Quinta-feira, 29 de Julho de 2010
Finalmente o Museu do Côa - O Museu do Côa vai ser inaugurado na próxima sexta feira, pela ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas, concluindo um projecto há muito aguardado

OVNIs «fazem» hoje 61 anos!

CH publica o primeiro de três artigos sobre o tema!

2008-06-24
Por Carlos F. Oliveira *

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Kenneth Arnold mostra o que diz ter visto
Kenneth Arnold mostra o que diz ter visto

De tempos a tempos, chegam às notícias televisivas novas estórias sobre Objectos Voadores Não Identificados. Assim, convém perceber um pouco da sua história. A história moderna dos OVNIs começou há 60 anos com três acontecimentos distintos. Todas as estórias seguintes seguiram o mesmo padrão e tiveram nestes acontecimentos o seu denominador comum, o seu ponto de origem. Digamos que os eventos que iremos descrever a seguir são os pais que deram origem à descendência de estórias que se ouve actualmente.

* Investigador, estudante de doutoramento e professor de astrobiologia na Universidade de Austin (Texas)



Kenneth Arnold

Kenneth Arnold (1915 – 1984) era um homem de negócios americano, que estava habituado a pilotar a sua avioneta sempre que precisava de se deslocar. A 24 de Junho de 1947 – dia de S. João no Porto –, Kenneth Arnold viu nove objectos estranhos sobre o Monte Rainier, EUA, iniciando assim a era moderna de avistamentos de OVNIs.

O que ele viu, como se pode reparar na imagem que ele mostra, foram objectos parecidos com uma asa gigante. No entanto, na entrevista que deu também afirmou que os objectos se moviam como se fossem discos a salpicar na água (do mesmo modo quando na praia atirámos uma pedrinha ao mar para ela saltar várias vezes sobre a água); notem que isto tem a ver com o movimento do objecto e não com a sua forma! O repórter que o entrevistou percebeu tudo mal e escreveu que o Kenneth tinha visto discos voadores.

Seguidamente, muitos outros jornais apanharam a história e repetiram que Kenneth viu discos voadores! O próprio Kenneth Arnold, levado pelo histerismo jornalístico, passou a afirmar também que tinha visto discos voadores. Só mais tarde se deu conta do erro e passou a dizer que também tinha visto uma asa voadora. Aliás, o próprio Kenneth Arnold disse no 1º Congresso de Ovnilogia em 1977 que o repórter se tinha enganado e que ele, Kenneth, nunca tinha visto objectos circulares!  E devido a um engano de jornalista, nasceram o termo e a imagem que popularmente hoje se utilizam em todo o lado – o famoso “disco voador”.

 Em termos de contexto histórico, este avistamento deu-se no pós-2ª guerra mundial e começo da Guerra Fria. O medo popular das bombas atómicas fazia com que a população visse a ameaça exterior como algo bastante provável. Aliás, a maioria da população americana há 60 anos atrás acreditava que estes OVNIs eram aviões secretos… soviéticos! Devido a isto, nesta altura houve uma subida incrível do número de avistamentos; “toda a gente” passou a ver discos voadores em tudo quanto era sítio. Discos voadores que, repito, foram somente um engano de jornalista.

Este engano, levando imediatamente a um aumento considerável de avistamentos de discos voadores, fez com que o Martin Kottmeyer perguntasse ironicamente: “Porquê que possíveis extraterrestres redesenhariam as suas naves de maneira a ficarem de acordo com o erro de um jornalista?”

Por outro lado, é por demais óbvio, olhando para a evolução biológica, cultural, e tecnológica existente no nosso planeta, que naves extraterrestres serão tão diferentes das nossas que a nossa imaginação será incapaz de as conceber. Consequentemente, a ideia de discos voadores demonstra somente duas coisas: uma tremenda falta de imaginação dos humanos em tentarem conceber tecnologias extraterrestres e uma forte influência de livros, filmes, e meios de Comunicação Social na imaginação popular.

Para terminar esta história, sabe-se actualmente que Kenneth sofreu de uma ilusão óptica, bastante frequente no Monte Rainier. Ou seja, na realidade, nem “asas voadoras” existiram. É preciso realçar que Arnold não mentiu; ele realmente pensou ter visto objectos estranhos. O problema é que a mente produz alguns truques e daí as ilusões ópticas. Isto faz-me lembrar os famosos canais marcianos dos astrónomos Schiaparelli e Lowell, que teriam sido construídos por Marcianos muito evoluídos, que até tinham um sistema de irrigação planetário – afinal, era tudo uma ilusão óptica que durou algumas décadas e que teve milhares (milhões?) de defensores por todo o mundo. Está visto que não aprendemos com a história.

