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Como conhecer o cérebro dos disléxicos

2008-01-02
Por Vicente Martins *
Vicente Martins
Vicente Martins

A dislexia é tema de novela da Globo. O papel de disléxica em "Duas Caras" cabe à actriz Bárbara Borges, que vive Clarissa, uma jovem que tem o sonho de ser juíza, mas sempre enfrentou dificuldades leitoras. Com o apoio da mãe, ela passará no vestibular para o curso de direito. Assim como Clarissa, os disléxicos são pessoas normais que, surpreendentemente, no período escolar, apresentam dificuldades em leitura e, em geral, problemas, também, com a ortografia e a organização da escrita. Como ajudar pais, especialmente mães, de disléxicos? O presente artigo mostra como os pais, docentes e psicopedagogos, conhecendo o cérebro dos disléxicos, poderão ajudá-los a ler e compreender o texto lido.

*Vicente Martins é professor da Universidade Estadual Vale do Acaraú(UVA), em Sobral, Estado do Ceará. E-mail: vicente.martins@uol.com.br

A leitura, como sabemos, seja para disléxicos ou não, é uma habilidade complexa. Não nascemos leitores ou escritores. O módulo fonológico é o único, no genoma humano, que não se desenvolve por instinto. Realmente, precisamos aprender a ler, escrever e a grafar correctamente as palavras, mesmo porque as três habilidades linguísticas são cultural e historicamente construídas pelo homo sapiens.

A leitura só deixa de ser complexa quando a automatizamos. Como somos diferentes, temos maneiras diferentes de reconhecer as palavras escritas e, assim, temos diferenças fundamentais no processo de aquisição de leitura durante a alfabetização. Esse automatismo leitor exige domínios na fonologia da língua materna, especialmente a consciência fonológica, isto é, a consciência de que o acesso ao léxico (palavra ou leitura) exige conhecimentos formais, sistemáticos, escolares, gramaticais e metalinguísticos do princípio alfabético do nosso sistema de escrita, que se caracteriza pela correspondência entre letras e fonemas (vogais, semivogais e consoantes). A experiência de uma alfabetização com êxito é importante para a nossa educação leitora no mundo povoado de letras, literatura, poesia, imagens, ícones, símbolos, metáforas e diversidade de medias e textos.

A compreensão do valor da leitura em nossas vidas, especialmente, na sociedade do conhecimento, é base para desmistificarmos o conceito inquietante da dislexia e do cérebro dos disléxicos. A dislexia não é doença, mas compromete o acesso ao mundo da leitura. A dislexia parece bloquear o acesso de crianças especiais à sociedade letrada. Deixa-os, então, lentas, dispersas, agressivas e em atraso escolar. Os docentes, pais e psicopedagogos que lidam com disléxicos devem seguir, então, alguns princípios ou passos para actuação eficiente com aqueles que apresentam dificuldades cognitivas na área de leitura, escrita e ortografia. Vamos descrever cada um deles a seguir.

O primeiro princípio ou passo é o de se começar pela descrição e explicação da dislexia. Uma criança com deficiência mental, por exemplo, não pode ser apontada como disléxica, porque a etiologia de sua dificuldade é orgânica, portanto, de natureza clínica e não exclusivamente cognitiva ou escolar. Claro, é verdade que um adulto, depois de um acidente vascular cerebral, poderá vir apresentar dislexia. Nesse caso, trata-se, realmente, de uma dislexia adquirida, de natureza neurolinguística e que só com o apoio médico é que podemos intervir, de forma pluridisciplinar e, adequadamente, nesses casos.

Assim, tanto para a dislexia desenvolvimental (também chamada verdadeira porque uma criança já pode herdar tal dificuldade dos pais) como para a dislexia adquirida (surge após um AVC ou traumatismo), importante é salientar que os docentes, pais e psicopedagogos, especialmente estes últimos, conheçam melhor os fundamentos psicolinguísticos da linguagem escrita, compreendendo, assim, o processo aquisição da habilidade leitora e os processos psicológicos envolvidos na habilidade. Realmente, sem o conhecimento da arquitectura funcional, do que ocorre com o cérebro dos disléxicos, durante o processamento leitor, toda intervenção corre risco de ser inócua ou contraproducente.

