Descoberto exoplaneta
rochoso como a Terra
CoRot-7b orbita muito perto
da sua estrela COROT-7
2009-09-17
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| Interpretação artística de Corot-7b a orbitar a sua estrela |
Foi descoberto o primeiro exoplaneta rochoso com uma densidade semelhante à da Terra. Situado a 500 anos-luz dos limites do sistema solar, este planeta – baptizado como CoRot-7b – possui uma órbita invulgarmente veloz e está muito próximo da sua estrela. Foi detectado em Fevereiro pelo satélite COROT.
Este satélite é um projecto conjunto da Agência Espacial Francesa (CNES) e da Agência Espacial Europeia (ESA) que tem como objectivo descobrir planetas fora do sistema solar que se assemelhem à Terra.
A equipa de astrónomos observou durante 70 horas o planeta para calcular a sua massa e densidade. Chegou à conclusão que de diâmetro é 1,8 vezes maior do que a Terra e que tem uma massa cinco vezes superior. A rapidez da sua órbita faz com que demore apenas 20 horas a dar a volta ao seu sol.
Estes dados foram obtidos através da combinação de dois observadores. O COROT proporciona dados espaciais e o HARPS (High Accuracy Radial velocity Planet Searcher), instalado no telescópio da ESO, no observatório de La Silla (Chile) cede os dados terrestres.
Haverá vida em CoRot-7b?
Com temperaturas que ascendem aos 2000 graus centígrados, na face virada para a sua estrela, é pouco provável que exista vida neste longínquo planeta. O astro pode mesmo estar coberto de oceanos de lava.
Apesar de ser rochoso como a Terra, está tão perto do seu sol que as variações de temperatura são extremas. Mesmo que haja água esta deve entrar em ebulição periodicamente.
Desde 1995, ano em que se descobriu o primeiro planeta fora do sistema solar – o 51 Pegasi b – já foram registados 350 exoplanetas. Apenas uma dúzia possuem massa entre uma e dez vezes superior à da Terra. Os mais habituais são gigantes gasosos semelhantes a Júpiter que orbitam muito perto das suas estrelas.
Comentários
José Costa, em 2009-09-19 às 14:17, disse:
Parece que cada vez temos razão para nos sentirmos mais sós neste infinito universo. Mas a ciência e a descoberta com seu dinamismo não para, e quem sabe se um dia não vamos encontrar "sósias" nossos a não sei quantos milhões de anoz luz de distância de nós. E depois o que fazemos com esse conhecimento? Espero que seja útil...