Quinta-feira, 2 de Setembro de 2010
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Robôs «sem piedade» formarão os exércitos do futuro para fazer trabalho sujo

2009-02-07

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Unidades militares norte-americanas serão metade máquinas
Unidades militares norte-americanas serão metade máquinas
Robôs "sem piedade" formarão os exércitos do futuro e, em função da sua natureza, serão adequados para fazer o trabalho sujo, advertiu Peter Singer, especialista em temas militares, no Salão de Tecnologia, Entretenimento na cidade norte-americana de Califórnia.

Na sua intervenção, o especialista e membro do grupo de investigação militar do 'Instituto Brookings' profetizou também que as unidades militares norte-americanas serão metade máquinas e metade humanas até 2015.



Peter Singer lembrou que o exército dos Estados Unidos da América (EUA) já treina soldados na utilização de simuladores de guerra especializados, e que certos controladores de armas reais copiam designs de comandos de consolas de videojogos. Também que a utilização de aviões teleguiados e robôs "já é comum" nos campos de batalha.

Peter Singer é autor do livro «Wired for War»
Peter Singer é autor do livro «Wired for War»
No entender de Singer, o uso de robôs nos campos de guerra vai salvar a vida de militares mas, ao mesmo tempo, endurecer o carácter das guerras, uma vez que "máquinas sem coração serão encarregadas de fazer o trabalho sujo de um soldado".

"Os EUA estão na linha da frente no que diz respeito à robótica militar mas essa tecnologia não é uma vantagem exclusiva. Temos a Rússia, a China, o Paquistão e o Irão a trabalharem nesse tipo de tecnologia".

"O que significará ir à guerra com soldados americanos cujo 'hardware' é fabricado na China e cujo software é fabricado na Índia?", questionou o analista norte-americano, acrescentando que uma possível utilização de robôs por terroristas também poderá levantar perigos.

"Não é preciso convencer um robô com a promessa de que 72 virgens o esperam quando morrer e chegar ao Paraíso, para este se fazer explodir", concluiu.



Comentários

Marina J. Julião, em 2009-02-09 às 15:04, disse:
Em momento de reflexão diante do texto e dos ciclos e acontecimentos no planeta que nos abriga, diante das instabilidades de tempo, clima, relações entre pessoas, estados paises, etc.

Por uma questão humana. Até quando utilizaremos nossos preciosos dons e talentos para gerar a destruição, a degeneração a instabilidade dentro de nós e ao redor de nós? Quais as consequências futuras do que estamos a contruir hoje?

Através dos tempos todo o desenvolvimento humano inclusive a era da tecnologia deveria ter o propósito de beneficio, da regeneração da conservação, bem como atitudes preventivas à todas as raças, os ambientes com suas criaturas, ou seja, zelar pelo ambiente e realções em que compartilhamos o abrigo, o planeta em que vivemos, desde o passado, hoje, e por futuras gerações.


Patrícia, em 2009-02-09 às 13:09, disse:
Considero este um tema muito controverso e que daria um bom debate a todos os níveis. O avanço da tecnologia e da Ciência está a deixar a sociedade à beira de um ataque de nervos,conflito de valores,costumes,etc.Tema bastante interessante que merece algum destaque.

Miguel A. Reis, em 2009-02-09 às 11:17, disse:
Tal como com o problema dos cães perigosos, o mal não está na tecnologia, mas em quem a usa e no modo como a usa. Actualmente já existem psicopatas em quase todas as sociedades, mas espero que ninguém se tenha lembrado de os usar como arma. Talvez a única solução contra este "novo perigo" tecnológico efectivo seja acabar com a super-profissionalização das forças armadas, que só conduz a que seja cada vez mais difícil ao cidadão comum exercer a sua parcela de controlo sobre as forças armadas, parcela essa que deveria existir sempre, pois a sua não existência é o verdadeiro perigo.

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