«CityMotion»: plataforma
para gerir mobilidade
no Porto e em Lisboa
Projecto envolve investigadores, empresas de comunicações e operadores de transportes
2009-08-24
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| «City Motion» vai alterar os «paradigmas de mobilidade» |
A reunião numa plataforma logística de informação em tempo real sobre ambiente, telecomunicações, transportes e o modo como as pessoas circulam é o desafio de cientistas portugueses na procura do sistema de mobilidade urbano do futuro.
O «CityMotion» é um projecto que dentro de um ano pretende ter a funcionar protótipos reais nas cidades de Lisboa e Porto, coordenado pelo professor da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) Carlos Lisboa Bento e integrado no Programa MIT – Portugal.
Com a duração de três anos, desenvolve-se desde o início de 2008.
“É uma plataforma que recebe informações de várias fontes, muito heterogéneas, e que permite gerir a mobilidade de uma cidade”, declarou Carlos Lisboa Bento à agência Lusa, sobre um projecto que envolve dez investigadores e ainda empresas de telecomunicações, operadores de transportes e logística, as câmaras municipais de Lisboa e do Porto, a Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) e o Instituto Superior Técnico de Lisboa (IST).
Segundo o investigador, esta
“radiografia única da cidade” fornecida pelo
«CityMotion» vai
“alterar radicalmente os paradigmas de mobilidade” no espaço urbano, onde não é fácil mudar devido às estruturas físicas, pelos seus grandes impactos financeiros e ambientais.
“Em vez de criar novos viadutos ou novas ruas, optimizamos a utilização dos recursos e infra-estruturas, recorrendo a essa envolvente digital”, explicou, frisando que se a mudança se tornar incontornável ela será mais planeada e eficaz.
A nível dos transportes, os operadores disporão de
“uma radiografia em tempo real” do lado da procura, e sobre as necessidades, podendo assim planear rotas com optimização energética.
O cidadão comum que pretenda deslocar-se terá acesso através do seu telemóvel a informação para o planeamento da viagem. Saber qual a melhor rota, o tempo que gasta, o custo em transporte individual ou nas alternativas de transporte colectivo.
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| Os operadores vão dispor de «radiografia em tempo real» |
Juntando a informação das várias fontes – de operadores de comunicações móveis, sensores de tráfego, de empresas de transportes públicos - poderá saber-se em tempo real onde está cada veículo, onde recolhem e largam passageiros, seja autocarro, metro ou táxi, e pelos telefonemas ter-se a noção dos locais de concentração de pessoas, e de como elas se movem.
Esta plataforma integrada de informação em tempo real, e com capacidade de detecção e previsão, será também útil para as forças de segurança, Protecção Civil e Emergência Médica porque
“em caso de catástrofe, terrorismo, incêndio e acidentes, podemos muito mais rapidamente percepcionar situações de risco eminente ou classificar um incidente”, referiu.
Recentemente, por acção da investigadora da FEUP Teresa Galvão, foi celebrado um protocolo que associa ao
«CityMotion» as empresas TMN, Carris, Sociedade de Transportes Colectivos do Porto (STCP), TIP - Transportes Intermodais do Porto, Metro do Porto, Frotcom, Geotaxis e as câmaras municipais de Lisboa e do Porto.
Estas instituições, segundo Carlos Lisboa Bento,
“contribuíram de forma decisiva para formar a maior e mais completa plataforma de informação a nível internacional, ao juntar os vários actores de mobilidade”.
Comentários
Maria Laires, em 2009-08-26 às 22:34, disse:
A tradicional "negatividade" e os nossos moribundos "velhos do Restelo" - são responsáveis pelo actual sistemático retardar da nossa saída de um tipo de "obscurantismo" Salazarista (que eu conheci bem durante 35 anos ) - que marcou, e pelos vistos marca ainda, uma parte da nossa população! Salvam-nos - neste Sec.XXI - os "sempre jovens de espírito, abertos à mudança, e, claro, os nossos actuais jovens visionários - que a promovem"!Alberto Resende, em 2009-08-25 às 19:23, disse:
É preciso ser crente para acreditar que as zonas metropolitanas das princiapis cidades portuguesas irão algum dia facultar aos cidadãos contribuintes informação fidedigna sobre a qualidade do ar por exemplo, já que tal difusão de informação não é, por certo, conveniente a um Ministério tão moribundo quanto o do Ambiente.