Terça-feira, 9 de Fevereiro de 2010
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Biohidrogénio em debate no Instituto de Biologia Molecular e Celular no Porto

Reunião científica internacional faz o ponto da situação na investigação do biocombustível do futuro

2008-02-27

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Produção biológica de hidrogénio é o objectivo
Produção biológica de hidrogénio é o objectivo
Representantes de equipas de investigação de 30 países, na área da produção de biohidrogénio, vão estar em Portugal no próximos dias para fazer o ponto da situação de trabalhos conduzidos há mais de um ano para encontrar mais organismos e sistemas "in vitro" capazes de produzir hidrogénio. A reunião científica "Task 21: BioHydrogen", da Agência Internacional de Energia (IEA), começa hoje no Instituto de Biologia Molecular e Celular (IBMC), no Porto. De acordo com a organização do evento, o objectivo é estabelecer colaborações entre os projectos de investigação internacionais e trocar conhecimentos científicos.

O biohidrogénio é um dos objectivos previstos no acordo internacional para a produção e utilização de hidrogénio da IEA. Esta reunião científica, disse a organização, abrange áreas integradas de conhecimento mas visa também fazer a avaliação tecnológica e do impacto económico e debater a eventual aplicação da tecnologia de biohidrogénio na sociedade, classificando-o como o biocombustível do futuro.

De acordo com Daniela Ferreira, doutoranda no projecto de investigação do IBMC integrado na rede da IEA, não é possível dizer com certezas absolutas quando é que o biohidrogénio vai poder ser utilizado como energia e combustível pelas populações. Em conversa com o Ciência Hoje, a investigadora sugeriu um prazo de cinco a dez anos e disse que ainda há muito a ser feito.

"Os países envolvidos estão a trabalhar com organismos diferentes. Nós estamos a trabalhar com cianobactérias, outros trabalham por exemplo com as chamas bactérias purpuras. O nosso objectivo é melhorar a produção biológica de hidrogénio", explicou Daniela Ferreira. "Há cada vez melhores bioreactores e os organismos que se encontram têm sido cada vez melhor. O ideal, que era levar isto para a indústria, ainda não aconteceu", acrescentou.

Segundo a investigadora, a aplicação tecnológica do biohidrogénio a longo prazo tem vantagens ao nível dos preços mas também do ambiente, uma vez que substitui a actual produção de hidrogénio que comporta elevados níveis de poluição. "O biohidrogénio é uma energia muito interessante, podia ser mais barato, porque os organismos saem muito baratos, e ao produzi-lo não estaríamos a poluir o ambiente", disse.

No encontro que decorre até sexta-feira, 29 de Fevereiro, destaca-se a presença de Jun Miyake, representante do projecto internacional Japan-NEDO, Alfonso Jaramilho, do projecto europeu BioModularH2 que a equipa do IBMC integra, e Arnaud Taton, do rede CyanoBIKE. As palestras destes dois últimos oradores vão ser abertas ao público e estão marcadas para amanhã, no Círculo Universitário do Porto.

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