Esta “não-história” do Kenneth levou na altura a bastante conversa. Tanta celeuma, que a própria Força Aérea decidiu oferecer uma recompensa a quem encontrasse provas de um OVNI. O objectivo era simples: a Força Aérea sabia que a União Soviética poderia estar a tentar espiar os EUA com equipamento secreto, e assim, escondendo-se sob o manto do OVNI, teria muitos mais olhos a tentar descobrir aviões secretos espiões.



Comentários

António Parreira, em 2009-09-08 às 09:32, disse:
Se uma civilização extraterrestre visita-se o nosso planeta, seria tão avançada que nós humanos nem dariamos pela sua presença. A sua tecnologia seria tão desenvolvida em relação à nossa, que estaria para além da nossa imaginação. Imaginar extraterrestres dentro de naves em forma de disco voador, é no minímo muita falta de imaginação. Para não falar em homenzinhos pequeninos e cinzentos, com os olhos grandes, que não passam no fundo de uma projecção daquilo que nós somos.

parreira_antonio@yahoo.com.br, em 2009-09-08 às 08:55, disse:
Os ovnis existem. A partir do momento em que não identificamos um objecto voador este passa a ser um ovni. Dizer que um ovni é uma nave extraterrestre sem provas do que se está a dizer, não faz sentido. Não existe nenhuma prova que tenhamos sidos visitados por extraterrestres. Uma coisa é acreditar que existe vida extraterrestre, todos os dias a ciencia descobre novos sistemas solares, que talvez contenham planetas que possam albergar vida, é tudo uma questão de probabilidades e bom senso. Dizer que somos visitados por extraterrestres com base em testemunhos duvidosos e fotografias dúbias não faz sentido.

Carlos F. Oliveira, em 2008-07-23 às 05:43, disse:
Deixe-me só adicionar isto:
Eu não sei se o problema é o meu português ou o que seja... mas lá vou ter que me repetir:

este texto é sobre o famoso avistamento de Kenneth Arnold. Não é sobre o que se passou com mísseis noutro sítio.
Como um caso não tem ligação ao outro (um tá explicado, o outro pelos vistos não), então o 2º caso não pode pôr em questão o primeiro.
Da mesma forma que ao se encontrar Pinguins na Antártida, isso não prova que o maluquinho que diz que existem pinguins em Bragança tem razão.
Da mesma forma que se se encontrar Vida em Marte, isso não prova que ela exista na Lua.

São casos diferentes. Não percebo como se continua a confundir estas coisas...


Carlos F. Oliveira, em 2008-07-23 às 04:30, disse:
Caro António Saias,

Obrigado por comprovar aquilo que eu disse.
Passo a explicar:

O Larry King faz imensas entrevistas duvidosas (desde astrólogos, passando por pessoas que falam com mortos, até alguns que já reencarnaram várias vezes). Quando confrontado por pessoas da ciência, a resposta dele foi e é que o programa NÃO é de ciência, mas sim de entertenimento. Ele afirmou-se como "talk-show host" e não como jornalista.
Eu falei-lhe do que a ciência sabe. O Larry apresenta-lhe um entertenimento. Está no seu direito de sobre matérias que diz que requer um cientista, prefere ver o programa do Herman José (o Larry King português), em vez de tentar perceber o que a ciência lhe diz.

Os entrevistados dizem que o tema requer investigação científica. Tem havido milhares delas. O problema é que esses resultados não aparecem no Larry King... porque "não vende".

O que se passou? Mísseis deixaram de funcionar, e viram-se umas luzes no céu. Nada de anormal, penso eu de que. Em testes, há muitas coisas que não funcionam; daí se fazerem os testes. Luzes no céu, há todos os dias.
Um dos entrevistados fala que uma das luzes disparou lasers... errrr.... podia-lhe dar várias explicações, mas vou deixá-lo pesquisar no Google.