Os processos leitores que ocorrem nos cérebros dos leitores, proficientes ou disléxicos, podem ser descritos através de quatro módulos cognitivos da leitura: (1) módulo perceptivo, como o nome sugere, refere-se à percepção, especialmente a visual, importante factor de dificuldade leitora; (2) módulo léxico, nesse caso, refere-se, por exemplo, ao traçado das letras e a memorização dos demais grafemas da língua (por exemplo, os sinais diacríticos como til, hífen etc.); (3) módulo sintáctico, este, tem a ver com a organização da estruturação da frase, a criança apresenta dificuldade de compreender como as palavras se relacionam na estrutura das frases (4) módulo semântico, este, diz respeito, pois, ao significado que traz as palavras nos seus morfemas (prefixos sufixos etc.)

Não é uma tarefa fácil conhecer o cérebro dos disléxicos. Por isso, um segundo passo é o aprofundamento dos fundamentos psicolinguísticos da lectoescrita. A abordagem psicolinguística (associando a estrutura linguística dos textos aos estados mentais do disléxico) é um caminho precioso para o entendimento da dislexia, uma vez que apresenta as conexões existentes entre questões pertinentes ao conhecimento e uso de uma língua, tais como a do processo de aquisição de linguagem e a do processamento linguístico, e os processos psicológicos que se supõe estarem a elas relacionados. Aqui, particularmente é bom salientar que as dificuldades lectoescritoras são específicas e bastante individualizadas, isto é, os disléxicos são incomuns, diferentes, atípicos e individualizados com relação aos demais colegas de sala de aula bem como aos sintomas manifestados durante a aquisição, desenvolvimento e processamento da linguagem escrita.

Nessas alturas, todos que actuam com os especiais devem pensar o que pode estar ocorrendo com os disléxicos em sala de aula. Os métodos de alfabetização em leitura levam em conta as diferenças individuais? Os métodos pedagógicos, com raras excepções, se propõem a ser eficientes em salas de crianças ditas normais, mas se tornam ineficientes em crianças especiais. Por isso, cabe aos docentes, em particular, e aos pais, por imperativo de acompanhamento de seus filhos, entender melhor sobre os métodos de estudos adoptados nas instituições de ensino. Os métodos de alfabetização em leitura são determinantes para uma acção eficaz ou ineficaz no atendimento educacional especial aos disléxicos, disgráficos e disortográficos. A dislexia é uma dificuldade específica em leitura, e como tal, nada mais criterioso e necessário do que o entendimento claro do processo da leitura ou do entendimento da leitura em processo.

Não menos importantes do o entendimento dos métodos de leitura, adoptados nas escolas, devem ser objecto de preocupação dos educadores, pais e psicopedagogos, as questões conceituais, procedimentais e atitudinais sobre a dislexia, disgrafia e disortografia. O que pensam as escolas sobre as crianças disléxicas? O que sabem seus professores e gestores educacionais sobre dislexia? Mais do que simples rótulos das dificuldades de aprendizagem da linguagem escrita, a dislexia é uma síndrome ou dificuldade revestida de conceitos linguísticos, psicolinguísticos, psicológicos, neurológicos e neurolinguísticos fundamentais para os que vão actuar com crianças com necessidades educacionais especiais. Reforça-se, ainda, essa necessidade de compreender, realmente, o aspecto pluridisciplinar da dislexia, posto que muitas vezes, é imperiosa a interlocução com outros profissionais que cuidam das crianças, como neuropediatras, pediatras, psicólogos escolares e os próprios pais das crianças.

Na maioria dos casos de dislexia, disgrafia e disortografia, a abordagem mais eficaz no atendimento aos educandos é a psicopedagógica (ou psicolinguística, para os linguistas clínicos) em que o profissional que irá lidar com as dificuldades das crianças aplicará à sua prática educacional aportes teórico-práticos da psicopedagogia clínica ou institucional aliados à pedagogia e à psicologia cognitiva e à psicologia da educação. São os psicolinguistas que se voltam para a explicação da dislexia e suas dificuldades correlatas (disgrafia, dislexias). Hipóteses como défices de memória e do princípio alfabético (fonológico) são apontados, pelos psicolinguistas, como as principais causas da dislexia.

