Quinta-feira, 2 de Setembro de 2010 ![]() |
A violência está de volta a Maputo
- Incidentes voltaram esta manhã a Maputo com carga policial sobre os populares. Pelas ruas da cidade o dispositivo policial é enorme. Pilhagens e pneus queimados pintam o cenário da capital
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Sistema nervoso central e sistema imunológico de mãos dadas2008-10-27 Por Por ECS/ICVS *
As células do sistema imunológico são capazes de migrar até ao sistema nervoso central e exercer a sua função. Os Plexus Coroideus são uma estrutura importante na recepção de uma informação inflamatória. A investigadora Fernanda Sousa Marques baseou o pós-doutoramento no envolvimento dos plexus Coroideus nas doenças neurológicas e sugere que daí se possam tirar novos alvos terapêuticos. * N.D. - «Percursos» é uma nova secção de Ciência Hoje e resulta de uma colaboração da Escola de Ciências da Saúde/Instituto de Investigação em Ciências da Vida e Saúde (ECS/ICVS) da Universidade do Minho, entidade responsável pelos conteúdos desta recente área de CH. O que a atraiu neste tema de investigação? ComentáriosMARA GONÇALVES, em 2009-10-16 às 17:04, disse:Prof.ª Li com atenção e especial interesse esta publicação e porque tenho esperança que nos possa ajudar, vou passar a relatar o caso do meu marido, Henrique, que tem 42 anos de idade. A - PRIMEIROS SINTOMAS E DIAGNÓSTICOS: 1. Abril/2008 – Início dos 1.ºs sintomas. Começou por ter pequenas quebras na perna direita, 2 a 3 vezes por dia (do género, falhar a perna momentaneamente); 2.Em Julho, começou a ter problemas em recuperar fisicamente quando ia correr. Se corria 3 ou 4 Km (o que para ele era, na altura, pouquíssimo) demorava a recuperar (só 2 dias após a corrida). Continuou a não dar importância e a atribuir tais sintomas ao facto de andar cansado pois já não tinha férias há mais de um ano; 3. Sensivelmente em Agosto desse ano, começou a ter as 1.ªs fasciculações (tremuras) sobretudo na perna e braço direitos. Actualmente, às vezes são tão violentas que, mesmo vestido com camisa e casaco do fato, se notam de forma perfeitamente visível); 4. A partir de Out./Nov. começou a perder forças nas pernas e, desde então, os sintomas têm vindo a agravar; 5. Foi a um médico neurologista e, após a realização de um electromiograma e de alguns exames de imagem (v.g. Ecografias e TAC), foi- - lhe diagnosticada a Esclerose Lateral Amiotrófica (E.L.A.); 6. Em 23 de Dez. /2008, foi a uma neurologista do Hospital de S. José e informou-nos de que não tinha assim tantas certezas quanto a esse diagnóstico (embora não o excluísse), justamente porque encontrou apenas comprometimento do 1.º neurónio motor, sendo que aquele diagnóstico não podia ser aferido apenas com base no electromiograma. 7. Porque queriamos ter mais opiniões quanto àquele diagnóstico devastador, fomos a dois neurologias: um em Bruxelas (Hospital da Universidade de Louvaine) e outro em Oxford, em Dezembro/08 e Janeiro/09, respectivamente. Informaram-nos que, sendo a E.L.A. uma doença de exclusão, só o tempo diria se o meu marido tinha ou não a doença; O médico em Oxford aconselhou-o a fazer uma punção lombar embora, admitisse que o resultado da mesma viesse normal. B - DESENVOLVIMENTOS: 8. A partir de Jan./09, começou a perder força na mão direita, sendo que, actualmente também já tem perda de força muito significativa na mão esquerda (é canhoto e já faz a sua assinatura c/grandes dificuldades p.ex.). Gestos tão simples como apertar uma camisa ou atacadores dos sapatos é já uma tarefa impossível de executar. Eu visto-o e dispo-o todos os dias, auxilio-o a sair da banheira, a secar-se, a cortar-lhe os alimentos, etc, etc . Por outro lado, as pernas estão muito trôpegas. Cai com alguma frequência embora, porque se muniu de cuidados redobrados, tem conseguido evitar cair com maior frequência. 9. Após variadíssimos exames (novo electromiograma, potenciais evocados, estimulações magnéticas, exames ao sangue), fez em Julho uma punção lombar. Na (1.