Receba as notícias:

Prova 2 - «O que Darwin viu nas Galápagos»

Concurso «Na Senda de Darwin» - Prova apresentada pela equipa «Tritões»

A 15 de Setembro de 1825, o naturalista Charles Darwin embarcou no Beagle da marinha britânica com apenas 25 anos, com destino as ilhas Galápagos onde ficou 35 dias, cinco semanas.

Já nas Galápagos visitou apenas 4 ilhas: são Cristóvão, Floreana, Isabela e Santiago. Durante a sua expedição a estas ilhas tirou anotações e ficou fascinado com as características únicas e diferentes que cada uma das ilhas apresentava.

Ao chegar às ilhas Galápagos, Darwin ficou inicialmente bastante desapontado com o que viu, não percebendo logo de imediato a relevância das suas observações, tomando consciência do valor das suas anotações e registos apenas anos depois da sua viagem.

Podemos dizer que o que chamou mais a atenção a Darwin nas Galápagos foram as tartarugas gigantes e os tentilhões.

Os tentilhões são pássaros de pequeno porte, que apresentam uma grande diversidade de formas do bico, as quais estão adaptadas a funções especificas. Uma destas funções é, por exemplo, a necessidade de quebrar as sementes, sendo os bicos largos e muito resistentes. A análise dos bicos dos tentilhões terá levado Darwin a pensar que os seres evoluem, apresentando as características que são mais favoráveis ao meio ambiente em que estão inseridos. Os tentilhões parecem ser um excelente exemplo de uma evolução divergente, atendendo à diversidade de habitats que as ilhas Galápagos proporcionam.
Também nas Galápagos, Darwin foi alertado sobre as diferenças das tartarugas gigantes de ilha para ilha, não lhe dando grande importância, na altura,  mas mesmo assim levou exemplares delas para Inglaterra e algumas anotações, a partir das quais Darwin encontrou a base para fundamentar a percepção da diferenciação das espécies.

Tendo os Galápagos uma formação geológica muito particular, e devido ao isolamento das ilhas do continente, Darwin conseguiu compreender o meio ambiente único existente nas ilhas Galápagos através de analises ao solo, à observação da flora e fauna.

Enquanto escrevia o seu diário da viagem do Beagle escreveu “ A história natural dessas ilhas é certamente curiosa, e merece atenção. As maiorias das produções orgânicas são criações nativas, não encontradas em nenhum outro lugar.”

Assim, podemos concluir que foi nas Galápagos que Darwin se percebeu que são os longos períodos de selecção natural, os responsáveis pela diversidade das espécies ao nosso redor, que sempre tiveram que lutar pela sobrevivência.

Passados os 35 dias, Darwin volta a Inglaterra, onde ficou a estudar para publicar "A origem das espécies". O pouco tempo que Darwin passou nas Galápagos pouco terá influenciado " A origem das espécies". Mas apesar disto, ainda hoje, as Galápagos são vistas como o principal motor do darwismo e o “laboratório vivo da evolução”.


Voltar...

Últimas notícias

«Importa perceber o grau
de literacia científica do ilustrador

As mulheres ainda preferem o parto natural

Portugal acolhe o maior Congresso Europeu sobre a China

Cegonhas «contra» nova directiva Europeia

Associação Portuguesa de Estudos Franceses
recebe Prémio Hervé Deluen

Reclusos de Castelo Branco vão ver o sol
(não aos quadradinhos)

Fernando Pestana da Costa eleito presidente da SPM

Hortas urbanas têm solos com excesso de metais pesados

Coimbra cria programa pioneiro para a infertilidade

Jovem português «bronzeia-se» na Física

Aditivos alimentares sintéticos e naturais:
quem vai ganhar a «guerra»?

Qual é o número de moléculas dentro de células?

CESPU e Universidade de Barcelona
juntas no ensino da saúde

João Ramalho- Santos lidera CNC

GILEAD SCIENCES apoia projectos científicos
com 200 mil euros

Marta Catarino é vice-presidente da associação europeia
de transferência de conhecimento

Dr. ROAD – o “médico” das estradas - nasce em Coimbra

Um «osso» para a cabeça? Uma porta para o carro?
Uma peça para uma aeronave? É para já!

Livro ensina pais a alimentarem crianças

Investigadores do Porto distinguidos
com Prémio Grünenthal Dor

Portugueses conquistam duplo bronze
nas Olimpíadas Internacionais de Biologia

Rui Costa vence mais um prémio internacional

Quando a matemática «joga» rugby

UTAD valoriza da Dieta Mediterrânica

Vem aí o Aquila, o Fórmula 1
da Universidade de Aveiro

Computadores «aprendem» português em Coimbra

Portugal obtém novo recorde nas Olimpíadas Internacionais de Matemática

Ordem dos Nutricionistas alerta
para o risco de «alimentos tostados»

Mais de 80% dos materiais a usar na construção do
Boom Festival 2014 são reutilizados ou naturais

Tânia Morais identificou compostos eficientes
contra várias linhas celulares cancerígenas