O terceiro passo para os que querem entender mais sobre dislexia é dar especial atenção à avaliação das dificuldades lectoescritoras. A avaliação deve ser trabalhada como ato ou processo de colectar dados a fim de se melhor entender os pontos fortes e fracos do aprendizado da leitura, escrita e ortografia dos disléxicos, disgráficos e disortográficos. Enfim, atenção dos psicopedagogos deve dirigir-se à avaliação das dificuldades em aquisição da linguagem escrita. Nesse sentido, um caminho seguro para a avaliação da dislexia, disgrafia e disortografia é pela via do reconhecimento da palavra. O reconhecimento da palavra começa pela identificação visual da palavra escrita. Depois do reconhecimento da palavra escrita, deve ser feita avaliação da compreensão leitora, especialmente no tocante à inferência textual, de modo que levando a efeito tais procedimentos, ficarão mais explícitas as duas etapas fundamentais da leitura e de suas dificuldades: descodificação e compreensão leitoras.

O quarto e último passo para o desenvolvimento de estratégias de intervenção nos educandos com necessidades educacionais especiais em leitura, disgrafia e disortografia é o de observar qual dos módulos (perceptivo, léxico etc.) está apresentando défice no processamento da informação durante a leitura. Portanto, é entendermos como o cérebro dos disléxicos funciona durante o ato leitor. Neste quarto passo, é imprescindível um recorte das dificuldades leitoras. A dislexia não é uma dificuldade generalizada de leitura, ou seja, não envolve todos os módulos do processo leitor.

Descoberto o módulo que traz carência leitora, através de testes simples como ditado de palavras familiares e não-familiares, leitura em voz alta, questões sobre compreensão literal ou inferência textual, será mais fácil para os psicopedagogos, por exemplo, actuar para compensar ou sanar, definitivamente, as dificuldades leitoras que envolvem, por exemplo, aspectos fonológicos da descodificação leitora e da codificação escritora: o princípio alfabético da língua materna, isto é, a correspondência letra-fonema ou a correspondência fonema-letra.

Se o que está afectado se refere ao campo da compreensão, os psicopedagogos poderão propor actividades com conhecimentos prévios para explorar a memória de longo prazo dos disléxicos que se baseia no conhecimento da língua, do assunto e do mundo (cosmovisão). Quando estamos diante de crianças disléxicas com as dificuldades relacionadas com a compreensão estamos, decerto, diante de casos de leitores com hiperlexia, parafasia, paralexia ou, se estão, também, sobrepostas dificuldades em escrita, ao certo, estaremos diante de escritores também hiperlexia, parafasia, paragrafia, termos clínicos, mas uma vez explicados, iluminarão os psicopedagogos que actuam com disléxicos e disgráficos. A paralexia é dificuldade de leitura provocada pela troca de sílabas ou palavras que passam a formar combinações sem sentido. A parafasia é distúrbio da linguagem que se caracteriza pela substituição de certas palavras por outras ou por vocábulos inexistentes na língua. A ciência e a terminologia, realmente, apontam, mais, claramente, as raízes dos problemas ou dificuldades na leitura, escrita e ortografia.

