Quinta-feira, 2 de Setembro de 2010 ![]() |
A violência está de volta a Maputo
- Incidentes voltaram esta manhã a Maputo com carga policial sobre os populares. Pelas ruas da cidade o dispositivo policial é enorme. Pilhagens e pneus queimados pintam o cenário da capital
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Endogamia nas universidades promove fuga de cérebros2006-03-26 Por Por Miguel Araújo * ![]() A endogamia é o processo que conduz à contratação preferencial de docentes residentes na universidade contratante. Para assegurar a endogamia usam-se, frequentemente, duas de três estratégias. Primeiro, perfila-se o concurso de acordo com o currículo do candidato previamente escolhido. Segundo, abre-se o concurso divulgando-o o menos possível. Terceiro, preparam-se, cuidadosamente, armadilhas administrativas que permitam desqualificar os candidatos indesejáveis, ou seja, os que por mérito próprio teriam a possibilidade de destronar o candidato da casa numa avaliação curricular independente.
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades e a endogamia - antes encarada como sendo normal e mesmo legítima - é, actualmente, considerada, pela maioria dos fazedores de opinião, de indesejável. Por este motivo, os concursos, cuidadosamente redigidos para favorecer um currículo predeterminado, são, hoje, menos frequentes, dando-se preferencia às mais discretas armadilhas administrativas. Foi sem surpresa que recebi uma carta da Reitoria da Universidade de Lisboa informando-me que a minha candidatura teria sido desqualificada por não ter sido acompanhada da "minuta de candidatura". A dita "minuta", que não se encontrava referida no anúncio do concurso, nem se estava acessível em registo electrónico, não é mais que um papel onde se preenchem os espaços em branco, com o nome próprio, filiação e referência ao concurso. Aparte a filiação, que julgo ser um elemento desnecessário para tais concursos, a minha carta de candidatura possuía todos os elementos solicitados pela minuta. É difícil não concluir que a Universidade de Lisboa, ao nível da própria reitoria, encoraja a endogamia nos concursos públicos para contratação de docentes. Nos mais de doze anos que frequentei universidades e centros de investigação no estrangeiro conheci inúmeros Portugueses, financiados pela FCT, que, actualmente, possuem formações académicas e currículos científicos excelentes. Salvo raras excepções, a maioria não regressa a Portugal não porque não o deseje mas porque as portas do primeiro emprego estão cuidadosamente seladas por quem julga que o "direito" ao trabalho é prerrogativa de quem trocou as oportunidades de formação oferecidas pela FCT pela proximidade aos pequenos centros de poder nas universidades Portuguesas. * Research Fellow, Museo Nacional de Ciencias Naturales de Madrid Associate Professor, University of Copenhagen Senior Research Associate, University of Oxford http://www.mncn.csic.es/maraujo.htm
ComentáriosLuís, em 2007-09-19 às 11:15, disse:É realmente uma pequena que se dê tiros nos próprios pés desta maneira. Eu sou mais um exemplo de quem não encontra, por cá, incentivos suficientes nas primeiras propostas de emprego e as encontre noutros países. Estou na área de Electrotecnia e vejo nos países nórdicos boas propostas. |
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