Os entrevistados chamaram-lhes UFOs. Têm razão. Não conseguiram identificar as luzes (tal como o Aldrin quando viu Vénus), por isso é um OVNI (não-identificado).
Nenhum dos entrevistados falou em extraterrestres.
As pessoas não percebem, como os que fazem perguntas para lá, e os comentadores aqui... e saltam pra extraterrestres.

Quantas vezes vou ter que repetir que OVNI (UFO) não é igual a NE?
Até as letras das siglas são diferentes...
Só não percebe quem não quer...


Henrique Saias, em 2008-07-21 às 20:53, disse:
Nem por acaso. Parece-me que este programa põe sériamente em causa as teorias do autor.

edition.cnn.com/video/#/video/bestoftv/2008/07/20/lkl.ufo.long.cnn


Carlos F. Oliveira, em 2008-06-30 às 00:27, disse:
Caro António Saias,

Não é fé. Se lesse mais sobre a natureza da ciência (como sugeri no último comentário), poderia ver que as "certezas" na ciência confundem-se com "altamente provável". Dou-lhe um exemplo: quanticamente/cientificamente falando, não é impossível eu passar através de uma parede. Mas para todos os efeitos, em termos práticos, é impossível! Da mesma forma, não é impossível não ser ilusão óptica, mas na prática foi. Convido-o a ir até ao Monte Rainier, convido-o a ler mesmo (sem ser na Wikipedia) o que o Clark e o Story dizem (este último tem um livro fabuloso sobre o Daniken, que aconselho vivamente), e depois tire as suas próprias conclusões.

Dizer que se acredita ou não em OVNIs não faz sentido. É a mesma coisa que eu dizer que acredito em computadores. Computadores existem, ponto final. Da mesma forma, OVNIs (objectos que não conseguimos identificar) existem. Ponto final. E existem porque na maior parte dos casos não há testemunhas competentes (aliás, se ler textos sobre a subjectividade da observação, até se pode argumentar que nenhuma testemunha - seja ela quem fôr - é competente). Mesmo que haja testemunhas que conhecem o céu, essas próprias por vezes são "levadas" a não ser que tenham instrumentação em condições.
Há um sem-número de exemplos destes casos.
Confundir a sigla OVNI com a sigla NE é um disparate, uma falta de imaginação, e uma falta de bom-senso. Assumir que só por ser não-identificável então será um NE (Nave Extraterrestre) não passa de uma crença (o tal acreditar de que falou).
Os cientistas não "acreditam" que não seja NE. Os cientistas têm várias hipóteses, analisam-nas e vêem aquela que é muito mais provável de ter acontecido. Esta fórmula permite-lhe viver no mundo moderno, com todas as comodidades que isso acarreta, desde carros até computadores. O argumentar contra essa forma de ver o mundo é, como eu já disse no comentário anterior, redutor, incoerente, e hipócrita.

Não sei se percebeu que o texto era sobre Arnold e o começo da Era Moderna dos Avistamentos, assim definida por toda a gente que estuda o fenómeno. Como deve compreender, tendo isto em conta, eu não iria falar de outros casos... passados. Se o texto é sobre Arnold, então discute-se Arnold. O site que deu é fraquinho; eu próprio dou mais e melhores exemplos na aula que lecciono. Por último, imagino que perceba que essas interpretações são na era pós-Arnold e nao pré. Daí que é enganador dizer-se que se via OVNIs antes de Arnold. Ainda para mais sabendo nós que vários são facilmente explicados, mesmo sem recorrer a mitos da altura.

Uma das grandes ferramentas da ciência é o cepticismo. Se não, qualquer maluquinho que dissesse um disparate a todas as horas, a ciência teria que segui-lo. Para se aceitar ou refutar qualquer teoria, é preciso haver uma análise profunda; e durante esse tempo, utiliza-se o cepticismo. Esta forma céptica é aplicada às teorias dos pseudos (como o Daniken), dos OVNIs (como o Arnold), e às teorias científicas (como do Einstein que ficou na história, e de milhares de outros cientistas que viram as suas ideias cair por terra).
Dizer que os cientistas são violentados pelos seus pares é errado. As teorias e conclusões dos cientistas (e não os próprios cientistas) são postas à-prova. Não há violência.
Esta fórmula de sucesso permite-lhe saber que vive num planeta, saber o que é o Sol, ter uma TV, etc.
Confundir cepticismo com medo ou temor demonstra ignorância sobre a natureza da ciência. Daí que lhe sugeri ler textos sobre esse assunto.
A resistência à mudança também vem, como afirmou, de um sem-número de características inerentes à pessoa humana, como por exemplo, comodismo, poder, e gostos pessoais - não tem nada a ver com medo do desconhecido! Mas se a história da ciência nos ensina alguma coisa (e ensina muito!) é que a ciência acaba por triunfar, e essas características humanas tornam-se secundárias.
A ciência rejubila-se com a mudança! Sabe-se mais que anteriormente! E a ciência busca precisamente isso: o conhecimento!

abraço!


