Quarta-feira, 8 de Setembro de 2010 ![]() |
Sarkozy retira nacionalidade francesa
- O Presidente francês Nicolas Sarkozy confirmou hoje os seus planos para retirar a nacionalidade a franceses de origem estrangeira que atentem contra as forças policiais
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A emoção é um programa complexoAntónio Damásio proferiu conferência no ISPA2005-09-22 ![]() ![]() Na conferência "A neurobiologia das emoções numa perspectiva actual", promovida pelo Instituto Superior de Psicologia Aplicada (ISPA), o autor de livros como "O Erro de Descartes" ou "Ao Encontro de Espinosa" procurou responder a três questões: "O que é a emoção?", "O que são os sentimentos?" e "Como é que sentimos uma emoção". Falando para cerca de 500 pessoas, entre alunos, professores e investigadores, sobretudo das áreas da neurobiologia e comportamento humano, António Damásio apresentou as suas teorias em torno de uma "pergunta central que fez há muitos anos" sobre o que é a emoção. Para o investigador e professor da Universidade de Iowa, nos Estados Unidos da América - país onde se radicou -, a emoção é "essencialmente um programa de estratégias activas e cognitivas". Segundo António Damásio, a emoção desencadeada por determinado estímulo dá origem a "um programa de acções", diferentes conforme o tipo de emoção, que provocam alterações rosto, no corpo ou no sistema endócrino (estratégias activas). O corar de um rosto, a tensão muscular, o aumento do ritmo cardíaco, ou o aumento da secreção de determinada hormona são exemplos dessas alterações fisiológicas. Contudo, falar da emoção apenas como um programa de acções é restrito demais, considera o especialista, sustentando que existem também as estratégias cognitivas, "certos estados mentais que fazem parte do programa completo de acções". Como exemplo, o neurobiologista referiu que "a tristeza obriga a certa estratégia cognitiva": num estado de tristeza, uma pessoa não pensa num jantar agradável e divertido, mas é capaz de pensar na morte. "É sabido que é difícil uma atenção focalizada em momentos de extrema tristeza ou que durante emoções de medo pode haver uma capacidade de aprendizagem aumentada", disse. Mas a questão da emoção é ainda mais complexa, porque as emoções (esses programas de acções) são desencadeadas por determinados estímulos que não têm obrigatoriamente o mesmo efeito em pessoas diferentes. Os estímulos podem ser objectos ou situações, actuais ou existentes na mente, e alguns são evolucionais e outros são aprendidos individualmente. "Situações que causem medo ou compaixão são muito antigas e são colocadas em nós pela evolução, estão nos genomas", por isso são evolucionais, explicou António Damásio. "Mas se o estímulo que desencadeia emoções é uma determinada pessoa que nada tenha a ver com a História ou evolução, mas com aspectos de aprendizagem que tenham só a ver connosco", está-se perante um estímulo individual, acrescentou. Três tipos de emoções A propósito, o cientista referiu três tipos de emoções: as de fundo, que são mais vagas, como o entusiasmo ou o desencorajamento, as primárias, que são mais pontuais, como a tristeza, o medo, a raiva ou a alegria, e as sociais, que são um resultado sócio-cultural, como a compaixão, a vergonha ou o orgulho. Passada a exposição da sua teoria sobre a emoção, António Damásio debruçou-se sobre o que são os sentimentos, explicando que são por um lado alterações do corpo que podem ser reais ou simuladas, e por outro estados alterados de recursos cognitivos. "Nem todas as alterações que sentimos no corpo são necessariamente as que se estão a passar", pois é possível o cérebro simular essas alterações sem que elas realmente aconteçam. Quanto aos "estados alterados de recursos cognitivos", António Damásio refere-se à percepção que a pessoa tem de que algo se modifica