Quinta-feira, 29 de Julho de 2010
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OVNIs «fazem» 61 anos (Parte 2)

A história de Roswell

2008-06-26
Por Carlos F. Oliveira *

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A história no jornal de Roswell (clique para ampliar)
A história no jornal de Roswell (clique para ampliar)

Dez dias após o avistamento de Kenneth Arnold, a 4 de Julho de 1947, William Brazel ia a andar pela sua quinta quando viu material estranho. Brazel sabia que a Força Aérea oferecia uma recompensa e por isso foi logo informá-los.

* Investigador, estudante de doutoramento e professor de astrobiologia na Universidade de Austin (Texas)



A 8 de Julho, a Força Aérea de Roswell cometeu a infantilidade de anunciar ao mundo que tinha recuperado um “disco voador”, que se tinha espetado precisamente em Roswell (porque será que os OVNIs gostam tanto dos EUA e tão pouco de Portugal?). Horas depois, o comandante da unidade sediada em Roswell veio dar o dito por não dito e dizer que afinal tudo não passava de um balão meteorológico.

Vamos analisar o porquê disto ter acontecido, de um ponto de vista lógico: nos anos 40 e 50, o secretismo militar era lei. Mesmo os que trabalhavam na bomba atómica, não sabiam bem para o que trabalhavam; a especialização era enorme e era praticamente impossível saber qual era o produto final para o qual o trabalhador dava o seu minúsculo contributo.

É perfeitamente natural que uma divisão “no fim do mundo” não tivesse conhecimento de projectos ultra-secretos. Daí que a surpresa ao verem material desconhecido seja natural e até os levassem a pensar que era uma coisa literalmente “de outro mundo”. Na altura, este evento criou alguma celeuma, mas não muita.

No entanto, 30 anos depois, Stanton Friedman reavivou o caso com um livro em que entrevistou por exemplo o Major Jesse Marcel, que pertencia ao batalhão da Força Aérea sediado em Roswell na altura do acontecimento, e a partir daqui não faltam opiniões e mais opiniões baseadas em puras crenças e não no que realmente aconteceu.

As pessoas querem acreditar, independentemente de ser verdade ou não. Roswell aconteceu no final dos anos 40, mas só passou a ser um “caso” nos anos 80. Só isto já deveria levar a algum cepticismo. Em 1980, Charles Berlitz - o professor de línguas que escreveu livros pseudo, sem qualquer ponta de lógica e com mentiras fáceis de detectar, sobre o Triângulo das Bermudas, e sobre a Atlântida - decidiu escrever um livro sobre Roswell onde diz que foram recuperados corpos extraterrestres.

E pronto! 33 anos depois dos factos, alguém se lembra de dizer que havia extraterrestres na zona e o livro passa a ser não só best-seller, como passa a haver uma romaria a Roswell. O mito nasceu! Ou seja, frisando o mesmo ponto, por outras palavras: o incidente de Roswell começou 30 anos depois de ter realmente acontecido (!!), e pela mão de um escritor com várias provas dadas na fabricação de histórias!

Em 1995, até apareceu um filme, supostamente filmado em Roswell, que mostra a autópsia de um extraterrestre. Esse filme do Santilli, sabe-se agora (aliás, sempre se soube, excepto as inúmeras TVs que lhe deram cobertura) que é totalmente falso. Até hoje, ainda não se tem a certeza absoluta do que aconteceu em Roswell.

No entanto, parece-me que a hipótese mais provável está relacionada com o ultra-secreto e americano Projecto Mogul  que consistia numa série de balões de alta altitude que pretendiam ouvir secretamente as experiências de detonação de bombas atómicas feitas pelos Soviéticos. Curiosamente, o Projecto Mogul detectou a detonação da primeira bomba atómica soviética em 1949!

Interessante é o facto de que um dos balões de alta altitude do Projecto Mogul foi dado como perdido (foi perdido o contacto) poucos dias antes na área onde o “OVNI” foi encontrado… Somando 2 + 2, o mais provável é que o “OVNI de Roswell” era do projecto Mogul.

Tendo isto em conta, faz todo o sentido que oficialmente, as altas instâncias americanas continuassem com os seus depoimentos confusos a perpetuar o mito extraterrestre. Ponham-se na pele do “chefe”. Vocês não podem dizer a verdade, já que isso seria dar a conhecer um projecto secreto; não podem dar a conhecer um projecto secreto, mas a população viu evidências dele – então qual será a melhor estratégia? A melhor estratégia será obviamente levá-los a pensar que é outra coisa.

