Receba as notícias:

Passeio micológico dá a conhecer fungos e cogumelos do Alentejo

Iniciativa do Departamento de Biologia da Universidade de Évora

2008-12-11
Alunos conhecem diferentes tipos de fungos
Alunos conhecem diferentes tipos de fungos

Um "passeio micológico" é mais uma forma de o Departamento de Biologia da Universidade de Évora (UE) dinamizar o projecto Venha conhecer os cogumelos, que designa como "uma riqueza do Alentejo". Dia 14, na Herdade da Mitra, alunos e outros interessados poderão perceber como se formam e, por exemplo, as diferenças entre os cogumelos venenosos e os comestíveis.

A mesa é, aliás, o local onde eles aparecem à maioria das pessoas. Com várias espécies e formas, explica a UE numa nota de anúncio da iniciativa, os cogumelos têm um importante papel no ecossistema e na economia local e nacional.

Há uma grande diversidade de fungos que produzem cogumelos, na zona do Alentejo, e a equipa que desenvolve projectos na área da micologia no Departamento de Biologia da universidade alentejana pretende dar a conhecer ao público a sua importância e a sensibilizar para a necessidade de os proteger e conservar.

Celeste Silva, daquele departamento, e investigadora na área da micologia, destaca a receptividade dos alunos para iniciativas como o passeio micológico. "Os alunos ficam fascinados com a ida ao campo, a explicação e a oportunidade de, no laboratório, observarem o que recolheram no campo. Sentem-se uns pequenos cientistas", conta.

No Alentejo, as diferentes paisagens, como os prados e pastagens, os matos, os azinhais/sobreirais, os pinhais e os eucaliptais, oferecem diferentes características que permitem às diferentes espécies de fungos encontrarem condições para se instalarem. Cada ecossistema oferece diferenças ambientais que vão garantir a sobrevivência dos fungos. Deste modo, os passeios micológicos são "um modo engraçado e divertido de conhecer o ecossistema e os cogumelos que aqui se formam e que contribuem para a conservação do sistema de montado alentejano", refere a nota da UE.

Os cogumelos são produzidos por fungos durante a reprodução sexuada e tal como os frutos, produzem, protegem e dispersam esporos, que são estruturas que, em condições de humidade e temperaturas favoráveis, germinam e originam novos organismos. Os cogumelos estão, para os fungos que os produzem, como a maçã está para a macieira. Esses novos organismos apresentam diferentes formas, tamanhos, cores, cheiros e texturas que vão influenciar a sua dispersão. Formadores credenciados e reconhecidos pela Ordem dos Biólogos estarão, domingo, a servir de guias aos alunos e outros interessados em participar no passeio, que culmina com um almoço.

Informações e inscrições para o correio electrónico css@uevora.pt ou através do telefone 933 168 388. Pode ainda visitar a página do projecto de divulgação da universidade em www.projectos.uevora.pt/cogumelo.

Adicionar comentário:

Comentário
Nome:
Email:
Insira as letras na caixa
Ciência Hoje não publica comentários anónimos. Ciência Hoje só publica comentários identificados com nome e email para eventual posterior contacto. Ciência Hoje recusa publicar comentários insultuosos ou ataques pessoais.

Últimas notícias

Esperar ou não esperar
- o papel da confiança na tomada de decisões

Implantes dentários «ganham» volume ósseo

Em Portugal um tratamento específico
depende da região onde se mora

Eousdryosaurus, o pequeno dinossauro
que viveu num tempo de gigante

Um em cada quatro já traiu

A Ciência da Gestão de Ciência e Tecnologia
– reflexões de uma despedida

A ansiedade de estar doente no hospital?
O ambiente do quarto pode ajudar!

Prémio António Champalimaud reconhece tratamento
revolucionário de doenças graves da visão

João Rocha é o primeiro português
da European Academy of Sciences

O Porto na Guerra Fria

Nariz electrónico pode detectar
subgrupos de asma nas crianças

Oceanos de Esperança chegou a Boston

Braga quer construir travessas de caminho-de-ferro
com resíduos de plásticos mistos

Comer com sucesso no Mercado do Bom Sucesso

Lars Montelius é o novo director do INL

José Xavier participa no Atlas
sobre vida marinha no Oceano Antárctico

Utilizar Software de Código Aberto
permitiria ao Estado poupar milhões de euros

Trás-os-Montes apresentou no MInho cremes inovadores
que ajudam no tratamento de queimaduras, feridas profundas e psoríase

Sistema reduz de meses para dias o tempo necessário
para os cientistas testarem hipóteses

Empresa tecnológica de Braga serve milhões de pessoas

Investigadores de Coimbra avançam na luta
contra a febre da carraça e tifo epidémico

Uma «estranha» forma de atracção

A tinta que «pinta» a energia da luz solar em energia eléctrica

Amamentar diminui o risco de depressão pós-parto

Portugueses do IMM abrem caminho
a nova terapêutica para leucemia pediátrica

Quando o chichi «dá» luz!

Menos nicotina não quer dizer mais cigarros

Não-me-esqueças, a planta rara redescoberta no Corvo

Da felicidade à dor: entender a função da serotonina

Treinar o cérebro para melhorar a capacidade mulitarefa