1. ALLIEND, G. Felipe, CONDEMARÍN, Mabel. Leitura: teoria, avaliação e desenvolvimento. Tradução de José Cláudio de Almeida Abreu. Porto Alegre: Artes Médicas, 1987.
2. COLOMER, Teresa, CAMPS, Anna. Ensinar a ler, ensinar a compreender. Tradução de Fátima Murad. Porto Alegre: Artes Médicas, 2002.
3. CONDEMARÍN, Mabel e MEDINA, Alejandra. A avaliação autêntica: um meio para melhorar as competências em linguagem e comunicação. Tradução de Fátima Murad. Porto Alegre? Artmed, 2005
4. CONDEMARÍN, Mabel, BLOMQUIST, Marlys. Dislexia: manual de leitura corretiva. Tradução de Ana Maria Netto Machado. Porto Alegre: Artes Médicas, 1989.
5. GARCIA, Jesus Nicacio. Manual de dificuldades de aprendizagem: linguagem, leitura, escrita e matemática. Tradução de Jussara Haubert Rodrigues. Porto Alegre: Artes Médicas, 1998.
6. HOUT, Anne Van; ESTIENNE, Françoise. Dislexias: descrição, avaliação, explicação, tratamento. Tradução de Cláudia Schilling. 2ª ed. Porto Alegre: Artmed, 2001.
7. JAMET, Eric. Leitura e aproveitamento escolar. Tradução de Maria Stela Gonçalves. São Paulo: Loyola, 2000.
8. LECOURS, André Roch, PARENTE, Maria Alice de Mattos Pimenta. Dislexia: implicações do sistema de escrita do português. Porto Alegre: Artes Médicas, 1997.
9. MARTINS, Vicente. A dislexia em sala de aula. In: PINTO, Maria Alice (org.). Psicopedagogia: diversas faces, múltiplos olhares. São Paulo: Olho d’Água, 2003.
10. STERNBERG, Robert J; GRIGORENKO, Elena L. Crianças rotuladas: o que é necessário saber sobre as dificuldades de aprendizagem. Tradução de Magda França Lopes. Porto Alegre: Artmed, 2003.
Miguel A. Reis
2008-01-07
11:24
1. A falta de humildade perante a variadade natural é um erro grave em ciência. 2. A dislexia NÃO é uma doença. 3. Vários físicos importantes ao longo da história da humanidade eram dislexicos. 4. A dislexia é um modo diferente de interagir com o mundo que nos rodeia, e por isso também com a leitura. 5. Seria talvez muito mais produtivo para toda a humanidade que em vez de se procurar definir a dislexia como uma doença, se procurasse corrigir os erros pedagógicos no ensinamento da leitura que conduzem a métodos válidos para um cada vez menor número de crianças. 6. Os professores do ensino básico (aqueles que ensinam a ler) têm de ter mais formação, muito mais formação do que têm actualmente, de modo a poderem lidar com a enorme variabilidade de necessidades que as crianças apresentam nesta fase inicial de aquisição de conhecimentos. 7. Os resposáveis pelos curricula escolares têm de ter ainda muito mais formação, pois é necessário que os curricula escolares sejam elaborados por pessoas capazes de adaptar estes curricula à variedade de modos de funcionamento do cérebro das crianças (futuros adultos). 8. Talvez uma imagem diferente explique melhor o meu comentário. Será que alguém acha que um corredor de 100m será alguma vez na vida um bom Maratonista? Será que alguém acha que alguma vez na vida um lançador de peso será alguma vez na vida um bom saltador em altura ou um bom corredor de 100m? 9. Se facilmente entendemos a diversidade do corpo, porque não entendemos a diversidade do cérebro? 10. Se felizmente já nos desenvolvemos o suficiente para não se considerar que alguém magro (muitas vezes bons corredores de fundo) é doente, porque continuamos a assistir a esta triste situação de quere considerar a dislexia como uma doença? 11. Nem só os médicos e juízes são elites no mundo, aliás contando bem a história da humanidade, poderemos ver que devemos muito do que a nossa sociedade actual é a grandes génios que raramente foram juízes ou médicos, mas muitas vezes eram dislexicos. 12. Realmente a jurisprudência e a medicina não são áreas de eleição para dislexicos, mas outras áreas há, tais como a Física, em que os dislexicos estão em franca vantagem dada a sua capacidade para lidar com conceitos e estruturas de modo natural , enquanto os ditos normais têm muitas vezes que aprender a gerir estruturas por via cultural. Considerar a dislexia um doença só promove o atraso da humanidade e a penalisação de crianças muitas vezes brilhantes, só porque fazem parte de um grupo que corresponde a cerca de 30% da humanidade e não estão nos outros 70% dos considerados normais!
Lúcia Miranda
2008-01-08