Como a população quer à viva força acreditar (e sublinho o facto de não passar duma crença!) em extraterrestres avançados interessados na Terra, então o melhor é levá-los por esse caminho. Indo por esse caminho, é mais fácil encobrir os projectos secretos. Deixando no ar a ideia de objecto extraterrestre, a população segue essa via e não faz mais perguntas que poderiam realmente pôr em risco o projecto secreto. E desta forma, não só a população, mas também os Soviéticos não ficam a saber dos segredos americanos…

Ou seja, o que existe sim é uma lógica racional, sendo que a única conspiração existente é aquela criada pelos “crentes” que nem notam que estão a ser “usados”, fruto do seu fundamentalismo pseudo-religioso.
Por último, actualmente Roswell vive do turismo “extraterrestre”. Tal como outras terras que foram “visitadas por extraterrestres”, se não fosse esse turismo, todas estas aldeias desapareciam do mapa.

No entanto, devido a toda esta paranóia, não só têm milhares de turistas por ano, como até têm uma população razoável, e até alguns museus e outras instituições de alguma qualidade! Decididamente, a história teve os seus benefícios!



Comentários

António Parreira, em 2009-09-08 às 09:22, disse:
O caso Varginha não existe, nem nunca existiu. O caso Varginha foi inventado pelos ovnilogistas brasileiros. Tudo não passa de uma farsa inventada por três crianças. Não existe nenhuma conspiração das autoridades militares brasileiras, pura e simplesmente porque nunca se passou nada. Todas as estórias atribuidas a supostos militares são falsas, todas as descrições carecem de fundamento. Quem tiver dúvidas sobre este caso, pesquise na net as dezenas de sites que falam deste assunto e tire as suas proprias conclusões.

Carlos F. Oliveira, em 2008-07-23 às 18:40, disse:
Caro Ricardo Santos,

OVNIs (não identificados) existem. Vou-me repetir: Alfena foi um. Não há explicação para o objecto. É um OVNI.
Discos Voadores foi um termo criado devido a um comunicação deficiente de um jornalista e que depois Hollywood se encarregou de difundir a imagem pelas massas. Não existe.
Extraterrestres existem (crença minha).
Extraterrestres que nos visitam (OVNIs que miraculosamente se transformam em NEs) está ao mesmo nível que Deus que olha por nós lá de cima. É uma crença de quem se acha o centro do Universo e quer que seres muito mais desenvolvidos que eles, os achem muito especiais. É uma crença. Não tenho nada contra as crenças. Mas não são "factos científicos".
Isto é o Ciencia Hoje, por isso limito-me ao que a Ciência pode afirmar.

Leia novamente o que eu escrevi sobre OVNIs num comentário anterior:
"Dizer que se acredita ou não em OVNIs não faz sentido. É a mesma coisa que eu dizer que acredito em computadores. Computadores existem, ponto final. Da mesma forma, OVNIs (objectos que não conseguimos identificar) existem. Ponto final. E existem porque na maior parte dos casos não há testemunhas competentes (...).
Os cientistas não "acreditam" que não seja NE. Os cientistas têm várias hipóteses, analisam-nas e vêem aquela que é muito mais provável de ter acontecido. Esta fórmula permite-lhe viver no mundo moderno, com todas as comodidades que isso acarreta, desde carros até computadores. O argumentar contra essa forma de ver o mundo é, como eu já disse no comentário anterior, redutor, incoerente, e hipócrita."

O Ricado disse: "A ciência pode não provar totalmente a sua existência mas também nunca provou o contrário." No entanto, todos os casos que a ciência estudou... provou totalmente o contrário. Com excepção de muito poucos. Alguns até podem ser mentiras ke nao se conseguem provar. Outras podem ser fenomenos fisicos actualmente desconhecidos, etc. Hipoteses nao faltam.

