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Terça-feira, 9 de Fevereiro de 2010 ![]() |
Vivo sob os escombros um mês depois
- Um homem de 28 anos foi encontrado ontem com vida entre os escombros de um edifício no Haiti, onde terá estado preso desde 12 de janeiro
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Cientistas lusófonas revelam-se!2009-07-12 Por Elsa Resende, da Agência Lusa
Ambas são cientistas e as suas histórias são narradas num livro que é lançado na terça-feira na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa. "Vidas a Descobrir - Mulheres Cientistas do Mundo Lusófono" reúne reportagens sobre dez investigadoras de Portugal, Brasil, Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe. Um processo difícil
Em "Vidas a Descobrir", a Ciência "cruza-se com os percursos de vida" das investigadoras e com "os percursos dos países" onde nasceram, descreve. O livro mostra como, através dos seus contributos científicos, elas "ajudaram os seus países" e acaba com "a imagem do cientista homem, branco", acrescenta Joana Barros, enaltecendo o empenho destas mulheres num universo ainda machista e a sua capacidade para superarem dificuldades. A arqueóloga brasileira Niède Guidon escavou, na década de 70, cerca de 1200 metros cúbicos de terra na Toca do Boqueirão da Pedra Furada, no Estado do Piauí, no Nordeste brasileiro. Na região, encontrou as provas da mais antiga presença humana nas Américas e fundou o Parque Nacional da Serra da Capivara, que concentra mais de 1300 sítios arqueológicos além da Toca do Boqueirão, sendo o maior do género no mundo. Pinturas e artefactos
Por outro lado, algumas zonas onde a erosão destruiu a vegetação foram reflorestadas, tendo sido criada uma exploração de mel, que tornou a região do Piauí o maior exportador deste alimento do Nordeste do Brasil. Nomeada em 2005 para o Prémio Nobel da Paz, Niède Guidon, que tem mais de 75 anos, sobreviveu a 200 picadas de abelhas quando explorava o sítio Sumidouro do Sansão e enfrentou ameaças de morte por ser uma voz incómoda que defende o parque contra interesses instalados. O paludismo que não era
Às histórias de Niède e Amabélia junta-se a da portuguesa Cláudia Sousa, de 34 anos, que se meteu num autocarro até Paris, França, para falar, nos intervalos de palestras, com um especialista japonês que lhe abriu as portas para a investigação, no Japão e na Guiné-Conacri sobre as capacidades cognitivas dos chimpazés (ver artigo de Ciência Hoje publicado em 29/5/2008 Investigadora portuguesa descobre quebra-nozes complexo feito por chimpanzés . Dar de mamar no observatório
Agora, estuda os factores genéticos que podem confirmar ou não a resistência ao paludismo na população da Ilha do Príncipe. Comentários |
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