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Terça-feira, 9 de Fevereiro de 2010 ![]() |
Vivo sob os escombros um mês depois
- Um homem de 28 anos foi encontrado ontem com vida entre os escombros de um edifício no Haiti, onde terá estado preso desde 12 de janeiro
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Vêm aí os MarcianosMas não haverá guerra de estrelas apesar de Marte ficar 'só' a 69 milhões de quilómetros2005-10-25
Na madrugada de domingo, se o céu estiver limpo, Marte será visível com o dobro do brilho por estar "apenas" a 69 milhões de quilómetros da Terra, uma "pequena" distância que só será igualada em 2018. O "planeta vermelho" aparece de dois em dois anos no céu terrestre, quando a órbita o coloca num alinhamento perfeito entre a Terra e o Sol, mas é raro estar tão próximo como na véspera da "noite das bruxas". Tal acontece porque uma "oposição favorável", ou seja uma oposição com o Sol no céu terrestre que o coloca a uma distância mínima da Terra, só acontece em média de quinze em quinze anos, de acordo com os astrónomos citados pela Lusa. Durante a última convergência entre a Terra e Marte, em 27 de Agosto de 2003, o planeta vermelho esteve ainda mais perto, a 55,8 milhões de quilómetros, mas muito baixo: nos céus da Europa e da América do Norte Marte não passou dos 34º acima do horizonte, o que dificultou a sua observação. Este ano, para satisfação dos amadores das observações do céu nocturno, as condições serão muito mais favoráveis: Marte poderá ser visto muito mais alto no céu, a leste, a cerca de 66º acima da linha do horizonte. Depois da oposição de 30 de Outubro, às 03:19 (hora de Lisboa), Marte voltará a afastar-se, embora o seu disco alaranjado continue bem visível durante todo o mês de Novembro, como o ponto mais brilhante do céu depois da Lua. A passagem tão perto de Marte é uma oportunidade para observar pormenores da sua superfície. Por estar a chegar o Inverno ao Pólo Norte marciano, começam a instalar-se nessa região grandes aglomerados de nuvens de gelo azuladas. Segundo a NASA, estes conjuntos de nuvens poderão ser facilmente observados com um telescópio de 10 polegadas. Há também para ver a região de Syrtis Major, zona de planaltos varrida por ventos que aparece como uma mancha escura verde debaixo das nuvens, a apontar para norte, ou a calote polar sul, formada por gelo carbónico. Com a ajuda de um telescópio potente, pode ainda ver-se o Olympus Mons, que é o maior vulcão do sistema solar, com 27 quilómetros de altura e 600 quilómetros de diâmetro na base. Podem também surgir tempestades de areia, visíveis mesmo com pequenos telescópios. Embora não seja esta a época, os astrónomos dizem que não é de excluir o espectáculo de uma tempestade a envolver todo o planeta. Estas ocasiões de aproximação entre a Terra e Marte são aproveitadas pelas agências espaciais para o lançamento de missões interplanetárias. Foi por isso que a NASA lançou em Agosto a sonda Mars Reconnaissance Orbiter, que chegará a Marte em Março de 2006. A bordo segue a maior câmara alguma vez enviada a um planeta, a HiRISE (High Resolution Imaging Science Experiment) que, na Terra pesa cerca de 66 quilogramas. Pode obter imagens com uma resolução digital de 1200 megapixels e desde a órbita de Marte poderá observar objectos na superfície com uma dimensão de uma máquina de lavar. Os cálculos dos astrónomos prevêem várias oposições entre Terra e Marte com distâncias ainda menores do que a de 2003, mas a primeira delas só ocorrerá daqui a 282 anos. Comentários |
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