Vou também me repetir: "Da mesma forma que ao se encontrar Pinguins na Antártida, isso não prova que o maluquinho que diz que existem pinguins em Bragança tem razão. Da mesma forma que se se encontrar Vida em Marte, isso não prova que ela exista na Lua."
Da mesma forma, um caso de OVNIs não prova nada sobre o seguinte. Ou seja, veja se finalmente percebe: o texto é sobre Arnold (aqui é sobre Roswell), e não sobre Alfena ou sobre o General Lemos Ferreira. Sobre esses casos, pode ler aqui sobre o caso do General: astropt.org/blog/2008/06/09/encontros-imediatos-5-6-7-8-9/
e aqui sobre Alfena: astropt.org/blog/2008/04/15/ovnis-no-canal-2/
E também aqui sobre mais casos:
astropt.org/blog/2008/07/18/encontros-imediatos-10-11-12-13/
Tem razão quando fala nos cientistas do programa. Pode ler isso nós links mencionados anteriormente.

Da mesma forma que milhares de pessoas viam fadas há 100 anos atrás, os OVNIs são o mito moderno. Não prova que uns e outros existam. O facto de haver milhares de pessoas a ver é explicado pela sociologia e psicologia; não é preciso a hipótese ETs (para livremente parafrasear Laplace quando falou de Deus).


Ricardo Santos, em 2008-07-23 às 07:50, disse:
Caro Carlos F. Oliveira, envio-lhe novamente o comentário que semanas antes lhe havia enviado na espereança que desta vez o publique. Penso que essa mente está um pouco confusa talvez seja da sobrecarga de trabalho no doutoramento. Devo-lhe dizer que não tenho formação nenhuma na área das ciências físicas para discutir seja aquilo que for sobre estes fenómenos. No entanto, o fenómeno não se resume só a isso. Há relatos. Montes de relatos relatos esses feitos por pessoas e aí as ciências físicas pouco podem fazer. Parece que diz que não nega a existência de OVNIS. Não entendi bem se assim é, devo-lhe dizer que se assim é não é essa a ideia que dá «(…) Consequentemente, a ideia de discos voadores demonstra somente duas coisas: uma tremenda falta de imaginação dos humanos em tentarem conceber tecnologias extraterrestres e uma forte influência de livros, filmes, e meios de Comunicação Social na imaginação popular. (…) Está visto que não aprendemos com a história.» Isto são as suas próprias palavras. Assim isso não se resume às 2 histórias que aqui conta. Diz saber o que existe na NASA e na ESA e não viu essas fotos e imagens? Não sei. Sei que no tal programa da RTP 2 que falei, o OVNI de Alfena se não me falha a memória foi pelo menos analisado pela ESA que confirmou a veracidade das imagens e não conseguiu catalogar o objecto nos objectos conhecidos. Isto, como disse, se não me falha a memória foi o que foi relatado no programa sobre o caso. Li de facto muito bem o texto que escreveu do princípio ao fim sobre o Kenneth Arnold, mas não vai desejar que eu acredite que pelo facto de existirem montes de relatos falsos sobre este fenómeno se circunscrevam só a falsidades. É um bocadinho de mais não acha? É preciso fazer um esforço para evitar não cair numa questão de fé como o faz o Carlos F. Oliveira. Mas se você não acredita em OVNIS como é que pode acreditar no caso do general Lemos Ferreira? Vai dizer que ele está louco? E os outros, também estavam? Andaram 50 anos loucos? Ou foi visão de óptica? Perseguiram o objecto durante centenas de quilómetros viraram a rota continuando com uma visão de óptica? O que sugere? Que vão ao oculista? E o que dizer de outros pilotos da força aérea? E do comandante da TAP nos anos 80? Também estava louco? Visão de óptica? E no estrangeiro quantos pilotos de forças aéreas e da aviação comercial andam à décadas a ter visões? Ou também estão todos loucos? Todos os que acreditam em OVNIS ou viram estão loucos? Lembre-se que algumas destas testemunhas têm conhecimentos físicos e de astronomia, não é fácil serem enganados e estão bem familiarizados com aeronaves. Diz que pertenceu à CNIFO, desconheço o que é. Diz que não há pessoas no CTEC com pendor científico, e preferem vender o “mistério” onde ele não existe. Ainda no último episódio que relatava um caso ocorrido em 1975 entre Peniche e Alcobaça, se não me enganei no que vi, lá estava um engenheiro físico do Instituto Superior Técnico a falar. No próprio blog que apresenta no caso de Évora lá está um analista informático. Ok estão todos com perturbações já estou a ver. Se são pessoas não qualificadas que andam a vender gato por peixe então é melhor o Carlos F. Oliveira realizar a denúncia. Depois o próprio general Lemos Ferreira falou no programa em pessoa, vai dizer que foi hipnotizado e forçado a falar? OVNI é uma sigla científica que significa exactamente Objecto Voador Não Identificado e não Objecto Não Identificado como diz. Vários investigadores entre os quais a ESA e outros laboratórios de investigação alguns militares têm comprovado a veracidade de fotos e imagens. Isto é o que se diz. Não sei, não estive lá para ver. Mas continuo a insistir tão ingénuo é o que acredita em extraterrestre como aquele que não acredita em OVNIS. Eu antes não conhecia o Carlos F. Oliveira. Se me dissessem que ele existia eu podia acreditar ou não ter opinião, mas não podia negá-lo porque não tinha a prova. Penso que neste caso acontece o mesmo. Se me disser que este é um debate controverso cientificamente, eu aceito, mas se me disser que nada existe eu não aceito. A Ovniologia não é uma ciência de facto, mas se imagens e algumas pessoas são credíveis a existência de OVNIS não pode ser negada. Acusa-me de crença e diz para ver o discos voadores terrestres. De certeza que não leu tudo o que eu disse. Porque se tivesse lido devia ver que eu tive o cuidado de separar os OVNIS dos ETs, porque uma coisa é a existência de OVNIS outra é que eles sejam extraterrestre coisa que eu nunca disse e já exprimi a minha opinião acerca disso, uma coisa não implica a outra, volte a ler o meu comentário não leia só aquilo que lhe interessa. Como vê o domínio da crença sobre este fenómeno pertence ao Carlos F. Oliveira e não a mim. Os OVNIS podem ter origem terrestre, mas isso não implica que não existam. A ciência pode não provar totalmente a sua existência mas também nunca provou o contrário. O facto de eu não o conhecer não implica que antes disso você não existisse. E devo-lhe dizer que independentemente de ser verdade ou não, engenheiros físicos têm analisado nos EUA estes fenómenos não encontrando explicação física para imagens e testemunhas, levando alguns a avançar a hipótese de tecnologia não humana, alguns já constituem organizações que estudam o fenómeno ainda que de uma maneira não académica mas utilizando os conhecimentos da sua área de formação científica. Isto foi o que foi divulgado no canal História em vários programas o ano passado sobre o assunto. Se é fraude desconheço, mas não pode acusar de crença. As coisas têm que ser esclarecidas e este fenómeno está longe de o ser.

