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Novo fármaco com propriedades analgésicas premiado

2009-10-13

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Novo fármaco poderá ser usado no combate à dor <br> e na terapia de doenças neurodegenerativas
Novo fármaco poderá ser usado no combate à dor
e na terapia de doenças neurodegenerativas

Uma equipa multidisciplinar de investigadores de Lisboa e do Porto, que concebeu um fármaco com capacidades analgésicas, foi a vencedora do Prémio Grunenthal Dor 2008 – Investigação Básica.

A cerimónia de entrega de prémios decorrerá na próxima sexta-feira, dia 16 de Outubro, à margem das jornadas da Dor, em Braga.



O trabalho deste grupo de investigadores conceptualiza, sintetiza e testa este novo fármaco que poderá vir a ser usado no combate à dor e na terapia de doenças neurodegenerativas, como o Alzheimer e o Parkinson. Desde modo, há uma descrição da idealização do novo fármaco, a investigação do seu potencial analgésico e os estudos in vivo de eficácia e segurança.

Os três cientistas premiados basearam-se numa molécula com propriedades analgésicas já conhecidas, a quiotorfina. Contudo, até ao momento, esta era incapaz de chegar ao cérebro, o que impossibilitava a sua utilização como analgésico. A fim de contornar este impedimento, a equipa de investigadores desenhou uma nova molécula derivada da quiotorfina que mantém as propriedades analgésicas e tem capacidade de atravessar membranas biológicas, ao qual chamou KTP-RC.

O fármaco foi depois sintetizado em colaboração com uma equipa de investigação da Universidade de Girona, Espanha.

O desenvolvimento deste fármaco poderá ser relevante, visto que já há vários anos que não são descobertas novas moléculas analgésicas eficazes. A sua patente já foi registada e, além disso, já há um financiamento europeu para o desenvolvimento industrial do medicamento.

Os investigadores responsáveis por este trabalho são Isaura Tavares, do Instituto de Biologia Molecular e Celular (IBMC) e da Faculdade de Medicina do Porto, Marta Ribeiro e Miguel Castanho, do Instituto de Medicina Molecular da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa.

O Prémio Grunenthal Dor, no montante de 7500 Euros, é atribuído pela Fundação Grunenthal Portugal e distingue anualmente trabalhos de investigação biomédica que contribuam o avanço do conhecimento na área da Dor.


Comentários

Carlos Alberto Pires Guerreiro, em 2009-10-14 às 18:22, disse:
O conhecimento na área da dor exprime um grande simpatia para os doentes crónicos, especialmente quando se trata do lançamento de um fármaco de composição química inédita. Com a patente registada e o financiamento assegurado, interessa agora que se dê início à sua prescrição médica, quanto mais depressa melhor.
Eu utilizo o adesivo opiáceo e o "Travex Rapid 50mg", mas no doente existe sempre aquele desejo (que afinal é o alimentar de uma esperança) de medicamentos mais eficazes. Vamos esperar para confirmar se vale a pena mudar no caso das doenças degenerativas do SNC. Um aplauso para quem ganhou o Prémio Gru nenthal Dor!


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