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Terça-feira, 9 de Fevereiro de 2010 ![]() |
Vivo sob os escombros um mês depois
- Um homem de 28 anos foi encontrado ontem com vida entre os escombros de um edifício no Haiti, onde terá estado preso desde 12 de janeiro
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Promover a igualdade |
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| Ping-pong em cadeira de rodas era uma das iniciativas realizadas durante a campanha (clique para ampliar) |
“A Raríssimas foi fundada em Abril de 2002 para apoiar doentes e famílias que vivem diariamente com a realidade de uma doença rara”, explica a presidente da Associação, Paula Brito e Costa, ao Ciência Hoje. A importância da se associar ao evento está relacionada com a discriminação que os doentes raros sofrem.
“A discriminação faz parte do dia-a-dia dos nossos doentes e é alvo das nossas maiores preocupações”, revela Paula Brito e Costa. “Trabalhar para reduzir as diferenças no acesso a médicos e terapêuticas são fins essenciais para a melhoria da qualidade de vida dos nossos doentes, muitos deles portadores de deficiência”, acrescenta. 
Paula Brito e Costa, presidente da Raríssimas
De acordo com a Associação Raríssimas, em Portugal existem entre 600 a 800 mil portadores de doença rara. Estão registadas sete mil e, semanalmente, são declaradas cinco novas doenças. “Considera-se rara quando afecta uma pessoa em cada duas mil”, esclarece Paula Brito e Costa. Estas doenças “têm, geralmente, mortalidade precoce e natureza crónica debilitante e invalidante”, sublinha.
Actualmente, a sociedade portuguesa encara as doenças raras como um problema de saúde pública. “O Plano Nacional para as doenças raras, aprovado em Novembro passado, é disso exemplo”, afirma Paula Brito e Costa.
“Porém, ainda existe muito a fazer e só com a pressão de todos, junto dos profissionais de saúde, hospitais e governo, será possível mudar práticas existentes no sistema Nacional de Saúde que dificultam o diagnóstico precoce destas patologias”, sublinha a presidente da Raríssimas. “Só quando nos apercebermos que somos todos responsáveis, será possível tratar as doenças raras com o mesmo respeito que as restantes patologias”, acrescenta.![]()
“Dias da Diversidade” realizou-se
no Centro Comercial Colombo, em Lisboa
(clique para ampliar)
Ping-pong em cadeira de rodas, pinturas, mosaico de fotografias, quizz electrónico anti-discriminação e actuações musicais foram algumas das iniciativas realizadas durante a campanha “Dias da Diversidade”. A ideia era criar um espírito de mente aberta entre os participantes e contribuir para a promoção de um melhor entendimento acerca da diversidade no local de trabalho e na sociedade em geral.


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