Carlos F. Oliveira, em 2008-07-23 às 04:56, disse:
Caro Ricardo Santos,

Fez um comentário no dia 25 do mês passado, no texto sobre Arnold, o qual recebeu duas respostas minhas.
Depois disso, existe este seu comentário anterior.
Suponho que o comentário seu a que se refere tenha sido levado por um OVNI...

Por outro lado, espero que já tenha percebido que os textos são sobre Arnold e Roswell.
No seu primeiro comentário deu a entender que enquanto o texto era sobre uma coisa, o Ricardo comentou sobre outras...

Por último, deixe-me ser sincero: não vou discutir crenças consigo. Eu estudo e analiso as coisas cientificamente (isto é o Ciencia Hoje). Se prefer acreditar (sublinho a crença) no "diz que disse", está no seu direito. Não tenho nada contra as crenças de cada um. Só me parece que este não é o local indicado para as discutir.


Ricardo Santos, em 2008-07-21 às 14:21, disse:
Então Carlos F Oliveira, há uns tempos respondi ao seu comentário ou melhor rejetei completamente as críticas que fez ao meu comentário e respondi porquê. Não recebeu, ou está com medo das verdades que eu disse?

Carlos F. Oliveira, em 2008-07-10 às 06:06, disse:
Caro Carlos da Terra,
Começou por Varginha, passou por canaviais, e já vai em democracias. Convido-o, novamente, a comentar o texto em causa que tem por tema: Roswell.
Em vez de adjectivos vazios, convido-o a apresentar argumentos racionais (baseados na razão, e não em crenças) que possam colocar em questão informações eventualmente erróneas contidas no texto.


Carlos da Terra, em 2008-07-06 às 05:45, disse:
Sr. Carlos F. Oliveira...

