Terça-feira, 9 de Fevereiro de 2010
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Participação portuguesa no RoboCup 2009: novas gerações de campeões

Sessão de entrega de prémios decorreu ontem em Graz

2009-07-06
Por Porfírio Silva em Graz, Áustria (texto e fotos)

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CAMBADA, 3º lugar na Liga dos Robôs Médios
CAMBADA, 3º lugar na Liga dos Robôs Médios
O palco das duas sessões de entrega de prémios do RoboCup 2009, para seniores e juniores, acolheu muitas equipas portuguesas, ontem à tarde em Graz e em alguns casos para consagrar campeões mundiais, marcando no conjunto uma notável participação lusa.

No grupo sénior, destinado a escolas do ensino superior, a equipa Cambada, da Universidade de Aveiro, anterior campeã mundial da liga do futebol robótico mais significativa em termos científicos e de engenharia, a Liga dos Robôs de Tamanho Médio, saiu de novo com um óptimo resultado: terceiro lugar na classificação geral e vencedora de um dos dois desafios técnicos (foi a melhor de todas as equipas a reconhecer a bola em jogo sem a facilidade de saber previamente de que cor ela seria, como ainda acontece nas competições).


Bernardo Cunha, professor da Universidade de Aveiro, um dos históricos da Cambada, na hora de fazer o balanço não hesitou em a classificá-la de “fantástica” e referiu: “O objectivo era chegar às meias-finais. O jogo que perdemos foi o melhor da fase final, o mais agradável até para o público. A equipa foi a única em todo o torneio que ganhou aos agora campeões [RFC Stuttgart], e logo por 5-2, mas não nos cruzámos com eles na fase final. Há sempre imponderáveis na parte competitiva.”

Libor Kral
Libor Kral
É preciso contar, no entanto, com o facto de que a competição aqui é a face pequena da moeda, sendo a investigação científica o motor desta iniciativa – e, nessa vertente, Bernardo Cunha não deixa as contas por fazer.

“A evolução tem sido muito rápida em aspectos que dão grandes vantagens competitivas. E aí as condições variam muito. Por exemplo, enquanto os nossos robôs atingem velocidades de 1.8 metros por segundo, o autómato dos novos campeões atinge cinco metros por segundo. Os nossos robôs, tirando o computador a câmara, são construídos por nós – o que não acontece com outras equipas. Conseguimos equilibrar as coisas porque, tendo uma plataforma estável, os contributos científicos permitem-nos fazer a diferença. Mas se o financiamento disponível para as equipas portuguesas melhorar veremos mais frutos da qualidade da ciência que aqui se faz e o país beneficia”, assinalou o docente.

Roll Bots, Campeã Mundial de Dança Robótica por super-equipas
Roll Bots, Campeã Mundial de Dança Robótica por super-equipas
Aliás, de acordo com Pedro Lima, Trustee do RoboCup internacional e presidente da Sociedade Portuguesa de Robótica, o reconhecimento do valor científico deste movimento também deu passos importantes nesta edição, designadamente com a presença de Libor Kral, chefe da Unidade de Sistemas Cognitivos, Robótica e Interacção, da Comissão Europeia, que observou atentamente o que se passou em Graz e, francamente impressionado, comentou a necessidade de dar maior atenção e apoio à investigação científica.

Resultados RoboCup Júnior

The birth of a Dragon, Campeã mundial de Dança robótica
The birth of a Dragon, Campeã mundial de Dança robótica
Entretanto, novas estrelas brilharam no RoboCup Júnior, destinado a alunos do ensino básico e secundário. É impressionante a lista de prémios conquistados pelas equipas portuguesas mais jovens.

No Futebol Robótico Júnior as equipas portuguesas competiram (na versão A) no nível secundário e primário (menores de 14 anos). Há agora dois campeões mundiais no secundário: duas equipas da Escola Profissional Cenatex – a Cenatex 2 é campeã mundial por equipas; Cenatex 1 é campeã mundial por super equipas, além de ter obtido também o terceiro lugar. O segundo grupo (super equipas) corresponde a grupos de países diferentes, criados por sorteio, para estimular o intercâmbio e a cooperação entre os participantes, contando para a classificação o desempenho de todas.

APCS Guarda – Montepio
APCS Guarda – Montepio
No Futebol Robótico de nível Primário, a equipa APCS Guarda – VidroEstor ficou em segundo lugar por super equipas. Na Busca e Salvamento Júnior, nível Secundário, a equipa APCS Guarda – Montepio ficou em terceiro lugar por equipas e ganhou o Prémio da Melhor Apresentação, enquanto a Escola Profissional de Braga conquistou o terceiro lugar por super equipas. No nível Primário, a Vivinho Team, do Agrupamento de Escolas de São Gonçalo, é campeã mundial em super equipas (ex aequo).

Na modalidade de Dança, nível Secundário, a equipa The Birth of a Dragon, da Escola Profissional Gustave Eiffel, é campeã mundial por equipas (ex aequo); a equipa Roll Bots, da Escola E.B. 2, 3/S Vieira de Araújo, é campeã mundial por super-equipas (ex aequo). No nível Primário, a Naturateam, do Agrupamento de Escolas de São Gonçalo, venceu o Prémio Especial dos trajes.

Cenatex 1, Campeões mundiais por super equipas
Cenatex 1, Campeões mundiais por super equipas
Em jeito de balanço relâmpago, Pedro Lima, Trustee do RoboCup internacional e presidente da Sociedade Portuguesa de Robótica, sublinhou que esta edição confirma que Portugal tem no RoboCup um peso muito superior ao que a sua dimensão faria esperar: tanto em termos de participação, como de resultados ou responsabilidades assumidas aos vários níveis de direcção da Federação internacional.

Comentários

Frederico Fragateiro, em 2009-07-08 às 12:43, disse:
Centaex campeão em superteams e 1 º e 3º lugar em individuais.

Helena Seabra, em 2009-07-07 às 00:14, disse:
Muito bem... Gostei desta notícia, há muito que a esperava! Agora de facto, é preciso que o Governo Português, tente esforçadamente conhecer minimamente estes jovens talentos que, por enquanto, ainda falam português mas já dão passos de gigante num mundo exterior que se afigura cada vez mais perto, aliciante e generoso para com o seu trabalho. E já agora parabéns aos jovens das 2 equipas da A.P.C.S - Guarda que trouxeram 3 prémios (um 1º, um 2º e um 3º lugares.)

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