgador de ciência, a sua actividade, neste domínio, tem conhecido o longo de muitos anos uma participação regular no semanário Expresso, de que é colaborador.

O seu trabalho de investigação incide sobre processos estocásticos e séries temporais com aplicações várias (nomeadamente climatéricas e financeiras), temáticas desenvolvidas em diversos estudos e publicações. Em 2003 foi-lhe atribuído o Primeiro Prémio do concurso Public Awareness of Mathematics pela Sociedade Europeia de Matemática. “Tenho todo o gosto em aceitar o convite. Não sei exactamente em que aspectos a minha ajuda poder ser útil, mas na medida das minhas possibilidades terei todo o gosto em cooperar com o vosso esforço pela informação e divulgação da ciência”, foram as suas palavras ao aceitar o convite do CH.

Onésimo Teotónio Almeida

2006-01-11

Onésimo Teotónio Almeida é mais uma personalidade a integrar o Conselho Científico de CH. Nasceu no Pico da Pedra, S. Miguel, Açores, no dia 18 de Dezembro de 1946 e é professor e foi director, durante 12 anos, do Departamento de Estudos Portugueses e Brasileiros da Brown University - uma das que integra a Ivy League - em Providence, Rhode Island, EUA. Lecciona nesta universidade - onde em finais dos anos 80 Mário Soares e Stevie Wonder foram doutorados honoris causa no mesmo dia - desde 1975. Doutorado em Filosofia pela Brown University (1980), é Fellow do Wayland Collegium for Liberal Learning, um Instituto de Estudos Interdisciplinares na Brown University, onde lecciona uma cadeira sobre Valores e Mundividências.

Tem numerosas publicações e mais de uma centena de ensaios em diversas revistas. Foi colaborador regular no Diário de Notícias e no Jornal de Letras e neste jornal colabora ainda com frequência.

Na sua mensagem ao CH assinalou: «Tenho recebido regularmente  Cîencia Hoje e lido o que posso. Sempre com muito interesse. Não sei em que poderei ser útil, mas pode contar comigo para o que eu puder fazer daqui»

Patrício Soares da Silva

2006-02-11
 

Professor Catedrático de Terapêutica e Farmacologia Clínica e Director do Instituto de Farmacologia e Terapêutica da Faculdade de Medicina do Porto, Patrício Soares da Silva é também director do Departamento de Investigação e Desenvolvimento dos laboratórios BIAL. Nasceu em S. João da Madeira em 24 de Janeiro de 1957. Concluiu a licenciatura em medicina em 1981 na Universidade do Porto onde se doutorou em Ciências Fisiológicas e Farmacológicas sete anos depois, depois de um estágio em 1984/ 85 no Departamento de Farmacologia da Universidade de Glasgow.

É autor de 496 publicações em livros e revistas internacionais com sistema de arbitragem, sendo 204 artigos originais por extenso, 284 resumos, dois artigos de revisão e seis capítulos de livros.

«Agradeço o seu convite para integrar o Conselho Científico de "Ciência Hoje". Honra-me o convite para emparceirar com tão ilustres membros e espero estar ao nível das suas expectativas nesta muito louvável iniciativa», escreveu na sua mensagem de aceitação.

Pedro Graça

2006-01-29

Pedro Graça nasceu em Faro (1967). Licenciado em Ciências da Nutrição pela Universidade do Porto (1991). Mestre em Saúde Comunitária pela Faculdade de Ciências Médicas, Universidade Nova de Lisboa (1995). Doutoramento no Ramo de Conhecimento em Nutrição Humana pela Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação, Universidade do Porto (2004).

Professor Associado na Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto e Vice-presidente do Conselho Pedagógico da FCNAUP  2003-2005. Presidente do Conselho Pedagógico da FCNAUP desde 2005. Responsável pelas disciplinas de Comunicação e Política Nutricional.

Responsável pela coordenação e leccionação do Módulo “Nutrition and Food Policy” integrado no European Master’s in Public Health Nutrition, liderado pelo Instituto Karolisnka. Desde 1998, integrou paralelamente, a Unidade de Promoção da Saúde e Prevenção do Cancro no IPATIMUP – Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto.

A actividade científica desenvolvida tem sido centrada na área da Nutrição e Saúde Pública, em especial na área da educação alimentar. Ela reflecte ainda diversos protocolos prestados à comunidade e o interesse particular no estudo do comportamento do consumidor, em especial as influências sociais e políticas que o modelam. Colabora desde 1990 com diversas publicações periódicas fazendo divulgação de ciência na área das ciências da nutrição.

