Terça-feira, 9 de Fevereiro de 2010
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Células estaminais usadas para
tratar paralisia cerebral

Estudo pioneiro na Duke University
liga Portugal aos EUA

2009-10-20

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Crianças recebem transfusões do seu próprio sangue
Crianças recebem transfusões do seu próprio sangue
O sangue do cordão umbilical poderá vir a ser usado no tratamento da paralisia cerebral, depois de provas dadas no tratamento de doenças do foro hemato-oncológico e de outras doenças do sistema sanguíneo e imunitário. Para testar a aplicabilidade das células estaminais naquela patologia, está a ser realizado um estudo pioneiro pela pediatra e investigadora norte-americana Joanne Kurtzberg.

Desde 2005 que no departamento de pediatria da Duke University, nos Estados Unidos da América, várias crianças com paralisia cerebral e traumatismo crânio-encefálico têm vindo a receber transfusões do seu próprio sangue do cordão umbilical (infusões autólogas), em regime experimental.

Em Maio deste ano, um bebé português de 18 meses, cujos pais guardaram o sangue do cordão umbilical num banco privado português, integrou o estudo da Duke University e recebeu uma infusão autóloga. Dois meses mais tarde, uma criança de nacionalidade italiana, que também tinha crio-preservado neste banco, foi considerada elegível para este mesmo estudo, tendo igualmente recebido a infusão de sangue do cordão umbilical.

Várias crianças com paralisia cerebral <br> tratadas com sangue do cordão umbilical
Várias crianças com paralisia cerebral
tratadas com sangue do cordão umbilical
Aguardam-se agora os resultados do estudo da Duke University e vários especialistas mostram-se entusiasmados com a possibilidade desta aplicação terapêutica. Rui Reis, director Instituto Europeu de Excelência em Engenharia de Tecidos e Medicina Regenerativa, com sede na Universidade do Minho, e actual presidente da Assembleia Geral da Sociedade Portuguesa de Células Estaminais e Terapia Celular, considera que “no futuro, as células estaminais do sangue do cordão umbilical não serão só utilizadas no tratamento de doenças do foro hemato-oncológico, sanguíneo e imunitário”.

Segundo o responsável, “estes estudos, embora preliminares, começam agora a demonstrar o potencial destas células noutros campos de aplicabilidade terapêutica tais como a paralisia cerebral. Mas isso só será em muitos casos possível, sendo este um claro exemplo, através da realização de tratamentos autólogos, sendo por isso crucial o armazenamento dessas células à nascença em bancos privados que permitam o seu uso no próprio paciente”.

Rui Reis explicou ainda que estes estudos experimentais têm que ser analisados com cuidado, porque não são totalmente conclusivos, mas é clara a segurança de todo o procedimento efectuado pela Duke University, devendo-se aguardar por resultados a longo termo.

Estudo está a decorrer na Duke University, EUA
Estudo está a decorrer na Duke University, EUA
Contribuir para a saúde futura


Raul Santos, administrador da Crioestaminal (banco de crio-preservação de células estaminais do sangue do cordão umbilical dos recém-nascidos), congratula-se com o facto de a empresa poder contribuir para este estudo pioneiro e afirma que “investe muito na pesquisa de novas aplicações terapêuticas das células estaminais do sangue do cordão umbilical” e mostra-se por isso satisfeito por poder “contribuir para o desenvolvimento do estudo de Joanne Kurtzberg”.

Até ao momento, são mais de 30 mil os pais que aderiram no País a esta técnica e que a consideram uma opção preventiva da saúde futura dos seus filhos. Esta realidade confirma a solidez, experiência, qualidade e segurança que a empresa cumpre ao serviço da saúde e que a tornam uma referência no momento de optar pela crio-preservação.


Comentários

maria jose modesto lucas (avó), em 2010-02-07 às 12:07, disse:
Gostaria que me informassem se seria viavel que o meu neto de 13 anos de idade com um quadro clinico de paralesia cerebral un pouco atípica de etiologia desconhecida paralesia bilateral com envolvimento dos 4 membros e assimetria de predominio a esquerda hipotonia axial e reduçao generalizada da força muscular e espasticidade modertada com hiperreflexia , r. magnética craneoencefalica e de medula cervical sem alterações , encefalopatia estática com estudos metabolicos negativos parto com forceps PN 3150 gr. Apgar 1m - 7/8; 5m - 9.
Fractura da clavicula direita ao nascer, refluxo no periodo neonatal com vómitos frequentes sem outros problemas perinatais , sorriu com 3 meses segurou a cabeça aos 6 meses atraso no desenvolvimento motor evidente desde os primeiros meses bom desenvolvimento cognitivos e de linguagem visão e audição sem problemas progressos muito lentos na motricidade devido a padrão espástico e redução da força muscular tem pressão bilateral com défice na motricidade fina sobretudo à esquerda, espasticidade em adução e extensão nos membros inferiores e dificuldade na alternância subluxação da anca esquerda corrigida cirurgicamente em 2002 -tenomia do psoas e recto interno à esquerda e recto interno à direita houve melhoria na dissociação dos movimentos em marcha com andarilho que é muito precaria exigindo muito esforço com cansaço fácil e pouca motivação tem cadeira de rodas electrica nanual nével mental normal frequenta o ensino regular
diagnostico feito 2006(poderemos ter esperança de ele ser observado ver se tem alguma hipotse de novos tratamentos?) r.s.f.f.


Mónica Afonso, em 2009-12-29 às 19:55, disse:
Boa noite. A minha gravidez até ao ultimo momento corria normalmente... na sala de parto a situação complicou-se e a minha filha teve uma paragem cardio-respiratória, passou-se de um parto normal para uma cesariana, em que quando a minha filha foi retirada já vinha sem sinais vitais... tal situação levou com que ela ficasse com sequelas a nível do sistema nervoso central, neste momento uma das situações que nos deixa preocupados é que ela já tem 2 meses e 10 dias e ainda tem que se alimentar por sonda nasogástrica...
Nós temos as celulas estaminais com a empresa criovida - angelini, gostariamos sendo assim saber como é que a nossa menina poderia fazer parte da população de estudo da universidade Duke e em que altura (idade cronológica) é que ela deveria de ser submetida a essa "intervenção".
agradecida pela atenção Mónica Afonso


Dora Dias, em 2009-11-18 às 14:36, disse:
Boa tarde.
Gostaria de saber se haverá possibilidade de uma criança que ficou asfixiada com o cordão umbilical, e que agora se encontra com uma distrofia muscular originada da morte de células cerebrais à nascença poder de algum modo recuperar com o uso ou a aplicação das suas células estaminais que foram preservadas à nascença. Agradeço uma resposta brevemente. obrigada


Célia Cordeiro, em 2009-11-09 às 23:53, disse:
Gostaria de ser informada como usufruir deste serviço tão importante para a vida do meu bébé sendo que actualmente a preservação das células estaminais particularmente envolve uma dispendiosa quantia o que não será muito correcto tendo em conta a existência de um banco internacional

M J Parreira, em 2009-10-23 às 13:42, disse:
Claramente publicitário, este artigo encerra verdades e inexactidões, ou, pelo menos, explicações incompletas.
É de lastimar que o Presidente da AG da Ass Portuguesa de Cel Estaminais e Terapia Celular se associe a este tipo de "desinformação"


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