Quinta-feira, 2 de Setembro de 2010
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Luís Rocha preside a conferência sobre duas décadas de Vida Artificial

António Coutinho será um dos oradores

2006-03-15

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Luís Rocha
Luís Rocha
No início de Junho, na Universidade do Indiana, em Bloomington, vai ter lugar a conferência «Alife X: The Tenth International Conference on the Synthesis and Simulation of Living Systems», cujos «proceedings» vão ser publicados pela MIT Press. Esta conferência, organizada por um comité internacional chefiado por Luís Rocha, um professor português da Universidade do Indiana também afiliado ao Instituto Gulbenkian de Ciência, marca duas décadas de investigação numa área interdisciplinar que abrange a informática, física, química, biologia, inteligência artificial e filosofia de ciência – um período marcado por largos avanços tanto nas ciências da vida como nas tecnologias de Informação. 

«Quando Chris Langton lançou este campo em 1987 com uma conferência do mesmo nome no Los Alamos National Laboratory, o que se propôs foi uma metodologia alternativa para estudar a Vida. Uma vez que a Biologia se centra na química orgânica da vida como ela existe na Terra, analisando-a com uma metodologia analítica, a Vida Artificial foi proposta para se estudar princípios fundamentais da Vida a partir da síntese de processos semelhantes à vida em computadores e noutros meios artificiais. Em particular, o objectivo principal é estudar princípios de organização como a selecção natural, auto-organização, aprendizagem e comportamento colectivo – os quais têm papeis preponderantes na evolução, desenvolvimento, defesa imunitária, inteligência e organização social», explica Luís Rocha.

Duas décadas após o lançamento deste campo, é agora muito comum encontrarem-se métodos e ferramentas da Vida Artificial em campos de investigação mais tradicionais nas mais cotadas revistas científicas. Por exemplo, o estudo de redes e a biologia de sistemas derivam metodologicamente das teorias de Complexidade em geral e da Vida Artificial em particular. Naturalmente, a procura de princípios gerais da Vida precisa de ter em consideração o conhecimento que se acumula sobre os mecanismos moleculares da Vida na Terra. «Por exemplo, há medida que começamos a medir mais eficientemente como redes de genes se organizam em Biologia, na Vida Artificial começa-se a investigar como redes abstractas de genes podem produzir mecanismos essenciais para a vida, como os relógios celulares», continua.

«Nesta conferência vamos realçar quatro áreas de interesse: Biologia Computacional, Sistemas Complexos e Redes, Cognição Incorporada e problemas abertos na Vida Artificial. Para além de se realçar estas áreas com os artigos escolhidos para apresentação oral, a conferência vai contar com um grupo notável de palestrantes convidados: Cynthia Breazeal, António Coutinho, Dirk Helbing, Douglas Hofstadter, Clyde Hutchinson III, Hod Lipson, Norman Packard, and Ricard Sole», salienta Luís Rocha

Apesar dos artigos para a conferência já estarem escolhidos e aceites para publicação, existem muitos workshops associados à conferência ainda a aceitar artigos. Estes workshops são em temas que vão desde a evolução de complexidade até ao estudo de processamento de informação molecular. Uma lista de todos os workshops está disponível no site da conferência: http://alifex.org.


Comité Organizador:

Luís M. Rocha (Chair); Mark Bedau; Dario Floreano; Robert Goldstone; Alessandro Vespignani;
Larry Yaeger

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