«Fico honrado pelo convite e muito estimulado pela iniciativa de grande qualidade que é esta. Por isso, a minha resposta não poderia deixar de ser positiva. Aproveito para lhe informar que a Faculdade de Ciências da Nutrição da Universidade do Porto possui uma disciplina “inovadora” nas licenciaturas na área da saúde que se chama precisamente “Comunicação” pretendendo sensibilizar os Nutricionistas para as boas práticas de divulgação de Ciência», diz Pedro Graça ao Ciência Hoje

Pedro Guedes de Oliveira

2006-01-16

Presidente do INESC Porto desde a sua autonomização até há bem poucos meses, Pedro Guedes de Oliveira é o que se pode chamar engenheiro biomédico. Nascido no Porto em Junho de 1945, licenciou-se na Faculdade de Engenharia do Porto em engenharia electrotécnica e inicou a sua actividade no antigo LFEN, o Laboratório de Física e Engenharia Nuclear em Sacavém. Doutorou-se já depois de ter estado em Utrecht a trabalhar com Fernando Lopes da Silva em processamento de sinais na área da electroencefalografia.

Esteve ligado à Universidade de Aveiro durante 19 anos até decidir regressar ao Porto, onde sempre viveu, tendo estado ligado à autonomização do Inesc desta cidade a que presiduu largos anos. Em 1991 e 1999 esteve ligado à Universiadde da Florida. «Recebi o seu convite para integrar o CC do Ciencia Hoje. Queria  dizer-lhe que aceito, com muito gosto e muita honra», escreve ao Ciência Hoje

Pedro Moradas Ferreira no Conselho Científico

2006-02-16
Pedro Moradas Ferreira é Professor Catedrático de Bioquímica no Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar e Director do Grupo de Microbiologia Celular e Aplicada do Instituto de Biologia Molecular e Celular. Nascido em Lisboa em 1952, Pedro Ferreira iniciou o seu trajecto académico na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, onde em 1974 se licenciou em Química, ramo de Química Orgânica e Bioquímica. Em 1977 fez o seu Douturamento em Bioquímica na University of London ao que se seguiram treinos de Pós-Douturamento – no Departamento de Biologia Molecular da Universidade Livre de Bruxelas e no Departamento de Bioquímica e Biologia Molecular da Universidade Livre de Amesterdão.

Em 1991 agregou-se à Universidade do Porto e é lá que tem desenvolvido a sua carreira académica - no ICBAS - e as suas investigações, - no IBMC - que incidem em áreas como a biologia molecular de Kluyveromyces, a resposta ao stress oxidativo em microorganismos, a bioremediação, entre outras. Desde 1992, as suas investigações têm resultado na sua participação em várias publicações de artigos e estudos sobre essas temáticas.

“A CH é uma iniciativa extremamente positiva e feita com profissionalismo. Gosto de ler e consultar e queria congratulá-lo pela iniciativa. Quanto ao convite para integrar o CC fico muito satisfeito por se ter lembrado e claro que aceito, pois colaborar com a CH é obrigatório. Um abraço amigo e votos de um 2006 cheio de sucessos. Pedro”, foi a maneira calorosa como Pedro Moradas Ferreira aceitou fazer parte do Conselho Científico.

Raquel Seruca

2006-02-10
Nasceu no Porto em 1962. É casada e tem dois filhos, de 12 e 8 anos. Licenciou-se em Medicina na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto em 1986. Entre o ano de 1986-1988 foi bolseira de investigação no Departamento de Genética Humana da Universidade de Groningen, Holanda. Doutorou-se em Medicina na Faculdade de Medicina do Porto em 1995. Fez o pós-Doutoramento no IPATIMUP e na Universidade de Groningen. É investigadora sénior contratada pelo IPATIMUP desde 1999. É professora associada convidada da Faculdade de Medicina do Porto desde 2000. Coordena nesta altura o Grupo de Genética do Cancro no IPATIMUP.

A sua principal área de interesse é susceptibilidade genética do cancro gastrointestinal. Tem-se dedicado ao esclarecimento dos mecanismos moleculares subjacentes ao desenvolvimento dos tumores gástricos, tanto na sua forma esporádica como hereditária. Tem também trabalhado ultimamente no esclarecimento do mecanismos moleculares subjacentes à invasibilidade das células neoplásicas.

