Quinta-feira, 29 de Julho de 2010
Finalmente o Museu do Côa - O Museu do Côa vai ser inaugurado na próxima sexta feira, pela ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas, concluindo um projecto há muito aguardado

Do laboratório para o mercado: a importância das patentes

Administradores e gestores de transferência tecnológica discutiram a produção de conhecimento e a sua aplicação

2009-07-14
Por Luísa Marinho

Partilhar

«A determinado ponto de desenvolvimento de uma tecnologia os cientistas chegam à conclusão que já não a podem utilizar», considera Isabel Morgado
«A determinado ponto de desenvolvimento de uma tecnologia os cientistas chegam à conclusão que já não a podem utilizar», considera Isabel Morgado
Na última mesa redonda d 12ª Conferência Internacional de Políticas Tecnológicas e Inovação (ICTPI’O9) discutiram-se os licenciamentos de patentes das tecnologias de e para os laboratórios de pesquisa das universidades. Presentes estiveram Isabel Morgado, da Bial, Peter Villax, da Hovione, António Parada, do IBMC, Pedro Pissarra, da Biotecnol, e Marta Catarino, da TecMinho.



A administradora do grupo Bial, que fornece soluções terapêuticas na área da saúde, começou por defender a problemática do desenvolvimento do conhecimento dentro das universidades. “As universidades não têm noção de que é necessário protegerem-se. Têm pouco cuidado em patentearem o que está para trás na investigação”.

Isabel Morgado acredita que “a determinado ponto de desenvolvimento de uma tecnologia os cientistas chegam à conclusão que já não a podem utilizar”. O problema está também, diz, no tempo que o processo de investigação demora: “O tempo de desenvolvimento de uma investigação é longo em relação ao tempo de duração de uma patente”.

Peter Villax, administrador da Hovione, uma empresa que desenvolve e comercializa princípios activos farmacêuticos, admite que a sua empresa “não é a ideal” para fazer parcerias com universidades. “Em Portugal há um dilema: as universidades não gostam que se fale de patentes porque estão empenhadas a desenvolver conhecimento e não produtos. Nós precisamos do produto de imediato para ter no mercado”, explica.

O fundador da Biotecnol – empresa de biotecnologia farmacêutica – Pedro Pissarra acredita que o sector privado devia “promover inovação”, pois “a ciência também é mercadoria”. Por seu lado, o governo também deve investir, mas saber como fazê-lo. Os produtos que a sua empresa comercializa vieram das universidades, pois "a propriedade intelectual vem das universidades". Diz ainda que a Biotecnol “começou com zero patentes e tem agora 95”.

Última mesa redonda d 12ª Conferência Internacional <br> de Políticas Tecnológicas e Inovação
Última mesa redonda d 12ª Conferência Internacional
de Políticas Tecnológicas e Inovação
António Parada, gestor de transferência tecnológica do IBMC (Instituto de Biologia Molecular e Celular) pensa ser possível vender os produtos a companhias e assim “ter poder para arranjar trabalho para os biólogos”. Os cientistas do IBMC, diz, "são maravilhosos e eu ensino-os a serem eles próprios promotores”.

Também gestora de transferência tecnológica, Marta Catarino, da TecMinho, uma plataforma que serve de interface entre a Universidade do Minho e a sociedade, explica que é importante a criação de «spin-offs» para os resultados das investigações serem aplicados.

“Torna-se mais útil e motivador para os próprios investigadores pois assim conseguem ter retorno do seu trabalho”, afirma. Para Marta Catarino é também importante “perceber quais as descobertas que podem ter saída a nível de mercado”.

 



Comentários

Natália Fernandes, em 2009-07-29 às 21:59, disse:
Muito bem, é importante que os resultados de investigação cheguem à sociedade.

O seu comentário:


O seu nome:


O seu email (não será publicado):






Ciência Viva TV
FCCN - Fundação para a Computação Científica Nacional Ciência Viva


Contactos
Ficha técnica
Estatuto Editorial
Conselho Científico
A Palavra do Leitor
Portuguese Science