Receba as notícias:

Ida à Lua: decisão histórica faz 46 anos!

Carta de Boston

2007-05-23
Por Duarte Barral
Duarte Barral
Duarte Barral
Comemora-se esta semana o aniversário sobre o discurso que lançou o objectivo de enviar o Homem à Lua antes do fim da década de 1960. Foi a 25 de Maio de 1961 que o presidente John F. Kennedy, perante o congresso Norte-Americano, estabeleceu este ambicioso objectivo. Não tenhamos ilusões que por detrás desta decisão estiveram certamente motivações políticas relacionadas com a guerra fria, já que um mês antes a União Soviética tinha colocado o primeiro homem no espaço, Yuri Gagarin, e quatro anos antes tinha lançado o primeiro satélite artificial, o Sputnik.
Neil Armstrong e a bandeira cozida pela portuguesa Isilda, de Vagos (Aveiro), hoje residente no Maine
Neil Armstrong e a bandeira cozida pela portuguesa Isilda, de Vagos (Aveiro), hoje residente no Maine

Mas mesmo apesar destas motivações não deixou de ser um objectivo extremamente ambicioso, cuja concretização era bastante incerta, e que revelou uma visão extraordinária – a de levar o Homem para além da última fronteira, a Terra. Como se sabe, o objectivo foi cumprido a 20 de Julho de 1969, provando que a capacidade de realizar sonhos é das mais admiráveis dos seres humanos.

Se pensarmos nos rudimentares meios técnicos disponíveis na altura, comparados com os actuais, ficamos a admirar ainda mais a coragem dos astronautas e de toda a equipa que esteve envolvida nesta façanha. Basta dizer que a capacidade de todos os computadores do posto de controlo da missão, em Houston, Texas, era semelhante à dum actual computador pessoal e a do computador de bordo do módulo lunar, semelhante à de um telemóvel.

É interessante referir que o computador de bordo bloqueou por excesso de informação, antes da aterragem na lua, numa altura em que era absolutamente essencial. Mais uma vez a coragem e sangue frio dos astronautas, neste caso Neil Armstrong, ultrapassou o problema, guiando manualmente o módulo até um local adequado para a alunagem, numa altura em que restavam apenas 15 segundos de combustível!

Este e outros incidentes quase determinaram, por várias vezes, o falhanço trágico da missão e atestam bem o perigo que corriam os astronautas. É por isso curioso ver que, mesmo com toda a tecnologia de que dispomos actualmente, a próxima missão da NASA à lua está prevista apenas para 2015-2020. Para além das considerações de natureza económica, vivemos numa época diferente em que o risco de qualquer actividade é calculado e rigorosamente medido, não sendo aceitável que se ponham vidas em perigo, ainda para mais depois dos acidentes ocorridos em anos recentes com o space-shuttle.

Claro que a segurança deve ser levada muito a sério, mas no caso concreto da exploração espacial haverá sempre um factor enorme de incerteza e de risco, tal como na exploração de outras fronteiras e limites do ser humano. Mas é isso precisamente uma das coisas que nos distingue como espécie e que nos permitiu explorar a grande parte deste planeta e não só – a capacidade de arriscar para saber mais e superarmo-nos a nós mesmos.

Por isto estamos gratos a JFK pela sua extraordinária visão e a todos os astronautas e pessoas que, mesmo com risco da própria vida, tornaram possível este “passo gigante para a humanidade” que ainda hoje, passados 38 anos é um marco da nossa capacidade de chegar sempre mais longe.