Henrique Saias, em 2008-06-28 às 18:42, disse:
Estimado Autor,

Ser crédulo, apresentado no texto como sinal de falta de esclarecimento cientifico, tanto pode ser uma "fraqueza" de quem acredita como de quem desacredita.
O autor faz fé na resolução definitiva do assunto: "Para terminar esta história, sabe-se actualmente que Kenneth sofreu de uma ilusão óptica, bastante frequente no Monte Rainier. "(sabe-se? ou, o autor acredita que se sabe?).
Só que, consultando a Wikipédia (en.wikipedia.org/wiki/Kenneth_Arnold) se pode ler "The U.S. Air Force formally listed the Arnold case as a mirage; this is one of many explanations that have been rebutted by critics, and researchers Jerome Clark[1] and Ronald Story[2] both argue that there has never been an entirely persuasive conventional explanation of the Arnold sighting.". Portanto, cada um acredita no que bem entende, e acreditar é tão legitimo para uns como para outros.
Da mesma maneira que se pode argumentar que não se acredita em OVNIs por falta de provas inquestionáveis, também se pode argumentar que se acredita porque as explicações sugeridas para muitos casos, não podem igualmente ser experimentadas demonstrando cabalmente que o que foi visto ou sentido resultou da causa sugerida.
Entretanto, esquece o Autor que a representação de "Discos que Voam" remonta provavelmente ao tempo das cavernas. Para uma curta amostra de arte pré "erro do jornalista que levou os extraterrestres a reformular o seu design para acomodar a visão Mass Media dos OVNIs no pós Segunda Guerra Mundial", sugiro que visite www.sprezzatura.it/Arte/Arte_UFO_eng.htm.

Já agora, acerca do seu comentário "A 1ª frase é um disparate. A ciência adora e vive do desconhecido! Sem o desconhecido não haveria ciência! Aconselho-o a ler mais textos científicos, e textos sobre a natureza da ciência."
Para já é rude dizer seja a quem fôr "aquilo que escreveu é um disparate".
Nomeadamente quando se defende algo muito questionável.
Ora veja, no universo cientifico o que não falta são pessoas que temem novas teorias e explicações. A ideia de que os cientistas são pessoas de espirito aberto a todas as novidades é falsa.
Na ciência não se assumem frontalmente os dogmas, como nas religiões. Seria a sua própria anulação.
No entanto, como em qualquer estrutura formal ou informal baseada no ser humano, o medo da mudança, nomeadamente o medo que, as explicações tidas com válidas toda uma vida sejam demonstradamente postas em causa é comum a Padres, Fisicos, Professores Primários, cidadãos ou Arquitectos.
Para o desconhecido, o ser humano arranja explicações, mesmo que fantasiosas. O que o Homem teme mesmo é que aquilo em que acredita esteja errado. E isto também vale para os cientistas.
Recomendo eu, modestamente, a leitura de algumas Biografias. Nenhum cientista que tenha posto em causa a ciência escapou à violência dos seus pares. Porque será?

Melhores cumprimentos.


Carlos F. Oliveira, em 2008-06-27 às 05:02, disse:
Esqueci-me de um “pormenor”.
Como já deve ter reparado, quando afirmou que eu não acredito em vida extraterrestre, assumiu um disparate que em lado nenhum no texto se pode presumir.
Mas, o que me levou a escrever mais estas palavras foi a palavra “redutor”.

