Quinta-feira, 29 de Julho de 2010
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Nova metodologia para solucionar crimes complexos

Investigadores de Coimbra desenvolvem ferramenta para apoiar Ciências Forenses e Criminais

2009-08-03

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Nova técnica para a detecção e revelação de impressões digitais
Nova técnica para a detecção e revelação de impressões digitais
Uma metodologia inovadora a nível internacional de detecção, revelação e conservação de impressões digitais em materiais metálicos, para auxiliar a desvendar os crimes mais complexos, foi desenvolvida por uma equipa de investigadores da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), com a colaboração do Núcleo de Polícia Técnica da Directoria do Centro da Polícia Judiciária.


Denominada «Revelação de Impressões Digitais» através da «Deposição de Filmes Finos», a investigação, realizada no Centro de Engenharia Mecânica da Universidade de Coimbra (CEMUC), utiliza uma técnica de que possui uma longa experiência (25 anos) para diversas aplicações a pulverização catódica.

Neste caso, para a revelação de impressões digitais latentes (invisíveis), produzindo, para tal, filmes finos de cobre e de ouro (espessura de 20 a 30 nanómetros) e apresenta resultados muito promissores, concretamente, na revelação de impressões não recentes (“não frescas”) e na conservação das impressões reveladas que não se adulteram ao longo do tempo.

Uma das principais vantagens da utilização desta metodologia agora conseguida, destaca a coordenadora da equipa de trabalho, Sofia Ramos, " é que se trata de um método completamente limpo, quer a nível ambiental quer para a saúde dos investigadores criminais, ao contrário das actuais técnicas utilizadas para a detecção e revelação de impressões digitais, como por exemplo, o método dos pós”.

Ao mesmo tempo, prossegue Sofia Ramos, “permite que as amostras reveladas possam funcionar como base de dados porque o revestimento de filmes finos serve de capa protectora, impedindo a deterioração das impressões e fixando possíveis vestígios para análises posteriores, isto é, prendendo partículas reveladoras (drogas, explosivos), que possam ter sido usadas pelo criminoso, permitindo traçar melhor o seu perfil”.

Unidade especializada

Dirigido essencialmente para a solução de crimes complexos, que exigem métodos mais expeditos do que os actuais, o potencial de aplicação do novo método baseado na pulverização catódica, uma técnica versátil e flexível de deposição física em fase de vapor, foi já reconhecido por elementos do Laboratório de Polícia Científica (LPC) da Policia Judiciária.

Amostras reveladas funcionam como base de dados
Amostras reveladas funcionam como base de dados
Com os resultados promissores obtidos, o CEMUC vai prosseguir com a investigação nesta área do conhecimento, estando já em marcha a criação de uma Unidade de investigação especializada para apoio às Ciências Forenses e Criminais.

De acordo com Teresa Vieira, coordenadora do Grupo de Nanomateriais e microfabricação do CEMUC “a Ciência de Materiais pode ser muito útil à investigação criminal. A expansão das nanotecnologias terá, num futuro próximo, um forte impacto nas ciências forenses, exigindo a procura de novos métodos de detecção e identificação de vestígios”.

No entanto, alerta a investigadora, “a implementação de métodos baseados nos nanomateriais/nanotecnologias para a resolução de crimes comporta diversos riscos, invisíveis, para a saúde humana. A exposição continuada a nanopartículas como já actualmente na revelação de impressões digitais, dependente do tipo de partículas pode provocar lesões nos rins, enfarte do miocárdio e outros danos". 

É também aí que há necessidade de "integrar nas normas de segurança cuidados a ter com o manuseamento destes materiais invisíveis para a maior parte dos filtros disponíveis. Neste contexto é extremamente importante para além de contribuir com a investigação para solucionar este problema, alertar/sensibilizar os agentes forenses para os vários riscos associados ao manuseamento com este tipo de partículas”, concluiu.


Comentários

LUIS TOCHA, em 2010-02-19 às 15:37, disse:
É UM GRANDE PROGRESSO PARA A INVESTIGAÇÃO CRIMINAL A CIÊNCIA FORENSE ESTÁ DE PARABENS

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