10:47
Parabéns pela clareza do seu artigo. De facto muito se diz sobre dislexia mas a maior parte das vezes é pouco fundamentada cientificamente obedendo a interesses mercantilistas.
SM
2008-01-15
14:44
Sou mãe de dois disléxicos. Aprenderam aler pelos 9 anos. Uma angústia! O mais velho lia as letras recortadas em lixas de ferro e de madeira. Quanto mais rugosa fosse a superficie, mais fácil era a leitura. A mais nova lia se as letras estivessem associadas a imagens de cães, gatos ou fotos de si mesma ou minhas. Lia por ligações afectivas às coisas. E os laços de ternura levaram-na a superar as dificuldades. Era preciso tempo e muita calma. Lá sobreviveram a um divórcio, causado em parte por alguma fragilidade do pai, tambem disléxico e que se revia nos miudos que nunca foi capaz de acompanhar. O peso foi gigante. O mais velho agora lê fluentemente e escreve de forma regular. É muito criativo. A mais nova lida com uma auto vigilância da escrita para não dar erros. E resulta. Ambos fazem o seu percurso na escola e serão seguramente adultos felizes e honestos que é tudo o que lhes peço e que lhes ensino. Se os professores soubessem escutar estes alunos e não os confundissem com tudo aquilo que não são, se a legislação os protegesse de facto e não permitisse que alguma inoperância dos professores e até incompetência os assolasse, estes alunos teriam um caminho mais regular e sem tanto sofrimento. Mas a legislação permite a inconsciência do trabalho e restam as famílias num monólogo constante. Bastava o diálogo para que tudo isto fosse bem melhor. Tambem sou professora e sei muito bem do que falo, quando invoco incompetencia e ignorância no trabalho com estes casos e outros que pertencem ao campo do ser diferente. Fica uma sugestão: muita calma, muita confiança nestas pessoas que crescem à nossa frente, muito amor com estes miudos. E técnicos capazes e disponíveis, para os quais o lucro não seja a meta. Quando me deparei com esta situação, tinha o mais velho 9 anitos, apenas existia uma psicóloga especializada neste assunto. Paga a peso de ouro, 8 vezes mais cara do que aquilo que eu ganhava por hora e que podia pagar. Foi bem difícil, mas foi possível apesar de estar em monólogo comigo mesma, todos os dias até aos vinte anos do mais velho e aos dezassete da mais nova. Um abraço pelo seu esforço de levar a paz a estas mães e miudos e de os fazer acreditar que conseguem. É que estes tipos disléxicos são mesmo bons. SM
marinete
2008-01-21
02:27
gostei da matéria sobre disléxia. Gostaria de q me inf, como posso ajudar o meu marido, que tem esse problema.Ele já tem 40 anos e não consegue ler nem escrever letras, só números, apesar de ter tentado muito. ele desistiu de ir a escola. obg.
Helton canho
2008-02-14
11:43
ola meu chamo Helton. tenho 21 anos e tenho dificuldade de entender ou até mesmo interpretar textos e até problemas escolares, e dificuldade de (enteder e atender as coisas nao muito frequente...) gostaria de saber oq eu posso fazer para, poder entender e atender melhor a minha dificuldade, desde ja muito obrigado
Ana Lúcia C Ramos
2008-02-14
19:19
Estou estudando sobre dislexia e fiquei muito feliz ao me depara com um texto tão objetivo, didático e esclarecedor. De fato, precisamos de profissionais capacitados para tratar da questão não apenas nos consultórios de psicólogos ou psicopedagogos, mas principalmente em sala de aula, que é o ambiente social em que todo e qualquer individuo deve ser cuidado. Muita Paz
Mauricio Abreu dos Santos
2008-02-21
12:23
Olá, chamo-me Mauricio Santos, tenho 29 anos,e sou dislexico,mas so o sobe aos meus 27 anos porque???;Bem eu durante muito tempo da minha vida era sempre tratado com o distraido o perde coisas, o nunca te lembras de nada, o etc..., muitos foram os nomes que me levaram a desenvolver uma autoestima muito baixa. Mas preguntam-se agora voces o que me faz estar aqui a escrever e o seguinte: 1.Tive e perdi anos de vida e problemas tive ate o fim da minha Pos-graduação, mas sem querer, e mesmo sem sabendo do que tinha, sempre soube que nao podia ser assim, meu pai sempre me ensinara a ser presistente, esta sempre foi a minha força, aquilo que me tiro e que desenvolveu o meu corpo na luta e conquista da minha vida, da minha autoestima, do