Vamos exercitar um pouco a mente à boa maneira de Einstein.
Vamos assumir que existem dois lados antagónicos, em face do evento “trovoada”.
Um dos lados assume, baseado na crença, sem querer explicações racionais, que a trovoada é provocada por Deus, pelo deus Thor, ou até pelo extraterrestre Thor.
O outro lado diz que não sabe, mas que se deve estudar o fenómeno cientificamente, e encontrar explicações satisfatórias, racionais, e lógicas para esse fenómeno.
O primeiro lado é decididamente um lado de visão única, que só vê uma hipótese, fundamentalista. É um lado que em vez de explicar, coloca rótulos e fica satisfeito com isso. É decididamente um lado redutor.
O segundo lado analisa o fenómeno, testa várias hipóteses, e chega a uma conclusão que qualquer pessoa pode provar (se o quiser fazer, investigando). A partir deste momento, o fenómeno está explicado. Este é o lado científico.

O mesmo se passa com este caso do Arnold.
A trovoada, neste caso, são os OVNIs que ele viu.
Um dos lados coloca rótulos em vez de investigar o que realmente se passou. Esse lado baseia-se na crença que ele viu naves extraterrestres (NEs).
O outro lado decide investigar o fenómeno, com todas as hipóteses em cima da mesa, e depois de convenientemente analisar todas as hipóteses chega a uma conclusão que qualquer pessoa pode chegar se ler os documentos de Arnold e as experiências feitas no terreno. Este é o lado científico.
Decididamente o lado redutor é aquele que sem querer estudar nada, coloca o rótulo de NE a tudo o que mexa no céu. Este lado só consegue ver uma hipótese, não tentando sequer abrir a mente a outras hipóteses. É um lado com uma imaginação extremamente limitada. É igualmente um lado fundamentalista, já que em face de conclusões contrárias à sua crença (após um estudo do fenómeno), continua teimosamente a não querer mudar de opinião nem sequer demonstra vontade de querer investigar por si.

Parece-me também que esse lado redutor sofre de hipocrisia e incoerência.
É que as mesmas pessoas que se deixaram de crenças e passaram a assumir a explicação científica no caso das trovoadas (ou na medicina, por exemplo! As doenças já não são “seres diabólicos” dentro de nós!), no caso dos OVNIs continuam a negar o processo científico e as conclusões racionais. As pessoas que todos os dias utilizam e confiam em tecnologias só possíveis graças à ciência e às explicações científicas, são as mesmas pessoas que negam o mesmo tipo de processo científico no caso dos OVNIs.
A irracionalidade das pessoas é um assunto fascinante! ;-)

Quanto aos links dos comentários anteriores, aqui vão:
astropt.org/blog
astropt.org/blog/2008/06/17/planetas-extrasolares-2
cienciahoje.pt/index.php?oid=25347&op=all
astropt.org/blog/2008/06/02/larry-o-extraterrestre
astropt.org/blog/category/ovniologia
astropt.org/blog/2008/06/09/encontros-imediatos-5-6-7-8-9
astropt.org/blog/2008/04/19/sinal-misterioso
astropt.org/blog/2008/04/19/anomalias
astropt.org/blog/2008/06/02/abscicon
cienciahoje.pt/index.php?oid=26667&op=all


Carlos F. Oliveira, em 2008-06-26 às 11:39, disse:
Caro Ricardo Santos,

O comentário que deixei ao António Saias, aplica-se também a si. Convido-o a lê-lo.
A diferença para o António Saias, é que o Ricardo escreve um rol de disparates.

1 – Não nego a existência de OVNIs. Não percebo onde leu isso. Imaginou frases?

2 – Sei o que existe na NASA e na ESA e não vi essas fotos e imagens. Quem viu? O Professor Karamba? Tenho vários filmes, alguns até feitos por nós, que são totalmente falsos, e depois vão ter ao YouTube como verdadeiros. Aliás, há até alguns feitos por alunos da minha universidade (vá ao astroPT e veja o 2ç vídeo no post "Larry - o extraterrestre", de 2 de Junho deste ano). Sociologicamente é interessante analisar as reacções dos “crentes” como o Ricardo (pode ver muitos mais exemplos, até de vários discos voadores terrestres, na categoria ovniologia do astroPT). Vá lendo o Blog, e vá-se informando; em vez de simplesmente acreditar.

3 – Diz que eu disse asneira, mas não percebo onde. Eu falei do caso de Kenneth Arnold (será que leu o texto? Duvido...) que é um caso já muito estudado e com respostas concretas. Não falei do caso de Alfena por exemplo, que é um verdadeiro OVNI (não é um NE – Nave Espacial –, é um NI – Não-Identificado). Também não falei sobre o caso do General Lemos Ferreira, ou de outros casos OVNI. Misturar tudo e imaginar/assumir que por falar de um caso estou a explicar todos, é, no mínimo, uma extrema falta de atenção.

