Terça-feira, 9 de Fevereiro de 2010
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Seminário da UTAD reclama cidadania activa para o Alto Douro Património Mundial

Encontro encerra Campanha "Douro Limpo"

2008-02-26

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Desenvolver uma consciência ambiental individual, colectiva e junto das empresas, que contribua para a mudança de atitudes e comportamentos no Alto Douro Vinhateiro (ADV), património mundial. Este era um dos objectivos da Campanha "Douro Limpo" que termina na próxima quinta-feira, 28 de Fevereiro, pelas 9h30 com o Seminário "Cidadania Activa e Responsabilidade Social no Alto Douro Vinhateiro". O encontro que visa alertar para a necessidade de uma cidadania activa e atenta à dimensão ambiental, vai decorrer na Aula Magna da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), com divulgação dos trabalhos desenvolvidos durante a iniciativa de sensibilização e educação ambiental no ADV.

O programa do seminário inclui diferentes sessões de esclarecimento sobre sinergias entre inovação, responsabilidade social e desenvolvimento sustentável, alteração de políticas nas áreas da construção civil e gestão de resíduos e espaços de debate subordinados a temas como "Dissonâncias Ambientais do Douro" e o Desenvolvimento Sustentável do Alto Douro Vinhateiro Património Mundial.

O encontro, de participação gratuita mas sujeito a pré-inscrição online, destina-se aos decisores, empresários, técnicos da administração regional e local, professores, ONGs e público em geral da região e conta com a participação do Conselho Empresarial para o Desenvolvimento Sustentável, do Centro para o Desenvolvimento Empresarial Sustentável do Instituto Nacional de Engenharia, Tecnologia e Inovação, I.P., do departamento de engenharia e inovação empresa Cachapuz, da Comissão Nacional da UNESCO e de investigadores como Manuel Pinheiro e a socióloga Luísa Schmidt.

"O Alto Douro Vinhateiro não se pode dar ao luxo de desperdiçar recursos, criar impactes ambientais graves e irreversíveis; tem de abrir novas perspectivas para o futuro em que o ambiente seja o factor chave para o desenvolvimento", disse a organização em comunicado. De acordo com os responsáveis é prioridade assegurar a dimensão ambiental nos empreendimentos logo na fase de concepção, como oportunidade de melhoria e procura de eficiência nas dimensões económica, social e ambiental.

"A participação pública está hoje na ordem do dia, com exigência de uma intervenção mais directa e responsável de cidadãos mais instruídos e informados. A Convenção de Aarhus assinada por Portugal estabelece, como requisito, o garantir da participação efectiva dos cidadãos em assuntos ambientais, nomeadamente, assegurando o acesso à informação, à participação nos processos de decisão e à justiça ambiental", acrescentou a organização.



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