Dezenas de actividades em todo o país no Dia Nacional da Cultura Científica
2006-11-23
Dezenas de actividades decorrem amanhã em várias cidades portuguesas para assinalar o Dia Nacional da Cultura Científica, integrado na semana da Ciência e Tecnologia. Recordar Rómulo de Carvalho, inaugurar mais um centro Ciência Viva ou s aber a importância dos musgos para além de comporem presépios no Natal são algumas das actividades abertas ao público. Estas iniciativas vão ser coordenadas pela Ciência Viva, Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica, que assinala pelo nono ano consecutivo a semana da ciência, uma mostra à escala nacional a propósito do conhecimento e da investigação científica.
O Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior salienta que este ano, no Dia Nacional da Cultura Científica, se assinala também o centenário do nascimento de Rómulo de Carvalho (António Gedeão), o professor, poeta e divulgador de Ciência. Muitas instituições por todo o país vão homenageá-lo e em Lisboa, no Pavilhão do Conhecimento, estará patente uma mostra com 73 experiências propostas pelo educador no seu livro "Física para Todos".
A Ciência Viva destaca também, de entre a programação que tem para oferecer este ano, a abertura de um novo Centro Ciência Viva em Sintra, a visita de uma professora do MIT a uma escola, no âmbito do programa MIT-Portugal, e uma exposição de projectos europeus em que professores de ciências apresentam as suas experiências no Pavilhão do Conhecimento.
Outra novidade é "o lançamento de duas actividades de ampla participação do público por via electrónica: Os livros que queremos ler e as descobertas feitas e por fazer", acrescenta aquela entidade.
Investigar os musgos
No Museu Botânico de Coimbra, uma oficina dirigida a crianças e jovens propõe-se a investigar os musgos e saber a importância que têm, já que estes densos tapetes de pequenas plantas passam normalmente despercebidos, excepto quando se aproxima o Natal e se quer fazer o presépio.
A Universidade de Aveiro transformou durante esta semana todo o Campus Universitário num gigantesco laboratório científico, permitindo que milhares de pessoas participem nas suas actividades. Na sexta-feira haverá uma feira de minerais, actividades relacionadas com a matemática e ainda uma palestra sobre as potencialidades da televisão do futuro.
Mas os visitantes podem ainda participar numa prova de orientação, fazer desportos radicais, medir a tensão arterial, conhecer melhor o planeta Terra, assistir a combustões violentas, balões explosivos, a magias químicas e físicas. Um pouco por todo o país vão estar ainda patentes ao público exposições , documentários, visitas guiadas a museus, tertúlias, passeios científicos, observações astronómicas e conferências.
Toda a programação pode ser consultada na Agência Ciência Viva, uma instituição não governamental de utilidade pública que mobiliza cientistas, professores, alunos, autarquias e empresas para a causa do desenvolvimento da cultura científica e tecnológica dos cidadãos. A Ciência Viva orienta a sua actuação para o reforço do ensino experimental das ciências e para a mobilização da comunidade científica no sentido de melhorar a educação científica
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