Receba as notícias:

Bebés até aos seis meses distinguem dois idiomas observando apenas movimentos faciais

2007-05-25
Bebés distinguem línguas ( iStockphoto)
Bebés distinguem línguas ( iStockphoto)
Os bebés menores de seis meses conseguem distinguir um idioma de outro apenas observando os movimentos faciais e mesmo sem ouvirem o interlocutor, segundo uma investigação da Universidade de Barcelona publicada na última edição da revista Science. Os investigadores mostraram a um grupo de 36 bebés vídeos sem som de adultos bilingues pronunciando frases em inglês e em francês, com uma duração máxima de 16 segundos.
Nuria Sebastian
Nuria Sebastian
Foram comparados os bebés que vivem numa família unilingue com os que têm familiares bilingues e concluiu-se que entre os quatro e os seis meses todos conseguem distinguir apenas com estímulos visuais as duas línguas. Concluiu-se que nos primeiros meses de vida os bebés "são capazes de distinguir caras que falam em francês ou em inglês", afirmou à agência EFE Nuria Sebastian, uma das autoras do estudo, feito em colaboração com peritos da Universidade British Columbia, do Canadá.

Os investigadores notaram que a partir dos oito meses os bebés tendem a perder esta habilidade, que apenas é mantida até aos 12 meses pelos bebés que vivem em ambientes bilingues. A explicação dos peritos é que os bebés de famílias unilingues deixam de ter aptidão de distinguir línguas através dos movimentos faciais porque não precisam dessa capacidade.

Assim, essa capacidade inata só se mantém quando é uma vantagem para os bebés para aprender a língua materna e quando a criança se define por determinada língua deixa de prestar atenção aos elementos alheios e concentra-se nela para aprender. Vários estudos tinham já demonstrado que os bebés conseguem distinguir diferentes línguas pelo som, mas até agora nunca se tinha analisado o papel dos estímulos visuais no processo de aprendizagem e aquisição de linguagem.

Para este estudo, os cientistas mostraram aos bebés vários vídeos mudos nos quais os interlocutores recitavam frases do conto "O Principezinho", de Saint Exupéry, em francês e em inglês. Utilizou-se um procedimento de habituação, no qual inicialmente todos os vídeos começavam com determinada língua.
Os investigadores usaram a medição do tempo de atenção das crianças ao ecrã para determinar se percebiam quando era alterado o idioma.
Regiane
2008-06-24
17:59
quem escreveu essa notícia preciso da referência para um trabalho de faculdade

Adicionar comentário:

Comentário
Nome:
Email:
Insira as letras na caixa
Ciência Hoje não publica comentários anónimos. Ciência Hoje só publica comentários identificados com nome e email para eventual posterior contacto. Ciência Hoje recusa publicar comentários insultuosos ou ataques pessoais.

Últimas notícias

Jogo online previne violência no namoro entre adolescentes

Criança de cinco anos infectada por HIV
manteve-se saudável

A Expressão das Emoções
nova peça de teatro pela Marionet

Nanocatalisadores de carbono
ajudam a tratar águas residuais

Investigadores da UC mostram o valor da floresta
mediterrânica com filme de animação

Homens ou mulheres? Quem corre mais riscos
de violência verbal no local de trabalho?

Investigador do IA é um dos vencedores dos Prémios Breakthrough 2015

Qual é a melhor iluminação para a sua casa?

Cyberbullying: retrato de um fenómeno
em expansão silenciosa

Centro de Investigação da Montanha distinguido
em cooperação internacional

Investigação europeia em oftalmologia
coordenada em Portugal

Portugal lidera detecção inédita na atmosfera de Vénus

Modelos matemáticos desenvolvidos na UA
preveem gravidade de acidentes de viação

Mosca-da-azeitona pode ser combatida
de forma rápida, barata e eficaz

Já é possível «ouvir» o coração da mãe
e do bebé ao mesmo tempo

Áreas menos desenvolvidas penalizadas
na agenda política de saúde

Foi com uma grande alegria que vi o nome de Teresa Teixeira!

Teresa Teixeira nomeada hoje
EMBO Young Investigator

Investigador mexicano desenvolve software
que “prevê” ocorrências cardíacas

UTAD aposta no combate ao abandono escolar

ESAN quer ser referência em fabrico aditivo rápido

Um neurónio, uma função? Afinal o cérebro faz multitasking!

Consegue seguir o ritmo?

De como bem aprender uma sequência de dança

As crianças devem ir a pé para a escola

Investigadores da UC desenvolvem
guia inteligente de apoio a cegos

O nariz delas é melhor do que o deles

De como a realidade virtual pode «medir»
os delinquentes sexuais

Cancro do pulmão pode ser diagnosticado
anos antes de ser detectado por imagem

Distractores ambientais influenciam
a atenção e a memória dos mais velhos