Quinta-feira, 2 de Setembro de 2010 ![]() |
A violência está de volta a Maputo
- Incidentes voltaram esta manhã a Maputo com carga policial sobre os populares. Pelas ruas da cidade o dispositivo policial é enorme. Pilhagens e pneus queimados pintam o cenário da capital
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Novo fármaco com propriedades analgésicas premiado2009-10-13
Uma equipa multidisciplinar de investigadores de Lisboa e do Porto, que concebeu um fármaco com capacidades analgésicas, foi a vencedora do Prémio Grunenthal Dor 2008 – Investigação Básica. O trabalho deste grupo de investigadores conceptualiza, sintetiza e testa este novo fármaco que poderá vir a ser usado no combate à dor e na terapia de doenças neurodegenerativas, como o Alzheimer e o Parkinson. Desde modo, há uma descrição da idealização do novo fármaco, a investigação do seu potencial analgésico e os estudos in vivo de eficácia e segurança. Os três cientistas premiados basearam-se numa molécula com propriedades analgésicas já conhecidas, a quiotorfina. Contudo, até ao momento, esta era incapaz de chegar ao cérebro, o que impossibilitava a sua utilização como analgésico. A fim de contornar este impedimento, a equipa de investigadores desenhou uma nova molécula derivada da quiotorfina que mantém as propriedades analgésicas e tem capacidade de atravessar membranas biológicas, ao qual chamou KTP-RC. O fármaco foi depois sintetizado em colaboração com uma equipa de investigação da Universidade de Girona, Espanha. O desenvolvimento deste fármaco poderá ser relevante, visto que já há vários anos que não são descobertas novas moléculas analgésicas eficazes. A sua patente já foi registada e, além disso, já há um financiamento europeu para o desenvolvimento industrial do medicamento. Os investigadores responsáveis por este trabalho são Isaura Tavares, do Instituto de Biologia Molecular e Celular (IBMC) e da Faculdade de Medicina do Porto, Marta Ribeiro e Miguel Castanho, do Instituto de Medicina Molecular da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa. O Prémio Grunenthal Dor, no montante de 7500 Euros, é atribuído pela Fundação Grunenthal Portugal e distingue anualmente trabalhos de investigação biomédica que contribuam o avanço do conhecimento na área da Dor. ComentáriosCarlos Alberto Pires Guerreiro, em 2009-10-14 às 18:22, disse:O conhecimento na área da dor exprime um grande simpatia para os doentes crónicos, especialmente quando se trata do lançamento de um fármaco de composição química inédita. Com a patente registada e o financiamento assegurado, interessa agora que se dê início à sua prescrição médica, quanto mais depressa melhor. Eu utilizo o adesivo opiáceo e o "Travex Rapid 50mg", mas no doente existe sempre aquele desejo (que afinal é o alimentar de uma esperança) de medicamentos mais eficazes. Vamos esperar para confirmar se vale a pena mudar no caso das doenças degenerativas do SNC. Um aplauso para quem ganhou o Prémio Gru nenthal Dor! |
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