ª) punção efectuada, foi detectado um valor elevadíssimo de proteínas LCR (187), o que levou a que os neurologistas do H.S.J. tenham concluído que ele tem eventualmente, um Sindroma Paraneoplásico, no contexto de uma neoplasia ainda desconhecida, porque oculta (“P.E.M.”– PARANEOPLASIC ENCEPHALO MYENTIS, na variante da doença do neurónio motor). Nesse contexto, fez novos TAC, RM e, por último, um P.E.T. Estes valores voltaram a ser confirmados na nova punção lombar efectuada em 22 de Set. /09; 10. Na TAC (aos pulmões) – e P.E.T., foram detectados uns nódulos c/ 4 e 5 mm. mas, do ponto de vista oncológico, ainda não são expressivos (porque < 9 mm); 11.Terá agora de repetir exames específicos aos pulmões para se verificar se houve ou não evolução. Tem agendada consulta com pneumologista; 12. Querendo ouvir outra opinião pois não estávamos certos deste diagnóstico, consultámos neurologistas no Hospital de Santa Maria, Lisboa. Segundo estes, o meu marido tem, seguramente, a E.L.A.. A favor desta tese é que tem todos os sintomas da doença. Contudo, há determinados achados em vários exames (v.g. Potenciais Evocados Motores dos Membros Superiores por Estimulação Magnética Transcraniana e Cervical, Potenciais Evocados Motores dos Membros Inferiores por Estimulação Magnética Transcraniana e Lombar e nas punções lombares – neste último exame, evidenciam-se proteínas LCR, com o valor de 187, conforme já referi - EMG que evidencia haver redução da amplitude do potencial sensitivo do nervo sural direito, o que parece que também não é normal numa E.L.A.) que não são (pelo menos, no entender dos neurologistas do H.S.J., encontrados nos doentes com E.L.A. O Liquor da 2.ª punção efecuada no H.S.M. e sangue aí recolhido, foram para um laboaratório em Málaga. 13. No passado dia 12 de Out. /09, fez nova RM cerebral (Hospital dos Covões - Coimbra) para despistar eventual linfoma cerebral (questão levantada pela Prof. Dra. Letícia – Hematologista H.U.C.). A título meramente informativo, foi-lhe dito que há alterações da evolução do sinal R.M., sendo que tal questão terá de ser melhor avaliada pelo médico neurorradiologista. Aguardamos o relatório. C - INDICADORES CONSIDERADOS EVENTUALMENTE RELEVANTES: 1. EXAMES AO SANGUE ENZIMOLOGIA: Creatinaqunose total CK Total: 764 (11/11/08), 599 (25/02/09) e 816 (23/07/09 - 2. PATOLOGIA QUIMICA 17 Beta Estradiol – 52,40 (21/02/09) 3. PUNÇÕES LOMBARES BIOQUÍMICA: Proteínas LCR: 187 3. TAC (aos pulmões) e P.E.T. foram detectados nódulos c/ 4 e 5 mm. (NB. Na TAC efectuada no dia 26/11/08, não são referidos quaisquer nódulos) D - EXAMES FEITOS: 1. Exames variados de sangue; 2. 2 (duas) Electromiografias; 3. Potenciais evocados; 4. Estimulações magnéticas; 5. 2 (duas) Punções lombares; 6. Ecografia pélvica via supra púbica e transperineal; 7. Ecografia Escrotal (testicular); 8. TAC Pescoço e tiróide (partes moles) Faringe e/ou laringe; 9. TAC Abdómen superior; 10. TAC Pélvico; 11. 2 (dois) TAC Torax 12. P.E.T. 13. 2 (duas) RM cerebral Prof.ª, poderá haver efectivamente alguma relação entre o LCR elevado e esta neuroopatia? Nós (sobretudo o meu marido, que é quem sofre verdadeiramente com a perda de capacidades) andamos nesta luta há um ano e não sabemos qual o diagnóstico. Estamos mesmo confundidos, baralhados, angustiados. A tese da “P.E.M.” fará algum sentido, do ponto de vista ciêntífico ou tratar-se-- à de uma mera hipótese académica? No H.S.M dizem que o meu marido tem claramente E.L.A. mas também não encontram explicações para o índice elevado de proteínas LCR . Tal índice será relevante ou não? Será um caso em que, claramente, o SNC está a ser afectado pelo sistema imunológico? Se me puder responder, ficar-lhe -ia eternamente grata. É o vosso trabalho de investigação que nos faz acrediatar que, um dia, doentes como o meu marido vão ter a possibilidade de travar a doença e ter uma boa qualidade de vida. Aceite os meus cumprimentos e desejo-lhe as maiores felicidades nas suas investigações. |
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