Terça-feira, 9 de Fevereiro de 2010
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Portugal e Espanha recordam Descobrimentos
na inauguração do INL

Professores do Politécnico manifestaram-se
contra estatuto da carreira docente

2009-07-17
Por Lusa

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Sócrates e Zapatero destacaram <br> empreendimento ibérico
Sócrates e Zapatero destacaram
empreendimento ibérico
Os primeiros-ministros de Portugal e Espanha, bem como os respectivos Presidente da República e Rei, consideraram hoje o Laboratório Ibérico de Nanotecnologia símbolo de um aprofundamento “histórico” das relações de cooperação entre os dois países.

Na cerimónia de inauguração daquele equipamento, em Braga, José Sócrates considerou que o instituto “simboliza uma nova ambição nas relações entre Portugal e Espanha”.



“É um marco histórico nas relações entre os dois países”, sublinhou, considerando que ele dá “um novo impulso” à cooperação ibérica. Sócrates acrescentou que, apesar de ibérico, o novo instituto, que será dirigido por José Ribas, da Universidade de Compostela, pretende “atrair e recrutar os maiores investigadores do mundo nesta área”.

José Sócrates recordou os tempos dos Descobrimentos para considerar que “Portugal e Espanha foram sempre grandes quando se abriram ao mundo”

O objectivo é “colocar as comunidades científicas portuguesa e espanhola na primeira linha da ciência global”, até porque o laboratório “nasce da cooperação entre Portugal e Espanha mas insere-se na rede global do conhecimento”.

José Luís Zapatero recordou igualmente “a época dos navegantes” para deixar claro que os dois países “mostram agora vontade de conseguir, no Atlas do futuro, novos descobrimentos”.

Desenho por computador da entrada do Laboratório <br> de Nanotecnologia que só estará pronto em 2010
Desenho por computador da entrada do Laboratório
de Nanotecnologia que só estará pronto em 2010
“Este centro surge de um forte compromisso de progresso e cooperação entre povos. Foi ideia, projecto e agora realidade de investigadores, ministros, funcionários, empresas e especialmente do primeiro-ministro José Sócrates, que demonstrou todo o empenho na concretização deste projecto histórico”, disse.

“Se nesta sociedade global as fronteiras se esbatem, não podemos nem devemos pôr fronteiras entre as comunidades científicas dos dois países”, acrescentou.

O Presidente da República, Cavaco Silva defendeu que “para enfrentar os desafios da sociedade contemporânea e da economia global, é essencial que Portugal e Espanha criem redes transfronteiriças do conhecimento”.

“Se o passado nos ensinou a vantagem de estabelecer laços de cooperação com outros países no caminho do progresso e do desenvolvimento científico, o presente mostra-nos que o mundo é global, não apenas em termos comerciais ou financeiros, mas também, quanto à universalização do conhecimento”, afirmou.

Planta das instalações
Planta das instalações
O Rei de Espanha, D. Juan Carlos, enalteceu “o ambiente de profunda sintonia e a extraordinária evolução dos laços entre Portugal e Espanha nas últimas décadas”.

“A democracia, a incorporação plena de ambos os Estados na integração europeia, assim como o intenso trabalho dos nossos sucessivos governos nas cimeiras luso-espanholas, são fundamentais para entender a actual extensão e riqueza das nossas relações”, afirmou, exprimindo-se em português.

D. Juan Carlos disse que sempre dedicou “uma especial atenção”, ao relacionamento entre Portugal e Espanha, frisando que o faz “por convicção própria como Rei de Espanha, e pelo profundo e antigo afecto” que nutre “a este muito querido país”.

Manifestações contra estatuto da carreira docente

À porta da inauguração, dezenas de docentes do Politécnico manifestavam-se, com t-shirts e bandeiras pretas, contra o estatuto da carreira docente para o sector, lamentando que “ministro da Ciência e Ensino Superior e primeiro-ministro se recusem a dialogar”.

“Como têm feito ouvidos moucos às nossas reivindicações, decidimos aproveitar a presença deles aqui para ver se nos ouvem”, disseram aos jornalistas Filomena Soares e Paulo Trigueiros.

Também o PCP aproveitou a presença dos chefes de Estado e de Governo de Portugal e Espanha para protestar contra o que o seu dirigente Jorge Matos considerou “uma festa fora de época”.

“Dizem que não há dinheiro para resolver os muitos problemas sociais a que existem e fazem uma inauguração de uma obra que está a meio e que só entrará em funcionamento em 2010”, criticou o dirigente.



Comentários

João Estrela, em 2009-07-20 às 01:33, disse:
A nanotecnologia sera a curto espaço uma nova era
para a humanidade, fico incredulo que algum portugues possa criticar esta iniciativa Iberica.
Pela primeira ves podemos estar um passo à frente da alta tecnologia em Portugal
o futuro esta aqui não critiquem por antecipação espero que todos de uma forma ou de outra esteja-mos á altura dos desafios que a nanotecnologia nos traz.Está na hora de agarrar esta oportunidade cientifica no nosso País sem a inveja e mesquinhes habitual


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