4 – Quando ao programa de domingo, tenho dissertado imenso sobre ele. Leia no astroPT o post "Encontros Imediatos 5, 6, 7 , 8, 9" de 9 de Junho deste ano. Como poderá ler, menciono o General Lemos Ferreira. Pertenci à CNIFO e todos os casos relatados no programa foram estudados por eles na CNIFO ou na anterior, CEAFI. De resto, o próprio mentor do programa já confirmou em privado que é um programa social e histórico. Porque os conheço, até sei que eles têm boas intenções, mas o programa perde, porque não tem espírito crítico, não há uma análise científica, não há pessoas no CTEC com pendor científico, e preferem vender o “mistério” onde ele não existe.

5 – “diversas áreas de investigação já comprovaram definitivamente a sua existência” ??? Quais? Veja se percebe: OVNI é uma sigla. OVNIs (objectos não identificados) vão existir sempre. E ainda bem! Haverá sempre coisas por descobrir, assim como haverá sempre coisas que em 10 segundos não conseguiremos identificar. A maioria dos OVNIs tornam-se OVIs (Identificados), como foi o caso do Kenneth Arnold. Os outros continuam OVNIs – não se tornam NEs.

6 – Se quer mistérios extraterrestres, leia no astroPT, por exemplo, os posts "sinal misterioso", "anomalias", "abscicon".

7 – Quando está doente, vai a um médico, certo? E vai, porque o médico é a pessoa que tem conhecimentos (científicos/médicos) suficientes para o ajudar. Não vai a um geólogo, nem a um encadernador. A OVNIologia, se quer ser respeitável, devia seguir a mesma lógica. Devia dar valor à ciência, e não às crenças.


Carlos F. Oliveira, em 2008-06-26 às 11:31, disse:
Caro António Saias,

1 - Começo por um erro no seu comentário: já existem mais de 300 planetas extrasolares (leia no astroPT "planetas-extrasolares" de 17 de Junho deste ano)

2 – A 1ª frase é um disparate. A ciência adora e vive do desconhecido! Sem o desconhecido não haveria ciência! Aconselho-o a ler mais textos científicos, e textos sobre a natureza da ciência.

3 - OVNIs podem ser um sem-número de coisas (o NI quer dizer Não-Identificado). Pode ser extraterrestre? Claro! E isso nunca esteve em causa! Mas é provável? Não! Se quer ter um mínimo de pensamento científico NÃO pode confundir os dois termos. OVNI não quer dizer Nave Extraterrestre (senão era NE).

4 - Uma coisa são OVNIs, outra coisa é Vida Extraterrestre. Eu acredito (crença!) em Vida Extraterrestre. Da mesma forma que acredito que existem lagostas no mundo! No entanto, seria uma estupidez e uma presunção assumir que só porque elas existem, então têm que vir dos oceanos ter aqui comigo ao meu escritório... porque eu sou tão importante/interessante. E no entanto, é isso que se quer que os ETs façam! E mais: quer-se que os extraterrestres tenham o mesmo tipo de tecnologia que nós - o que não tem lógica, visto que se eles viajam entre estrelas, então estão muito mais avançados que nós (milhares de anos?) e logo têm que ter uma tecnologia completamente diferente da nossa e não uns "aviões circulares" semelhantes às nossas tecnologias.

5 - Ao contrário dos cientistas (veja-se a diversidade de ciência e tecnologias actuais), os crentes em visitantes ETs têm uma falta de imaginação tremenda!! Basta ver o que a Academia das Ciências dos EUA comunicou à NASA no ano passado em termos de buscas de vida extraterrestre, para se perceber que a imaginação deles é, e bem, muito superior até à própria Ficção Científica (que por acaso, também adoro).

6 – Parece-me que não entende o que é o geocentrismo. A visão geocêntrica proclama a Terra como sendo especial, como tendo um lugar central no Universo – isto é exactamente aquilo que é defendido pelos crentes em visitantes ETs: nós somos tão especiais que os ETs nos andam constantemente a visitar; a Terra é um lugar interessantíssimo! O geocentrismo esconde-se debaixo de várias capas, sendo que uma delas é esta do mito dos OVNIs. O próprio Sagan - um enorme crente em civilizações extraterrestres avançadas - o afirmou.

