Quinta-feira, 2 de Setembro de 2010 ![]() |
A violência está de volta a Maputo
- Incidentes voltaram esta manhã a Maputo com carga policial sobre os populares. Pelas ruas da cidade o dispositivo policial é enorme. Pilhagens e pneus queimados pintam o cenário da capital
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Dois astrónomos portugueses na descoberta de um novo sistema solar: o ''tridente de Neptuno''Alexandre Correia e Nuno Cardoso Santos são co-autores do artigo a publicar na edição de amanhã da Nature2006-05-17 Uma equipe europeia de astrónomos, que inclui dois investigadores portugueses (Alexandre Correia, do Departamento de Física da Universidade de Aveiro, e Nuno Cardoso Santos, do Centro de Astronomia e Astrofísica da Universidade de Lisboa e do Centro de Geofísica de Évora), anunciou a descoberta de um novo sistema planetário constituído por três planetas semelhantes a Neptuno. Este sistema planetário parece ainda possuir uma cintura de asteróides, tornando-o assim um dos mais parecidos com o nosso Sistema Solar. Além disso, à semelhança da Terra, o terceiro planeta do novo sistema encontra-se igualmente na zona habitável. Esta nova descoberta só foi possível devido à utilização do espectrógrafo "HARPS", o equipamento mais rigoroso actualmente existente para a detecção de planetas, e que está instalado num dos telescópios do ESO (European Southern Observatory), organização à qual Portugal pertence. Na última década os astrofísicos têm descoberto dezenas de planetas a orbitar outras estrelas semelhantes ao Sol. Na grande maioria dos casos, os planetas descobertos são gigantes gasosos, semelhantes a Júpiter, o maior planeta do Sistema Solar (com ~318 vezes a massa da Terra). No entanto, o recente desenvolvimento das técnicas de procura de planetas extra-solares tem permitido a descoberta de alguns planetas com massa entre 5 e 20 vezes a massa da Terra, comparáveis à massa de Neptuno (~17 vezes a massa da Terra). Agora, uma equipe europeia de astrofísicos anunciou a primeira descoberta de um sistema composto por 3 planetas com massas semelhantes à de Neptuno, todos eles em órbitas quase circulares. Estes planetas orbitam a estrela HD69830, uma estrela próxima do Sol (~41 anos-luz), e efectuam uma volta a esta em cada 8.67, 31.6 e 197 dias, respectivamente. A descoberta foi feita recorrendo ao método das velocidades radiais (ver nota), e só foi possível graças ao rigor do espectrógrafo HARPS, acoplado ao telescópio de 3.6 m do Observatório de La Silla, no Chile, que pertence ao ESO (European Southern Observatory). Este equipamento permite a medição das velocidades radiais com uma precisão melhor do que 1 m/s (3.6 km/h, ou seja, a velocidade de uma pessoa a caminhar). Segundo o Nuno Cardoso Santos (CAAUL/GCE), “a enorme precisão do HARPS permitiu-nos detectar o movimento da estrela HD69830 induzido pela gravidade dos 3 planetas que a orbitam, apesar destes terem uma massa de apenas 10.2, 11.8 e 18.1 vezes a massa da Terra, respectivamente”. Sistema estável Uma série de simulações numéricas, realizadas pelo Prof. Alexandre Correia (Universidade de Aveiro), um dos co-autores do artigo, mostram que o sistema é extremamente estável dinamicamente. Observações anteriormente realizadas com o telescópio espacial Spitzer tinham mostrado que esta estrela emite muito nos infra-vermelhos. Estas observações sugerem que a emissão é proveniente de poeira em torno da estrela, que emite a uma temperatura de cerca de 130 graus centígrados (400 graus Kelvin). Os estudos dinâmicos agora realizados sugerem que esta emissão seja emitida de uma cintura de asteróides localizada entre as órbitas do segundo e terceiro planeta do sistema, ou numa órbita ligeiramente mais distante. A colisão entre os asteróides desta cintura será responsável pela existência da poeira detectada. Mais ainda, os modelos teóricos parecem mostrar