Quinta-feira, 2 de Setembro de 2010
A violência está de volta a Maputo - Incidentes voltaram esta manhã a Maputo com carga policial sobre os populares. Pelas ruas da cidade o dispositivo policial é enorme. Pilhagens e pneus queimados pintam o cenário da capital

Rui Costa de volta pela mão da Fundação Champalimaud

Neurocientista recruta parte da equipa e continuará a chefiar o seu laboratório de Neurobiologia da Acção dos EUA

2009-03-20

Partilhar

Rui Costa chefia um grupo de investigação sobre neurobiologia da Acção nos Institutos Nacionais de Saúde (INH) dos EUA - ver biografia de Rui Costa no Ciência Hoje, mas regressa a Portugal em Abril para integrar o projecto de Neurociências da Fundação Champalimaud. Por ocasião da Semana do Cérebro, iniciada no domingo, a Lusa falou com este neurocientista de 36 anos que começou por estudar os mecanismos da aprendizagem e da memória, em particular os causadores de deficiências da aprendizagem, nomeadamente a Neurofibromatose do tipo 1. Nesta área, o seu laboratório nos NIH investiga actualmente os mecanismos neuronais que controlam a aprendizagem de novas acções e a escolha de acções numa determinada situação.

É um trabalho que, segundo afirmou, tem implicações na compreensão dos fenótipos associados a certas doenças, como a doença de Parkinson, à compulsividade e à psicose. "A aprendizagem de acções é, no fundo, a aprendizagem de novas maneiras de fazer as coisas e de novas regras, e a escolha de acções prende-se coma a tomada de decisões", disse Rui Costa.

"O objectivo do nosso trabalho é perceber como é que aprendemos essas novas maneiras de fazer as coisas ou como geramos novas regras, porque é que escolhemos certas acções em vez de outras, como é que desenvolvemos acções automáticas ou hábitos, e como é que os hábitos eventualmente se transformam em comportamentos compulsivos", explicou.

Na sua perspectiva, o estudo das acções é "fascinante" por remeter para o conceito de objectivo ou de recompensa dentro do cérebro, já que muitas das acções são executadas para atingir um objectivo específico.

Trabalho em dois continentes

Além disso, esta investigação implica os conceitos de ordem, de sequência e de tempo relativo, e de probabilidade causal entre acção e objectivo, e está também ligada ao conceito de diversidade no cérebro, diversidade de padrões de actividade cerebral, de células e circuitos cerebrais e de comportamento.

O seu laboratório recorre a vários níveis de análise, desde as moléculas às células e aos sistemas ou circuitos de células, e utiliza manipulações genéticas e técnicas de medição e visualização de actividade cerebral.

Rui Costa vai trazer a maioria da sua equipa de investigação para Portugal, que funcionará no Instituto Gulbenkian de Ciência, em Oeiras, enquanto o edifício da Fundação Champalimaud não estiver concluído, mas continuará a chefiar o seu laboratório de Neurobiologia da Acção dos NIH.

Percurso

Depois de se doutorar em Ciências Biomédicas pela Universidade do Porto e pela Universidade da Califórnia em Los Angeles, fez pós-doutoramento em Neurobiologia na Universidade de Duke, também nos EUA, e chefia desde 2006 a secção de Neurobiologia da Acção no laboratório de Neurociência Integrativa dos NIH.

Rui Costa recebeu o prémio de Jovem Investigador da Fundação Nacional de Neurofibromatose em 2001 e foi finalista do Prémio Donald B. Lindsey da Sociedade de Neurociência dos Estados Unidos em 2003.

Comentários

Pedro L., em 2009-03-22 às 02:08, disse:
Embora seja útil traduzir "National Institutes of Health" para "Institutos Nacionais de Saúde", não faz sentido traduzir o acrónimo.

O seu comentário:


O seu nome:


O seu email (não será publicado):






Ciência Viva TV
FCCN - Fundação para a Computação Científica Nacional Ciência Viva


Contactos
Ficha técnica
Estatuto Editorial
Conselho Científico
A Palavra do Leitor
Portuguese Science