Terça-feira, 9 de Fevereiro de 2010
Vivo sob os escombros um mês depois - Um homem de 28 anos foi encontrado ontem com vida entre os escombros de um edifício no Haiti, onde terá estado preso desde 12 de janeiro

Robôs futebolistas lusos com sortes diferentes na abertura do Campeonato do Mundo

Automóvel que levou autoridades à cerimónia não tinha condutor!!!

2009-07-01
Por Porfírio Silva, em Graz, Áustria (texto e fotos)

Partilhar

Um jogo dos humanóides da Liga da Plataforma Padrão
Um jogo dos humanóides da Liga da Plataforma Padrão
Abriu hoje ao público, em Graz, capital do Estado da Stiria, na Áustria, o RoboCup 2009. Esta é a primeira edição do Campeonato do Mundo de Futebol para Robôs a realizar-se na Europa depois de Lisboa, a par com o Euro 2004 para humanos. E esse é um dos indicadores de que Portugal é uma potência no futebol (também) dos robôs. Outro sinal é o facto de o campeão mundial desta competição, na liga mais significativa em termos científicos e de engenharia, ser português: a equipa CAMBADA, da Universidade de Aveiro, que se estreou a ganhar.

Um dos aspectos mais evidentes para os visitantes é o facto de haver muito mais do que futebol neste futebol dos robôs. Isso começou a ser visível logo na cerimónia de abertura, onde teve lugar a portuguesa Manuela Veloso, a professora na Universidade de Carnegie Mellon que é actualmente presidente da Federação Internacional RoboCup.

Foi neste carro sem condutor que os responsáveis se deslocaram para a cerimónia (foto do site do Campeonato: http://www.robocup2009.org )
Foi neste carro sem condutor que os responsáveis se deslocaram para a cerimónia (foto do site do Campeonato: http://www.robocup2009.org )
É que algumas das autoridades civis e académicas chegaram à cerimónia num automóvel que, embora parecido com um dos que usamos ou vemos quotidianamente, tinha a particularidade de… não ter condutor. Nem sequer ter qualquer controlo remoto. Era mesmo um veículo autónomo capaz de se desembaraçar sozinho num cenário urbano. Imagine o que isso não poderia fazer pela sua comodidade…


A cientista portuguesa Manuela Veloso, presidente da Federação RoboCup, acompanha a competição e convive com participantes
A cientista portuguesa Manuela Veloso, presidente da Federação RoboCup, acompanha a competição e convive com participantes
Contudo, há mais, muito mais, no ramalhete de diversidade que é actualmente este movimento. Uma das modalidades mais consolidadas é a de Busca e Salvamento, cujas competições se centram quer em robots que venham a ser capazes de colaborar em salvamentos em situações de desastre (capacidades de movimentação adaptadas a cenários desestruturados, capacidades sensoriais apropriadas para recolher informação sobre vítimas e seu ambiente), quer em sistemas de apoio à decisão em situações de emergência.


Durante uma prova da modalidade RoboCup@Home
Durante uma prova da modalidade RoboCup@Home
Já uma das modalidades mais recentes, o RoboCup@Home, centra-se na interacção entre humanos e máquinas, envolvendo robots autónomos, em aplicações que tenham vocação para se generalizarem em ambientes “normais” do quotidiano.

Um ambiente caseiro é o cenário básico desta modalidade. Este ano inclui uma sala de estar e uma cozinha – mas prevê-se que em edições futuras inclua zonas de jardim, lojas e outros espaços públicos como ruas. De momento, os supostos companheiros robóticos não parecem nada convincentes: em vez de cuidarem de nós, nós é que temos de cuidar deles.


CAMBADA, a equipa de Aveiro campeã mundial, entrou hoje em acção e ganhou
CAMBADA, a equipa de Aveiro campeã mundial, entrou hoje em acção e ganhou
Uma dimensão específica desta iniciativa encontra-se nos robôs humanóides – quer dizer, com um aspecto a fazer lembrar de algum modo um corpo humano. As raças mais variadas de humanóides encontram-se nas competições em que cada equipa constrói o “corpo” e a “mente” dos seus robôs, investindo simultaneamente em hardware e em software.

As equipas japonesas interessam-se fortemente por esta modalidade. Mais recentemente, a dimensão humanóide foi reforçada com uma reorientação da Liga de Plataforma Padrão. Trata-se de uma competição em que todos trabalham com o mesmo hardware, comercializado por uma única empresa, de modo a concentrarem esforços no desenvolvimento da programação.

Eis um guarda-redes atento durante um jogo da Liga dos Humanóides
Eis um guarda-redes atento durante um jogo da Liga dos Humanóides
A plataforma padrão começou por ser o cão robótico AIBO da Sony, mas agora é o NAO, um humanóide comercializado pela Aldebaran.

 Como se vê, há muito mais do que futebol no futebol dos robôs. Quanto ao futebol, diga-se que a entrada em cena das equipas portuguesas foi desigual: os aveirenses campeões do mundo estrearam-se a ganhar; os outros… nem tanto. Mas ainda é cedo para avaliar.


Comentários

Helena Seabra, em 2009-07-01 às 21:31, disse:
Força APCS de Portugal !!!

O seu comentário:


O seu nome:


O seu email (não será publicado):






Concurso Dos 0 aos 100
Ciência Viva TV
FCCN - Fundação para a Computação Científica Nacional Ciência Viva


Contactos
Ficha técnica
Estatuto Editorial
Conselho Científico
A Palavra do Leitor
Portuguese Science