no seu espírito, na maneira de pensar ou na tendência para agir de determinada forma. No final da palestra, o investigador tratou de explicar "como é que sentimos uma emoção". Comentáriosjosephina, em 2010-01-22 às 10:48, disse:fixe Paulo Tarciso de Freitas, em 2010-01-06 às 14:28, disse: Meu comentário que se trata de um grande cientista e tem uma capacidade enorme de entender emoções e doenças mentais,agora estou muito intrigado e querendo saber como estão as pesquisas que vem fazendo sobre a "Simone" que desenvolveu uma patologia do não medo causado pela calcificação das amígdalas,essas pesquisas começaram antes de outubro de 2000,porque li uma reportagem na revista "superinteressante" falando sobre esse problema,o meu diria o inverso do dela,por isso estou muito ansioso em saber como está sendo o desenrolar destas pesquisas,já que no caso dela foi preciso diminuir o princípio ativo do medicamento em virtude do mesmo está ofendendo o fígado. José Alves, em 2009-12-02 às 23:04, disse: Como sou admirador da sua carreira e obras literárias. Gostaria de poder apresentar um tarbalho, que é uma experiência vivida, que gostaria de partilhar, mas sobre tudo, para o Sr. Dr. dar a sua preciosa opinião. vera, em 2009-11-15 às 05:01, disse: muito bem colocada a questão da emoção, é só prestar atenção e saberemos que a alma não foi excluida davisão do antonio d, gosto muito da obra dele. thony de Freitas, em 2009-09-01 às 21:39, disse: Que aprendamos de uma vez por todas: não é fácil ser habitante des- te planeta e, tão, pouco conviver bem consigo mesmo. Aqui dentro de nós há muitos mundos. Antonio Damasio, mereceo nosso respeito e admiração por dedicar suas horas, seus dias, semanas, meses e anos para entender esse humano. juvian fonseca, em 2009-05-25 às 23:38, disse: Tomando essa via nunca se chegará ao cerne da questão, pois procurar na matéria o que à matéria não pertence é bem pior que procurar uma agulha num palheiro. Não se pode estudar as decisões do cavalo que puxa a carroagem sem se levar em conta a sua vontade ou a do coxeiro. Henrique Felix Macedo Ribeiro, em 2008-11-19 às 12:24, disse: Em "Ao encontro de Espinosa", António Damásio explica algumas sensações de bem estar desde um ponto de vista homeostático. O equilibrio global da "mente" e "corpo" resultam, pelo menos em parte, da reposição no seu anterior lugar das estruturas previamente danificadas ou submetidas a esforço. Eu sou treinador de Remo (Arco-Viana do Castelo - Portugal) e o treino desportivo procura e utiliza modelos funcionais que forçam uma adaptação para o reforço das capacidades e não para a mera reposição homeostática da situação antrerior. O que é que realmente se passa quando se dá o reforço das capacidades por via do treino ? Parece que, de alguma forma, o corpo se reforça para fazer face a um ambiente adverso que lhe é imposto pelo esforço. - Será ao nível dos ácidos nucleicos ? - Ficam memórias cerebrais distintas das anteriores ? - Terá a ver com o sistema imunológico ? Carlos Bôto, em 2008-06-23 às 14:53, disse: Analisar o comportamento do ser humano, suas emoções e sentimentos sem incluir a "alma" que o comanda e dele recebe o retorno, é como tentarmos descobrir o funcionamento de uma máquina desconhecida. Desmontamos, invadimos, sondamos, estudamos como reage em determinadas condições e daí vamos tirando conclusões. Algumas "máquinas" funcionam razoavelmente bem, avariam por idade ou mau uso, ou talvez por erro pretérito na linha de montagem. Mas nunca se saberá, olhando apenas as "máquinas", porque aceleram, porque travam, porque param! silas otavio da silva, em 2007-08-27 às 20:01, disse: nossa eu achei muito bem saber q alguem escreve tão bem sobre emoções, meus parabéns esse texto me ajudou a fazer um trabalho cientifico na faculdade |
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