Luisa
2007-05-23
18:38
Pode existir "vento" sem existir atmosfera?
Luisa
2007-05-23
18:45
Se hoje formos à lua ainda lá encontraremos as pegadas de Neil Armstrong?
Alexandre
2007-05-28
01:03
Cara Luisa, Sem atmosfera e' impossivel haver vento, pois este consiste no moviemento das massas de ar que compoem a atmosfera. Se voltassemos agora 'a Lua, as pegadas do Neil Armstrong e todos os outros ainda la estariam. A Lua tem pouca erosao, pois nao ha atmosfera nem vulcanismo. Assinm sendo, as pegadas so serao apagadas ao fim de muitos milhoes de anos devido 'a deposicao de poeiras cosmicas (que andam no espaco) ou caso algum meteorito colida com a regiao onde se encontram.
Filipe
2007-06-19
01:32
Isto é tudo uma grande treta. Como acabaram de referir, não existe vento na Lua, pois não existe atmosfera. Então como se explica a posição do emblema dos E.U.A. na bandeira como que se estivesse a soprar o vento? E a sombra da bandeira? Simplesmente sumiu? ou estará para o lado contrário em relação às outras sombras.. Estranho não? Cá para mim o nosso caro Neil Armostrong nunca pisou território lunar e fomos todos bombardeados por esta ilusão de que os E.U.A. lá chegaram.
Márcia
2007-11-13
18:52
A bandeira ainda se encontra inteira?
Cristiano
2008-04-09
18:30
Olá, mas será possível criar uma pegada na lua sem existir humidade no ar? Esta polémica é um bocado estranha... Será possível que os Estados Unidos da América terão organizado uma mentira à escala Mundial? Mas estas fotografias que andam por aí são mesmo desnecessárias... deixo este site que tem mais algumas informações e opiniões sobre o assunto: http://www.portalbrasil.net/reportagem_nasa.htm Abraço
celine maia
2009-03-05
00:31
Nossa sao muito corajosos de ir a lua. Parabens Duarte Barral e os outros.
Bruno Sousa
2009-05-05
00:48
Não acredito que ainda existam pessoas desinformadas ao ponto de acreditarem nessa falsa chegada na lua! Desde o meu 5º ano descobri que não há "ar" na Lua,ou seja, vácuo.Então como que uma bandeira se mexe como se tivesse em uma ventania no meio do vácuo?Mentira isso tudo! A imagens foram tiradas no deserto de Nevada nos Estados Unidos!
nadia
2010-03-21
15:47
nossa!
que interessante, me ajudou muito com minha pesquisa!
lucas
2010-05-17
01:19
que legal me ajudou na minha pesquisa da escola

Adicionar comentário:

Comentário
Nome:
Email:
Insira as letras na caixa
Ciência Hoje não publica comentários anónimos. Ciência Hoje só publica comentários identificados com nome e email para eventual posterior contacto. Ciência Hoje recusa publicar comentários insultuosos ou ataques pessoais.

Últimas notícias

Dê azeite ao seu coração

Dois jovens cientistas portugueses
entre oito distinguidos pela EMBO

Neste Natal dê o seu apoio ao Ciência Hoje

Efeitos da cafeína diferem com ou sem açúcar?

António Fernandes da Fonseca deixou a “sua marca”
na passagem pelo Mundo!

É possível estudar «cientificamente» as salsichas?
Universidades de Lisboa, Évora e Trás-os-Montes e Alto Douro fizeram investigação

UBI apresenta amanhã em Bruxelas
sistema de propulsão inovador

Podemos fazer algo para minimizar
ou mesmo evitar a demência?

"Santo graal da cardiologia" vence prémio Fundação Altran para a Inovação

Investigador da UC lidera investigação europeia
sobre as doenças de Parkinson e de Machado-Joseph

Equipa internacional revela o "big bang"
da evolução das aves

Henrique Leitão, vencedor do Prémio Pessoa:
“Um curso de física bem dado é uma verdadeira sinfonia”

Instituto do Território lança Agênca da Baixa Densidade

UC entre as instituições europeias que venceram
o projecto “Vida Saudável e Envelhecimento Activo”

Investigação científica da UE aberta para todos

Cientistas portugueses no vulcão da Ilha do Fogo

UC inaugura projecto pioneiro para resolver
problema da fruticultura nacional

Investigadores da UTAD promovem avanços significativos
na compreensão da doença de Alzheimer

Prémios Pfizer entregues hoje

“Espelho mágico” permite ver como as peças de roupa
de uma loja ficam na pessoa

Sexo de pinguins: como determiná-lo

Punir as crianças quando mentem não funciona

LED desenvolvido pela UA quer revolucionar tecnologia
que recebeu Nobel da Física

Habilidades de feira vs. bancos de escola

Beba vinho tinto! Pela sua saúde!

Aveiro «inventa» folha de fruta não comercializada

UMinho quer criar lentes e iluminação para daltónicos

Vinho e cultura melhores do que sol e areia
e Portugal pode beneficiar com isso

Desenvolvido em Espanha um modelo
para detectar a condução agressiva

Distinguido estudo do metabolismo
de células do cancro do pulmão