meu curso de engenheria aeronautica, da minha posgraduação em Turbinas a Gas, da aquisição do meu Trabalho.. enfim, eu so sobe disto por mera coincidencia, estava eu a fazer testes para o programa da Rolls-Royce em Inglaterra, chamado de "Leadearship Program", tinha passado todas aas fases ate aos testes psicometricos e psicotecnicos, a qual eu nao me dei nada bem! Isso eu ja sabia, pois sempre tinha sido a minha vida inteira a sim, sempre foi o ultimo nos exames, sempre esqueci-me de alguma coisa, sempre tive grandes dificuldades de interpretação, sempre cometi erros ortograficos, sempre falhei nos calculos aritmeticos, mas sendo muito bom quando imaginava tudo via 3dimensoes. Mas tinha feito alguns testes de IQ, e notara, ter um IQ de 130. O que nao parecia ser verdade, mas por mais que fizesse sempre tinha potuanções a volta desse numero. Enfim, fiquei muito frustrado, pois depois perdi para outras empresas na Simenes etc, tudo porque nao sabia que era dislexico, mais tarde foi fazer testes a um centro chamado de DORE center na inglaterra, descobri que era dislexico e mais ainda tinha ADHD, e dispraxia, enfim isso para mim abriu um mundo, era como se alguem de repente tivesses explicado a razao de todos os probelmas anteriores que eu tinha tido! Finalmente a solução!!! Enfim hoje em dia sou uma pessoa muito alegre e diferente, sinto-me capaz de tudo, e gostaria de poder ajudar todos os dislexicos em Portugal, mas concretamente na Madeira. Trabalho na Madeira sou muito feliz e obrigado por tudo, hoje em dia ate nem considero ser dislexico um mal, mas sim uma dadiva! Eu sinto e imagino muito sonho todos os dias, so por si e lindo, mas claro que tenho tido muitos problemas com novas pessoas que nao me conhecem, e que nao entendem as minhas atitudes, mas agora que sei, consigo dar a volta a isso tudo! Por isso obrigado a todos os professionais que se dedicam a dar a conhecer e a tratar de todos os humanos que tem esta diferenca!
ariel
2008-03-13
00:38
olá tenho uma filha de 9 anos estou tendo dificuldades com ela ela estuda em escola particular e la os alunos gozam dela e a professora não toma atitude como devo proceder ela tem muita dificuldade de concentração.
Maria José de Melo
2008-03-30
18:26
Sou Professora do Ensino Fundamental I.Gostaria de poder compreender melhor sobre o assunto: dislexia. No momento tenho desenvolvido algum trabalho com crianças com dificuldade de ler e escrever, porém sinto que ainda preciso melhorar o meu desempenho para poder suprir as necessidades de leitores e escritores com dificuldades, principalmente àqueles que não tem condições financeira pois esse é o meu maior "problema" digo assim porque, foi nessa esfera de situação que encontrei os maiores descasos, as pessoas que procuram solução para os filhos que têm dificuldade de aprendizagem, são praticamente abandonadas sem nenhuma orientação, professores, são colocados como despreparados,mas e ai, não quero saber de quem é a culpa, quero poder ajudar; no entanto; leio sobre o assunto e não encontro respostas satisfatórias para poder desenvolver um trabalho mais eficaz. Quando uma criança com dificuldade de aprendizagem vem de encontro ao meu trabalho desenvolvo uma linha de alfabetização constantemente ligada a família silábica, sugerindo a criança que ela pense na palavra proposta por etapas , digo por pedaços, e a cada pedaço peço que pense qual família o som emitido pertence. Quando a criança tem problemas de trocas de som faço um jogo com os sons e só me dou por satisfeita quando a criança corresponde com um som mais próximo do esperado, faço exercícios com o papel para demonstrar a diferença entre os sons, colocando a folha de papel enfrente a boca e pronúnciando o B ou o P, e outros exercícios para as demais letras com sons parecidos. O que venho recorrer a algum especialista, que esteja mais aprofundado no assunto é se estou no caminho correto, pois mesmo conseguindo um resultado bom, ainda quero melhorar, e para isso preciso de maiores informações para assim poder dar continuidade ao meu trabalho com mais confiança. Muito obrigada por nos oferecer essa oportunidade de nos comunicarmos.
neia santos
2008-04-13
14:07