Tenho me dirigido ao Sr., sempre com o respeito que todos merecem e vou continuar a fazê-lo, a despeito de sua grosseria.
Já que o Sr. mistura batatas com morangos, vou lhe facilitar o raciocínio com a seguinte figura.
Se o Sr. diz que limonada faz mal à saude, inclue todos os elementos e se achar que água não faz mal, então tem que dizer.
Seu texto sobre o caso Roswel é tendencioso, precário e inútil e seus comentários além de grosseiros, procuram colocar um "cala a boca" em seu interlocutor; atitute muito característica de pessoas pouco democráticas.
Digo-lhe apenas que meu diálogo é no campo das idéias e pode ter certeza... entendo sim o português


Carlos F. Oliveira, em 2008-07-05 às 18:19, disse:
Caro Carlos da Terra,
Não é qualquer insulto. Se eu falo de batatas e o sr. continua a falar de morangos; é normal que eu lhe chame à atenção. Senão é uma conversa de surdos. Se tem alguma crítica a fazer, faça-a ao texto que está explícito e não a coisas imaginadas por si.
O caso é sobre Roswell. Onde é que generalizei? Diz que a generalização é evidente (não subtil). Gostava de saber onde.
Sobre "magia" só falei no comentário. Em lado nenhum no texto aparece essa palavra. E só o referi após o seu comentário que não se referia ao texto.
Não desautorizo quaisquer testemunhos. Só lhe digo que devem ser estudados, em vez de "acreditados".
Não desmoralizo ninguém pelas suas crenças. Onde leu isso? Já o disse várias vezes que cada qual tem o direito de acreditar no que quiser, seja em homenzinhos verdes, seja no Pai Natal, seja em Deus, seja em ETs que fazem o papel de Deus, etc.
"Marcas evidentes e enormes no chão" também existem nas estradas nacionais...
Já que é notório que tem dificuldade em compreender português, deixe-me ser explícito: eu não falei de outros casos, falei de Roswell. Se falasse de outros casos, por exemplo, Alfena, teria que concluir que foi um OVNI (algo não explicável. Não quer dizer que seja ET, mas não se sabe o que é). Mas o texto é sobre Roswell.
E sobre Roswell a conclusão é esta, como digo no texto:
"Até hoje, ainda NÃO se tem a certeza absoluta do que aconteceu em Roswell.
No entanto, parece-me que a hipótese MAIS PROVÁVEL está relacionada com o ultra-secreto e americano Projecto Mogul..."
Tudo o resto sobre Roswell, que não esteja ligada à investigação científica que decorreu, são crenças...
Se quiser falar sobre Roswell, de forma lógica e científica, podemos dialogar. Se quer imaginar interpretações e ver ETs em todo o lado, provavelmente haverá um sítio melhor para falar sobre isso...
abraço!
astropt.org/blog


Carlos da Terra, em 2008-07-04 às 14:41, disse:
Ah!
Apenas mais um detalhe:
A paranóia que levou os países a lucros também não se justifica porque há vários lugares onde apareceram marcas evidentes e enormes no chão, em que não se achou nenhum estabelecimento por perto e que ninguém, absolutamente nenhum município teve qualquer lucro com isso.
O aparecimento em Casimiro de Abreu é estupidamente esclarecedor por si só.
Peço ao autor do texto, respeitosamente, que reproduza o caso de Casimiro de Abreu, para nós, ingênuos viventes.
Carlos da Terra


Carlos da Terra, em 2008-07-04 às 14:21, disse:
Prezado e ilustre autor:
Obrigado por sua resposta, de vez que, ao debatermos poderemos ver e expandir alguma luz.
Mas é evidente que o Sr. usou de insultos ao dizer que não compreendi o texto e que não estava dizendo coisa com coisa, quando na verdade eu estava sim.
Veja, nobre escritor, que o seu texto procura inequivocamente desmoralizar as pessoas que por ventura estudam ou acreditam em óvnis.
Sim! Isso é muito evidente!
O Sr. generalizou o caso Roswell para todos os outros! Ou não??
A sua generalização nem ao menos é sutil...
Descaradamente o Sr. desautoriza todos os outros testemunhos, filmes e matérias de Tv ao chamar de "magia".
Logicamente sua opinião é respeitável. Errada ou certa é a opinião de um pensador e por isso eu me interessei por ela e procurei absorvê-la, mas tenho que dizer-lhe:
Se meu texto o revoltou, o seu não me convenceu do intento subliminar.
Balões no caso Roswel é o mesmo que confetes em cerimônia fúnebre

Carlos da Terra


Carlos F. Oliveira, em 2008-06-28 às 00:08, disse:
Caro Paulo C.,

Vejo que é mais um a não querer falar de Roswell...

