Biblioteca virtual Google:
democratização vs monopólio
Departamento de justiça norte-americano
põe em causa acordo entre empresa e editoras
2009-09-22
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| Biblioteca virtual «Google Books» |
O projecto da Google para implementar a maior biblioteca virtual do mundo está cada vez mais em risco. Depois da Amazon, a Yahoo e a Microsoft terem assinado um acordo para a criação da «Open Book Alliance», que visa combater a Google, é a vez do Departamento de Justiça dos Estados Unidos se opor ao projecto.
Em 2008, a Google chegou a acordo com editoras e autores para que estas pudessem registar os seus trabalhos na biblioteca e receber as compensações monetárias, criando a «Book Rights Registry».
A empresa, que teve de pagar uma indemnização de 100 milhões de euros aos proprietários dos direitos dos livros que já tinha digitalizado, ficou também com o direito de digitalizar as obras cujos autores fossem anónimos.
A contestação começou de imediato. E depois da formação da aliança, proposta pela organização sem fins lucrativos Internet Archive, que visa lutar contra o monopólio, foi a vez do Departamento de Justiça fazer chegar ao tribunal de Nova Iorque, de quem depende a aprovação deste projecto, um parecer que põe em causa os acordos firmados entre a Google, os autores e os editores.
Violação das leis antitruste
O executivo defende que o acordo pode colocar a Google numa posição favorável ao monopólio dos livros digitais e que não é
“justo, razoável nem adequado”. De resto, considera que
“os interesses dos autores não são suficientemente defendidos” e que há
“violação as leis antitruste”, que promovem a livre concorrência.
A Google defende-se afirmando que o acordo para a construção desta biblioteca universal traz grandes benefícios aos autores. Até porque muitos deles podem voltar a ganhar dinheiro com os seus livros que já não se encontram no mercado.
Para a empresa este processo promove a democratização da leitura.
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