que o planeta que se encontra mais próximo da estrela será constituído sobretudo por rochas, enquanto que o segundo planeta deve ser rochoso e possuir uma extensa atmosfera. O terceiro planeta do sistema, e o mais afastado da estrela, parece ser constituído por rochas e gelos, rodeados por uma espessa atmosfera. Este último é o primeiro planeta descoberto com uma massa semelhante à de Neptuno e que se encontra simultaneamente na zona habitável do sistema, isto é, a zona com condições propícias à existência de vida. Contudo, devido à sua massa relativamente elevada, é improvável a existência de água no estado líquido. A Técnica das Velocidades Radiais A Técnica das Velocidades Radiais é um método indirecto para a descoberta de planetas extra-solares, e que já permitiu encontrar cerca de 180 exoplanetas. Esta técnica consiste na medição das variações na velocidade da estrela central, causadas pelo efeito gravitacional do planeta na estrela. Quando um planeta orbita uma estrela, esta também vai orbitar o planeta. Na verdade, ambos vão rodar em torno de um ponto “intermédio”, a que os físicos chamam de centro de massa. Quanto maior for a massa do planeta, maior é o efeito produzido. Se conhecermos a amplitude de variação de velocidade da estrela devido à influência gravitacional do objecto que a orbita, podemos inferir a massa do mesmo e, desse modo, confirmar se se trata de um planeta ou de uma estrela de pequena massa. Comentáriosisrael, em 2010-04-25 às 23:04, disse:sou facinado por tudo isso que vcs fasem loco alucinado ! Franco Williams Carrasco Cardenas, em 2010-02-06 às 14:29, disse: Essa nova descoberta vai servir para o meu futuro pois tento sempre estar por dentro das novidades do universo. Franco Williams Carrasco Cardenas, em 2010-02-05 às 11:23, disse: nossa fiquei empressionado com essa novidade muito bom adorei ,é uma nova desecoberta!!! bento serrano, em 2009-11-11 às 10:32, disse: os meus cumprimentos,a todos os que buscam a possibilidade de vida extra terrestre noutro ponto, até na nossa galáxia é agulha num palheiro certamente.Por isso admiro a vossa tenacidade e de todos que vos precederam na busca desse possível contacto ao ler carl sagan no cosmos ou no contacto ficou-me o interesse por tudo o que diz respeito ao universo anos milhares milhões de luz cosmo galáxias imenso grande de grandeza não traduz a real dimensão do UNIVERSO acredito se é que posso nesse contacto além que previlégio seria o nosso se não houvesse mais ninguém. com os meus cumprimentos bs. josé rafael, em 2009-10-16 às 02:09, disse: será posivel um planeta similar a terra sara, em 2009-10-06 às 21:56, disse: falta um astrónomo Português importante o astrónomo " Pedro Russo" que era de Figueirta de Castelo Rodrigo.. sergio, em 2009-03-17 às 02:13, disse: eu queria ajudar muito mais eu so tenho 13 anos mesmo asim eu vo tentar ajundar de aguma forma vlw ajudem tanbem isso e muito interessante Pedro Miguel Rodrigues Gomes, em 2008-12-15 às 13:06, disse: eu queria ajudar tambem nisso mas sera que ha algum planeta que tenha vida eu so tenho 11 anos mas gostaria de ajudar quando for mais velho Alfredo Manoel de Castro, em 2008-09-18 às 15:18, disse: Descobri que os centros dos astros estão cheios de antimatéria, que a tudo repele, muito mais a ela própria, cercada por um vazio, o que causa a estabilidade das órbitas; está "escrito" nas crateras lunares, nas marés cheias opostas à lua nova, e na própria elípse orbital: tal antimatéria funciona +- como ímãs de pólos iguais voltados um para o outro: tal efeito repulsivo se agiganta com a proximidade. As crateras lunares foram causadas pelo desprendimento de "bolhas" de antimatéria no período de formação lunar. Sou o autor. Pentecoste Nunes de Oliveira, em 2007-03-11 às 20:46, disse: Olá, Senhores Esperamos a excelência da veracidade |
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