Terça-feira, 9 de Fevereiro de 2010
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Mariano Gago anuncia que cem dos 400 centros de investigação deixarão de ser apoiados

2006-03-29

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O governo poderá deixar de apoiar cerca de uma centena dos 400 centros de investigação que existem actualmente em Portugal, disse hoje à Agência Lusa o ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Mariano Gago. O ministro explicou à Lusa - no dia em que o primeiro-ministro anunciou no parlamento a redução em 25 por cento do número dos actuais centros de investigação - que os centros, que na maioria funcionam junto das universidades, vão ser avaliados, sendo previsível que muitos passem a ser "unidades de centros maiores", com direcções conjuntas e avaliação científica conjunta.



Segundo Mariano Gago, tendo em conta anteriores avaliações, o governo estima que, no seguimento de uma próxima avaliação, "que será levada a sério", os centros investigação apoiados descerão para cerca de 300. É uma mensagem, adiantou, de "reorganização, racionalização e aumento de produtividade", frisando que serão financiados os centros de investigação que apresentarem resultados.

"Fecharão as unidades de qualidade insuficiente", afirmou o ministro, explicando que, ainda que não sejam encerradas pelo menos será "eliminado o investimento público sobre elas". "Há unidades de qualidade mas que têm, por exemplo, poucos investigadores para uma determinada área", lembrou o ministro, acrescentando que essas unidades não perdem apoios nem terão de se deslocar fisicamente.

"Precisam é de uma direcção conjunta, de um plano de actividades conjunto, precisam no fundo de se modernizar", disse Mariano Gago. O primeiro-ministro anunciou hoje no Parlamento um reforço do investimento público em ciência de 250 milhões de euros em 2007, que o Estado deixará de financiar cursos superiores de licenciatura com menos de 20 alunos em primeira inscrição, e que será reduzido em 25 por cento o número dos actuais centros de investigação.

Falando na abertura do debate mensal, na Assembleia da República, José Sócrates anunciou mais seis medidas nesta área, a segunda relativa a uma "reforma progressiva do sistema científico e universitário". "Tiraremos todas as consequências do processo de avaliação internacional das instituições científicas e dos laboratórios do Estado, tendo em vista uma gestão mais racional dos recursos", disse. Nesse sentido, o primeiro-ministro referiu que o Governo "combaterá a proliferação excessiva de estruturas, estimando-se em 25 por cento a redução do número dos actuais centros de investigação".



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