fiquei feliz em poder encontrar pessoas que passam pela dislexcia pois tenho 1 filha de 10 anos que teve este diagnostico e no começo assusta mas ao ver que outras pessoas venceram concluo que ela tbem vai ser uma vitoriosa. Que todos tenham a paz de deus.
ruibasto
2008-04-19
07:30
Penso que é muito importante salientar as características dos disléxicos não directamente relacionadas com a mensagem escrita e as consequências relacionais e emocionais que as pessoas com estas dificuldades apresentam.
António Mateus
2008-04-22
23:33
A dislexia é a consequência de uma questão biológica. De entre milhares de funções para as quais o cérebro humano está programado, uma delas é saber reconhecer a forma e a volumetria do corpo, bem como a posição exacta que este ocupa no espaço. Quase ninguém se apercebe desta competência inata, mas a sua importância é capital, pois, sem ela, os seres humanos não conseguiriam adequar quaisquer movimentos ao meio envolvente. Quando algo perturba esta capacidade, os problemas surgem, e, «o indivíduo adopta posturas corporais incorrectas, que baralham a percepção que o cérebro tem da posição das diferentes partes do corpo». Ou seja, desfasado da orientação espacial do esqueleto e do estado de contracção ou relaxamento de vários músculos, o cérebro passa a dar ordens erradas a diversas estruturas do organismo. E as consequências que podem advir desta violação da harmonia biomecânica humana sucedem-se num rol tão variado quanto surpreendente. Oliver sacks, escreve de uma forma simples sobre a compreensão do que é a propriocepção no seu livro “ O homem que confundiu a mulher com um chapéu” em “A mulher incorpórea” e “Aprumo”. OS PRINCIPAIS SINTOMAS: Dores musculares persistentes, cefaleias, nevralgias, vertigens e perdas de equilíbrio, fadiga crónica, dificuldades de concentração, perdas de movimentos, distúrbios da visão e da audição são apenas os sintomas frequentes dos problemas de postura que, globalmente, se designam por Síndrome da Deficiência Postural (SDP). O SDP foi caracterizado pelo falecido Professor Dr. Henrique Martins da Cunha (Hospital Santa Maria, Lisboa) em 1969 e actualmente os estudos são continuados pelo Dr. Alves da Silva (oftalmologista). Em consequência do SDP, os olhos não convergem, daí os problemas disléxicos e é essencial rectificar a informação cerebral com a aplicação de umas lentes prismáticas, para de necessária uma reprogramação postural. COMO SE PODE DESCONFIAR QUE UMA CRIANÇA POSSA SOFRER DE SDP? Quando sem razão, com frequência: tropeça, vai de encontro ás coisas (mobiliário, paredes, esquinas, etc), derruba objectos, seja super activa, não termine as tarefas que executa e deixe os objectos utilizados nessas tarefas espalhados pelo espaço utilizado. O mais dramático é quando se dá a entrada da criança na escola (pela coordenação fina de movimentos necessária para a actividade da escrita e à dificuldade na convergência ocular). Sim há solução para a dislexia! (um disléxico, SDP)
Wilson
2008-06-06
22:55
o interessante seria ensinar os não disléxicos a usar o que aprenderam nas escolas.
Jaqueline Polo
2008-06-28
19:43
Olá, meu nome é Jaqueline, estou no útimo ano do curso de letras, desde então estou elaborando a minha monografia e diante das pesquisas percebi que as dificuldades que a minha filha de 9 anos encontra para ler e escrever, pode ser dislexia.
Desde os 4 aninhos ela faz tratamento com a fonoaldióloga, pois acreditava que tudo melhoraria, mas faz 5 anos o tratamento e nenhuma melhora.Como vejo a sua dificuldade em interpretação, a matriculei em um curso "Kumom" que parece estar ajudando um pouco.
Mas gostaria de leva-la a um profissional que pudesse diagnosticar se ela é realmente dislexica,como devo agir com para que ela possa encarar a situação, e não interpretar que esteja "doente".
Parabéns pelo artigo, esta contribuindo muito em minha pesquisa.
Valéria RJ
2009-10-13
03:48
Muito esclarecedor o artigo , mas confesso-me uma grande desconhecedora do problema. Sou professora de Português e, às vezes, deparo-me com casos semelhantes aos descritos , mas não sei identificá-los . Acredito que as escolas deveriam ter especialistas no assunto, proporcionar palestras
