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Crianças obesas comprometem qualidade e a expectativa de vida!

Um estudo da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto revela que este risco pode originar problemas cardiovasculares graves

2009-07-13
Carla Rego
Carla Rego

Um estudo da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto mostra que mais de metade das crianças obesas analisadas apresenta dois ou mais factores de risco cardiometabólico. Este facto propicia problemas cardiovasculares originados pela hipertensão arterial, diabetes e Síndroma Metabólico, entre outras, comprometendo assim a qualidade e a expectativa de vida.

As crianças que sofrem de obesidade têm 20 vezes mas probabilidade de se tornarem adultos obesos.

O estudo contou com uma amostra de 580 crianças e adolescentes referenciados com sobrepeso ou obesidade que estiveram a ser observadas durante oito anos de investigação.

 

Segundo este, apenas um terço das crianças seguidas na Consulta de Nutrição Pediátrica num hospital central não apresentou qualquer factor de risco cardiovascular na dependência da obesidade.

Carla Rêgo, investigadora responsável pelo estudo, considera: “Dados preocupantes deste estudo mostram que 72 por cento do historial da obesidade tem início na primeira e segunda infâncias (antes dos 6-7 anos). A persistência de obesidade durante a trajectória da idade pediátrica cursa com forte probabilidade da sua persistência para a vida”.

A investigação revelou que  os antecedentes familiares estão relacionados com a presença de obesidade, uma vez que 47 por cento das crianças analisadas têm os pais também obesos e apenas 11 por cento não têm nenhum dos progenitores com excesso de peso ou obesidade. Estes dados indicam que haja uma provável partilha de uma predisposição genética que está relacionada com um ambiente familiar obesogénico, ou seja, relaxado, indolente e preguiçoso, que é indispensável para a expressão da doença.

Hoje em dia, crianças e jovens passam cerca de 20 horas semanais a ver televisão ou a jogar consola, hábitos que propiciam uma vida sedentária. As conclusões do estudo mostram que o aspecto físico tem influência na dimensão psicológica. Segundo o mesmo, para além da gordura corporal total, o perímetro da cintura bem como a duração da doença são importantes indicadores do risco de ocorrência de comorbilidade (depressão e ansiedade).

A alimentação e a actividade física são factores determinantes para um estilo de vida saudável e por consequência eficaz na prevenção e no tratamento/cura da obesidade. No entanto, segundo Carla Rêgo “o estilo de vida hoje é muito diferente daquele para o qual o ser humano está geneticamente programado”. 

Recorde-se que a Organização Mundial de Saúde (OMS) classificou a obesidade como a pandemia do século XXI e que um estudo recente da Direcção Geral de Saúde (DGS) mostra que um terço das crianças portuguesas apresenta excesso de peso.

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