Foi autora ou co-autora de 103 artigos científicas em revistas internacionais indexadas. Foi orientadora de 3 estudantes que finalizaram já o Doutoramento e orienta, neste momento; 5 alunos de Doutoramento. É responsável pelo módulo de Biologia Molecular no Mestrado de Medicina Molecular da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto e pelo módulo de Oncobiologia do Programa Doutoral GABBA da Universidade do Porto.

Faz parte do corpo editorial da revista Herediatary Cancer in Clinical Practice, que é a revista oficial do “International Herediatary Cancer Center”. É membro do “International Gástric Cancer Linkage Consortium”. Faz parte conselho científico da reunião da Sociedade Europeia de Genética Humana. É presidente eleita da Sociedade Portuguesa de Genética Humana.

Ganhou o prémio Benjamin Castelman Award USCAP em 2001. Ganhou o Prémio Labmed em 2002 e 2003. Ganhou vários prémios da Sociedade Portuguesa de Genética Humana.

«É com muito gosto que aceito o convite. O Ciência Hoje tem feito um notável trabalho na identificação de resultados interessantes, eventos e do trabalho das pessoas e equipas que fazem ciência. Hoje, o Ciência Hoje é um excelente site de divulgação de ciência ,e na minha opinião foi um dos projectos de divulgação ciência interessantes de 2005. Espero que continue muito activa em 2006.   Os meus parabéns à equipa do Ciência Hoje, especialmente ao Jorge Massada que foi o motor desta iniciativa. Muito obrigada  mais uma vez pelo convite», assim escreve na suamensagem de aceitação.

Rui L. Reis

2006-01-29

 Rui L. Reis é o director do grupo de investigação «3B» - biomateriais, biodegradáveis e biomiméticos – da Universidade do Minho, classificado como «excelente» pela Fundação para a Ciência e Tecnologia.  Nasceu no Porto, onde vive, há 38 anos. Tendo passado pelo Departamento de Engenharia Metalúrgica e de materiais da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, foi director de estudos Graduados de Engenharia e Ciência dos Materiais da Universidade do Minho e um dos principais responsáveis pela criação e preparação desta nova graduação em Engenharia Biomédica que começou em 2002.

É o coordenador nacional do programa de mestrado e doutoramento em Engenharia e Ciência dos Materiais apoiado pelas seis maiores universidades portuguesas. Dirige uma unidade I&D no Grupo Amorim no desenvolvimento e aplicação de novos produtos de cortiça.

Escreve ao CC a propósito da criação do CC: "Aceitei com todo o gosto fazer parte do conselho cientifico do CH que acho um projecto de grande sucesso ainda com muito potencial de crescimento. Sou daqueles que acredita que os cientistas têm obrigação (e que não é uma escolha) de informar o público em geral, as entidades financiadoras e os decisores políticos sobre o destino dos financiamentos públicos que são investidos nos seus projectos. Devem sempre contribuir para criar uma opinião pública mais informada e contribuir para criar mais auto-estima em alguns sectores da sociedade portuguesa contrariando a ideia de que a Ciência Portuguesa é necessariamente ‘pequenina’ e perdedora."

Sérgio Castedo

2006-02-26
Nascido no Porto em 1957, Sérgio Castedo é Professor Associado de Genética Médica na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto desde 1994. Foi nesta mesma instituição que estudou e se formou na área da Medicina, até ao momento em que iniciou o seu douturamento na State University Groningen, na Holanda, que concluíu em 1988. Especializou-se na área da Genética Médica, na qual tem mais de 60 estudos publicados.

Ainda na Holanda, dirigiu o Prenatal Cytogenetics Department do Department of Medical Genetics da University of Groningen entre 1994 e 1995. Foi consultor de Genética do Instituto Português de Oncologia no Porto entre 1989 e 2001, e desde 1997 dirige um laboratório privado de Genética, o GDPN – Genética Médica  de Diagnóstico Prénatal. É ainda investigador do IPATIMUP, Presidente da Sociedade Portuguesa de Genética Humana, desde 2002, e membro do Editorial Board of Cancer Genetics and Cytogenetics.

«Muito obrigado pelo convite, que aceito com muita honra», afirmou ao CH.

Sobrinho Simões

2006-01-12

Prémio Pessoa 2002. Manuel Sobrinho Simões é dos cientistas portugueses mais conhecidos fora da comunidade científica. Director do instituto que tem a estranha sigla de Ipatimup, ou seja, do Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto, Sobrinho Simões é um dos maiores especialistas mundiais em cancro da tiróide (ou tireóide como preferem os homens da ciência). Nascido no Porto em Setembro de 1947, doutorou-se em Patologia na Faculdade de Medicina desta cidade em 1979. Fez o pós-doutoramento em 1979/1980 no Instituto de Cancro da Noruega.