com pais e professores,pois é um assunto, para mim, muito profundo e cheio de dúvidas. Como reconhecer um disléxico,além das dicas já enumeradas?Muitas vezes crianças pobres não têm a mínima observação nem de seus pais ,por serem estes completamente leigos e desatensiosos , pois suas vidas já tão difíceis, não lhes permitem quaisquer observações um pouco mais profundas e, quanto mais carentes mais difícil a procura por ajuda...E os professores são totalmente despreparados para reconhecer alunos disléxicos , mesmo com todo esforço, pesquisa etc. foge-nos tal reconhecimento.
Vanice Antonia Silva
2009-11-13
17:56
fiquei muito interessada em saber mais a respeito, meu filho está estudando, tem 11anos mas não consegue escrever o proprio nome completo se copiar!
tudo que faz prativamente na escola é copiando,e o resto ele sabe porque decora.gostaria de ter mais conselhos a respeito, nos exames de vista comuns ele está bem,usando oculos, mas nada grave.
um abraço!
Vanice
neide barbosa jambeiro martinez
2010-01-11
21:48
neide de limeira,janeiro de2010.tenho uma filha de 10anos, que ainda não sabe ler e escrever , apenas quando falo as letras e digo pare ajunta-la é que ela raciona a sílaba mas é uma garota tão linda e inteligente ,ela faz reforço em uma ong a Aril (sociação de reabilitação para crianças deficientes ) ela é perfeita o seu unico problema é escolar,se bem que ela sempre presencia discussões entre meu marido e eu , então ela diz :voces que resolvam seus problemas , e na escola da prefeitura não tem um apoio na sala de aula , porque o governo não cria professores especializados com sala própria para crianças como ela ao inves de ´só falar de inclusão.
DAYSE
2010-01-12
18:14
SOU ESTUDANTE DE PSICOPEDAGOGIA E SUSPEITO DE QUE SOFRO DE DISLEXIA COMO FAZER UM TESTE PRA SABER.
mayara
2010-03-19
17:05
acho que tenho dislexia tenho dificuldade de compreender o que leio estou com 20 anos e nao sei o que faço
marcia macedo
2010-03-22
01:31
tenho um filho assim....nunca foi diagnosticado,porem com bastante sintomas,que bom e saber que tudo que eu fiz ate agora foram os passos certos....ele e um amor de criança,porem com muitas necessidades...tenho certeza que um dia sera um grande homem...gostaria de ter mais ajuda neste sentido se os senhores poderem.....por favor me derem um sinal. beijos!!!!!!!
geralda
2010-05-31
20:08
meu filho tem 6 anos e não sabe ler nada mas conhece a maioria das letras e a professora dele disse que está muito preocupada, eu tb mas não sei muito como ajudar
ednalva rocha
2010-07-03
03:26
fiquei muito satisfeita com o texto referente a dislexia, pois estou concluindo minha pós graduação em psicopedagogia e minha monografia é exatamente dislexia,gostaria de continuar recebendo no meu email textos referente a dislexos,abraços
Marilis p.nunes
2010-07-24
14:50
ola,tenho muitas dificuldades para aprender a escrever correto troco as letras,quando penso nos numeros me da um branco...tenho 38anos SUSPEITO DE QUE SOFRO DE DISLEXIA COMO FAZER UM TESTE PRA SABER.
obrigada...
ana claudia
2010-08-16
07:46
me chamo Ana Claudia,tenho 33anos e apresento quase todo os sitomas da dislexia tó precisando saber quais os metodos de diagnosticos,se tem um curso de limguagem especifico de pra dislexico
Magda
2011-08-27
23:38
Li esse artigo,achei interessante a sobrinha de meu esposo eu estava observando a troca de letras e não consegue memorizar, principalmente nas provinhas de ciência, geografia, história e textinhos, na hora de fazer esquece tudo, pois passei para a Professora da minha observação. Que realmente ela é desléxia.
Atenciosamente
Magda Nascimento
Talita
2013-02-14
00:38
Oii Gente tenho 15 anos , queria saber com eu faço pra saber se sou dislexia ? tenho quase todos os sintomas mais eu falei pra minha mãe é ela acha que não como eu faço?
ALCIONE
2013-09-27
03:18
ME CHAMO ALCIONE , MORO EM SÃO PAULO ,boa noite ,sou estudante de pedagogia do ultimo semestre gostaria de algumas noticias recentes 2011 a 2013 sobre a dislexia,para contribuir no meu artigo, MEU TEMA É COMO AUXILIAR A CRIANÇA DISLÉXICA NOS ANOS INICIAIS,desde ja agradeço a atenção de todos.abraços
DANIELLE LIMA COSTA
2013-10-11
02:47
GOSTEI MUITO DO SEU ARTIGO GOSTARIA DE OBTER MAIS INFORMAÇÕES SOBRE A DISLEXIA POIS ACHO QUE TENHO UMA IRMÃ COM DISLEXIA . NÃO SEI O QUE FAZER MIM AJUDE POR FAVOR.

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