Onde não existe essa coerência prática? Por acaso insultei alguém?

Pedir para lerem o texto e falarem dele, é insultar?
Referir estudos de literacia, baseados em parâmetros que se podem aplicar nestes comentários, é insultar?
Referir que a pessoa desconhece os factos e não está a pensar bem, é insultar?
Pedir para mostrarem um pouco de raciocício crítico / racionalidade, antes de fazerem os comentários, é insultar?
Dizer que as pessoas deviam aprender a compreender o que dizem os textos (em vez de assumirem coisas que ele não diz, ou criticarem o artigo com base em casos que não têm nada a ver), é insultar?

Segundo o Paulo C., para não insultar ou sequer ferir susceptibilidades, eu deveria dizer que os comentários são espantosos e têm tudo a ver com o texto?

Já que gosta de quotes antigas, deixo-lhe estas:

Confucius: Ignorance is the night of the mind, a night without moon or star.

Socrates: There is only one good, knowledge, and one evil, ignorance.

E, já agora, uma mais moderna e que se aplica perfeitamente aos casos de que falei de Roswell e de Arnold:

Aldous Huxley: Most ignorance is vincible ignorance. We don't know because we don't want to know.


Paulo C., em 2008-06-27 às 11:46, disse:
Penso que o Sr. Oliveira não apresentou coerência prática relativamente ao seu primeiro pressuposto. Vejamos e passo a citar o Sr. Oliveira:
“Carlos F. Oliveira, em 2008-06-27 às 00:06, disse:
Começo com um "disclaimer": eu não pretendo insultar ninguém com o que vou dizer a seguir.” – fim de citação.

O Sr. Oliveira não conseguiu o objectivo proposto, como prova do rigor científico do que afirmo, volto a citar:

“Entristece-me o facto de ver em vários comentários (neste, nos do 1º artigo sobre Arnold, e em muitos sobre a Profecia Maia) uma óbvia falha em termos de compreensão de textos - algo que deveria ter sido aprendido na escola primária.”

“Tente ter um mínimo de racionalidade se quer ter um diálogo.”

“..é uma simples demonstração de falta de conhecimento, de falta de inteligência, e de falta de bom senso.”

“Se dúvidas existisse sobre o fraco nível de literacia existente no mundo, penso que a maioria dos comentários a que me referi anteriormente exemplifica de sobremaneira essa realidade.”

“Peço-vos que leiam o texto, e tentem perceber o assunto do texto, antes de fazerem um comentário.”

Agora digo eu, que ( também) nada percebo de ciência.. Tem um provérbio Zen que explica muito bem esse devir humano: “Se você compreende, as coisas são exactamente como são; se não compreende, as coisas são exactamente como são”.

E se reflectisse um pouco sobre isso Sr. Oliveira? Talvez a ciência tenha agora (para si) um outro sentido..

Boa sorte (para todos, mesmo todos..)


João Guilherme, em 2008-06-27 às 09:50, disse:
Faz parte da história da humanidade "inventar mentiras" por conveniência (política, social, religiosa, etc.).
Acho que não é por coincidência que a maior parte dos relatos venha dos Estados Unidos da América (país da mentira por excelência).
Em toda a informaçâo mundial disponível sobre vida na terra e fora (outros planetas) não há, até agora, nenhum dado comprovativo da existência de vida extra terrestre, apenas suposições.

Continuo à espera de provas.


Carlos F. Oliveira, em 2008-06-27 às 00:06, disse:
Começo com um "disclaimer": eu não pretendo insultar ninguém com o que vou dizer a seguir.

Entristece-me o facto de ver em vários comentários (neste, nos do 1º artigo sobre Arnold, e em muitos sobre a Profecia Maia) uma óbvia falha em termos de compreensão de textos - algo que deveria ter sido aprendido na escola primária.

O sr. A diz: "Está um lindo dia". E o sr. B responde: "Você está enganado. Hoje fui comprar postais!".
O sr. A diz: "Esta batata está podre". E o sr. B responde: "Você está enganado. As cebolas estão óptimas".
O sr. A diz: "O meu carro é azul". E o sr. B responde: "Você está enganado. O avião é verde".

O que pensam do sr. B? Ou é surdo ou então não compreende o que se diz, certo?