O facto de ter aceite o convite de CH honra ainda mais esta publicação on-line e traz-lhe responsabilidades acrescidas. «É claro que tenho muito gosto em pertencer ao Conselho Científico do Ciencia Hoje», diz o professor na sua mensagem. CH tem ainda mais gosto em, por certo, na sua preciosa colaboração.

Victor Gil no Conselho Científico

2006-02-18

Depois de um doutoramento em Inglaterra (Universidade de Sheffield) em 1965, Victor Gil tornou-se responsável pelo primeiro laboratório de Ressonância Magnética Nuclear  e primeiro grupo de investigação RMN em Portugal, no Departamento de Química da Universidade de Coimbra. É autor ou co-autor de mais de uma centena de trabalhos, principalmente sobre a teoria dos parâmetros espectrais RMN e baseados na aplicação desta técnica em química orgânica e química inorgânica. É também autor ou co-autor de vários livros – assim como de produtos software - de Química para as escolas básicas e secundárias e para a Universidade.

 

Desde a sua fundação em 1995, é presidente da Direcção do primeiro centro interactivo de ciência em Portugal: Exploratório Infante D. Henrique, Centro Ciência Viva de Coimbra. É também um dos delegados nacionais ao programa europeu “Science & Society”. Entre 1973 e 1977, presidiu à Comissão Instaladora da Universidade de Aveiro, tornando-se no seu primeiro Reitor. Prosseguiu como professor nesta universidade até se voltar a transferir para a Universidade de Coimbra em 1982.

 

Aposentou-se em 2002 como Professor de Química da Universidade de Coimbra e aceitou um convite da Universidade de Aveiro como professor convidado, a título gratuito, para estudos sobre ensino e aprendizagem no Superior e para lançar e coordenar um Mestrado em Comunicação e Educação em Ciência. Na verdade, a educação em ciência constitui um dos seus interesses principais desde o início da carreira. Em resposta ao convite do CH, heis o que disse: “Viva! Felicito-o pelo grande êxito de Ciência Hoje. Agradeço o convite para integrar o Conselho Científico, que muito me honra. Pode certamente contar comigo”.

Virgílio do Rosário

2006-01-30

 Virgílio Estólio do Rosário nasceu em 1946, e obteve o seu grau de licenciatura em Medicina veterinária pela Faculdade de Veterinária de Lourenço Marques, Moçambique em 1970. EM 1972 obteve o Grau de Diploma in Genetics, e em 1976 o de PhD pela  Edinburgh University, Reino Unido. Trabalhou desde então na Universidade Eduardo Mondlane, Moçambique, Edinburgh University, UK, Instituto Evandro Chagas, Belém, Brasil, School of  P Health, Chapel Hill NC, USA, Biomedical Research Institute, USA, até 1991, data da sua vinda a Portugal, onde iniciou actividade no Instituto de Higiene e Medicina Tropical, da Universidade Nova de Lisboa  e onde criou o Centro de  Centro de  Malária e Outras Doenças Tropicais (CMDT).

O Centro, com apoio financeiro da Fundação para a Ciência e Tecnologia, iniciou actividades de investigação e de formação em áreas e temas diversos dos quais destacamos a malária, leishmanioses, HIV e SIDA; tuberculose, doenças sexualmente transmitidas, sistemas de saúde, saúde internacional e outras, de acordo com uma estratégia de fortalecimento da área “tropical”, com jovens doutorados com potencial cientifico. Hoje mantém um corpo de mais de 30 doutorados membros ou colaboradores com  actividade diversa.

Vítor Oliveira Jorge

2005-02-06
Arqueólogo, professor universitário (doutor em Pré-história e Arqueologia
1982 ­ e catedrático da Faculdade de Letras do Porto ­ Departamento de Ciências e Técnicas do Património - desde 1990), poeta, e dirigente associativo. É responsável, entre outras, pela revista internacional «Journal of Iberian Archaeology», que criou em 1998. É Presidente da UISPP· (organismo internacional ligado à UNESCO).
Tem promovido no Porto,   nos últimos 30 anos, numerosos debates interdisciplinares, que foram publicados (nomeadamente as anuais Mesas-redondas de Primavera, de 1997).
Nasceu em Lisboa em Janeiro de 1948, e vive no Porto desde 1975. Último livro publicado:
Vitrinas Muito Iluminadas. Interpelações de um Arqueólogo à Realidade que
o Rodeia, Porto, Campo das Letras, 2005

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