Quinta-feira, 2 de Setembro de 2010
A violência está de volta a Maputo - Incidentes voltaram esta manhã a Maputo com carga policial sobre os populares. Pelas ruas da cidade o dispositivo policial é enorme. Pilhagens e pneus queimados pintam o cenário da capital

Virgílio do Rosário

2006-01-30

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 Virgílio Estólio do Rosário nasceu em 1946, e obteve o seu grau de licenciatura em Medicina veterinária pela Faculdade de Veterinária de Lourenço Marques, Moçambique em 1970. EM 1972 obteve o Grau de Diploma in Genetics, e em 1976 o de PhD pela  Edinburgh University, Reino Unido. Trabalhou desde então na Universidade Eduardo Mondlane, Moçambique, Edinburgh University, UK, Instituto Evandro Chagas, Belém, Brasil, School of  P Health, Chapel Hill NC, USA, Biomedical Research Institute, USA, até 1991, data da sua vinda a Portugal, onde iniciou actividade no Instituto de Higiene e Medicina Tropical, da Universidade Nova de Lisboa  e onde criou o Centro de  Centro de  Malária e Outras Doenças Tropicais (CMDT).

O Centro, com apoio financeiro da Fundação para a Ciência e Tecnologia, iniciou actividades de investigação e de formação em áreas e temas diversos dos quais destacamos a malária, leishmanioses, HIV e SIDA; tuberculose, doenças sexualmente transmitidas, sistemas de saúde, saúde internacional e outras, de acordo com uma estratégia de fortalecimento da área “tropical”, com jovens doutorados com potencial cientifico. Hoje mantém um corpo de mais de 30 doutorados membros ou colaboradores com  actividade diversa.



Na sua área especifica de formação, a malária, trabalha com 3 grupos distintos de investigação  em: a) resistência aos antimaláricos, genética e mecanismos da resistência; b) a relação entre o parasita e o hospedeiro e infecções mistas; c) marcadores moleculares na epidemiologia, parasitologia e entomologia médicas sobretudo ligada a programas de controlo.

O seu projecto de apoio a Angola (Ministério da Saúde) e com o Centro de Biotecnologia da Universidade E Mondlane em Maputo, Moçambique,  através de cursos de formação e apoio a doutoramentos tem sido bem sucedido. Muitos dos jovens formados pelo CMDT/IHMT são hoje conhecidos nas suas áreas e trabalham em instituições nacionais e internacionais.

É um defensor da não duplicação das actividades de investigação em Portugal e da utilização de redes de trabalho, e da criação urgente de uma rede Ibérica das Doenças tropicais, acção que iniciou com o Instituto Carlos III. Na última avaliação internacional o CMDT recebeu a classificação de Excellent e passou a ser Laboratório Associado do MCES.

Possui mais de cem publicações em revistas internacionais e exerce a actividade, hoje, de professor catedrático do IHMT/UNL. Considera importante a transferência da coordenação do CMDT/IHMT a uma visão mais jovem ainda em 2006.

 «Pode contar com o meu apoio. Grato pelo convite», assinala ao Ciência Hoje.



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