7 – O artigo não é sobre Religião. A ciência tem uma forma de estar, um método, um processo, oposto ao da Religião. Apesar de elas se poderem complementar, o certo é que é preciso saber distingui-las. O António Saias tem todo o direito de acreditar em Deus, de acreditar no Monstro de Esparguete Voador que faça o papel de Deus, de acreditar no Pai Natal que faça o papel de Deus, e até de acreditar em ETs que andem por aqui a bisbilhotar nos céus e que também façam o papel de Deus, mas isso não é ciência.

8 - Por outro lado, como já escrevi no Ciencia Hoje a 3 de Março deste ano, penso que é irónico escrever-se um comentário a enaltecer a crença, em desfavor de um pensamento científico, através de um computador e para a internet. Foi a ciência que lhe permitiu viajar para o "novo mundo" e descobrir esses índios; foi a ciência que lhe permitiu saber que não existem sereias (a ciência permite-lhe saber o que existe e o que não existe!); foi a ciência que lhe deu carros e telescópios; é a ciência que nos permite saber o que existe (e o que não existe!) no Universo; é a ciência que lhe dá computadores e Internet. Nada disto é fruto do acaso, de ETs inteligentes, nem de crenças. Não se deixe enganar por poções “cura-tudo” que não existem – quando estiver doente, dirija-se a um médico, que trata as pessoas com base num processo e conhecimentos científicos.
De uma coisa pode estar certo: a haver ETs, quer-nos visitem quer não, é a CIÊNCIA que os vai descobrir!


Ricardo Santos, em 2008-06-25 às 09:39, disse:
Ok Carlos F. Oliveira. Tão ingénuo é aquele que atribui a esses avistamentos a origem extra-terrestre como aquele que nega a existência de OVNIS. Para que o meu amigo saiba a existência de OVNIS é real e não é só produto da imaginação das pessoas. Quando existem uma quantidade cada vez maior de fotos e imagens analisadas pela ESA ou pela NASA, que não conseguem identificar o objecto mas que comprovam também não ser fraude, podemos estar perante um OVNI. Portanto o meu amigo carece de informação e como tal diz asneira. Os OVNIS existem, têm sido objecto de diversas áreas de investigação, incluindo a tecnológica como a que referi, mas simplesmente desconhece-se a origem, portanto não deve falar sobre o que não sabe. Aconselho a ver às 19h00 de Domingo para se esclarecer melhor sobre o assunto. O facto de existir muita imaginação popular não implica a não existência de OVNIS que, como disse, têm sido comprovado por imagens não só nos EUA, mas um pouco por todo o mundo incluindo Portugal e isso não é ficção é realidade. Coincidencia ou não a história da designação de disco voador tal como a conhecemos foi importada dos EUA, e foi pós 2ª geurra mundial que começaram a aparecer cada vez mais relatos, mas isso não significa que estes fenómenos não existissem já antes, mesmo durante a 2ª guerra há relatos de avistamentos por parte de pilotos de ambos os lados. Posteriormente em muitos países incluindo Portugal pilotos experientes têm relatado observações destes fenómenos e não é imaginação deles, sabem distinguir fenómenos naturais assim como aeronaves de outro fenómeno qualquer. Um dos casos mais conhecidos é do general José Lemos Ferreira. Portanto, não diga asneiras sobre o que não sabe informe-se um pouco melhor, porque o facto de a ciência não ter comprovado a sua origem diversas áreas de investigação já comprovaram definitivamente a sua existência. Agora isso não significa que seja extra-terrestre, na minha opinião, e isso é apenas a minha opinião, a origem é humana.

antónio saias, em 2008-06-25 às 08:31, disse:
a Ciência tem um medo terrível do desconhecido. Mesmo a descoberta (científica) de já próximo dos 300 planetas exteriores ao nosso sistema solar impede os "geocentristas" de admitir a existência de vida para além da Terra, melhor, do seu país, da sua cidade, do seu bairro.

nós podemos viajar até Marte. Já hoje ninguém duvida dessa possbilidade muito próxima. Por que não poderiam marcianos, se existissem, viajar até nós?

não acreditar em vida - para além da que conhecemos entre nós - é tão redutor e anti-científico como negar a existência de índios antes dos Descobrimentos


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