Isto é o que se tem passado com este tipo de comentários. Não só este em baixo, mas também os do sobre Arnold, assim como muitos existentes no artigo sobre a Profecia Maia (Fim do Mundo a 21 de Dezembro de 2012).

O sr. A diz: "O avistamento de Arnold está explicado". E o sr. B responde: "A ESA tem imagens de OVNIs".
O sr. A diz: "Roswell está explicado". E o sr. B responde: "Não se sabe o que se passou em Varginha".

Caro "Carlos da Terra",
Não houve esforço nenhum. Eu explico-lhe que as televisões não funcionam por magia, mas se quer continuar a pensar que é tudo magia (ou forças extraterrestres) está no seu direito. Pode estudar a ciência e compreender a gravidade, ou pode continuar a imaginar/crer que a ciência está errada e que por isso se se atirar de um prédio de 100 andares vai conseguir voar (sem ajudas extras). Está no seu direito.
Leu o texto? Percebeu que era sobre Rowell e não sobre Varginha? Como é que o caso de Varginha põe em causa a explicação de Roswell? (Ou, nos exemplos anteriores, o facto do avião ser verde, põe em causa o facto do carro ser azul?) Tente ter um mínimo de racionalidade se quer ter um diálogo.
Eu tenho um espólio enorme de fotos e filmes "verdadeiros", quer de OVNIs, quer de fadas, etc. O ter fotos e filmes "verdadeiros" não leva a que o objecto na imagem seja mesmo "aquilo que se imagina por mera crença". O pensar que sim, é mais uma falácia lógica.
Não sei o que são "monumentais marcas deixadas no chão, em canaviais". Estará a falar de "Crop Circles"? Se é isso, então discordo; não é uma crença, é uma simples demonstração de falta de conhecimento, de falta de inteligência, e de falta de bom senso. Eu conheço pessoalmente vários investigadores que já há vários anos deixaram de ser crentes (começaram por acreditar que aquilo era feito por ETs), e perceberam que aquilo era bem terrestre. Sei da existência de MUITOS mais (ponha MUITOS nisso). E isto porquê? Porque já há vários anos que os Crop Circles estão perfeitamente explicados! Daí que é um perfeito disparate ainda os "defender". Até já há concursos de Crop Circles para os terrestres!! Aconselho-o a inscrever-se.
Mas, acabando como comecei, o que têm os canaviais a ver com Roswell?? O texto é sobre canaviais? Em Roswell havia canaviais? Eu disse que os canaviais em Roswell foram postos por humanos?
Novamente, eu falo de "batatas", e o comentador responde com "cebolas"...


Se dúvidas existisse sobre o fraco nível de literacia existente no mundo, penso que a maioria dos comentários a que me referi anteriormente exemplifica de sobremaneira essa realidade.
Enquanto parte do mundo anda a criar micro-ondas, a inventar a internet, e a desenvolver aviões; a outra parte - mesmo usufruindo de tudo isso! - continua a acreditar no Pai Natal, utilizando para isso argumentos que desafiam qualquer lógica racional e o normal bom-senso.
É triste, mas é a realidade.
É como Roswell: é triste que não fosse um ET a cair lá, mas é a realidade.

Peço-vos que leiam o texto, e tentem perceber o assunto do texto, antes de fazerem um comentário.
E o comentário deverá ser sobre o texto, o tema do artigo, e não sobre outro assunto qualquer (como a vida das pulgas no deserto do Sahara, num texto sobre Roswell).
Se não, isto torna-se um diálogo de surdos, uma batalha de “crenças”; e como eu não sou padre, nem isto é o Religião Hoje, não me parece que esse seja o caminho a tomar.

Bem Hajam!
astropt.org/blog


Carlos da Terra, em 2008-06-26 às 21:43, disse:
A explanação, apesar de todo o esforço do autor, não convence.
Na verdade esse não foi o único caso de aparição de ovnis; há centenas deles.
No Brasil o caso Varginha é um desses muitos casos inexplicados e que tem o silêncio dos governos de todos os países.
E possível encontrarmos hoje, filmes e fotos de boa qualidade que passam pelos mais rigorosos testes e que são consideradas verdadeiras.
Há um sem´número de eventos que só podem ser explicados à luz da crença a que o ilustre autor se refere; por exemplo as monumentais marcas deixadas no chão, em canaviais.


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