Células estaminais usadas para
tratar paralisia cerebral
Estudo pioneiro na Duke University
liga Portugal aos EUA
2009-10-20
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| Crianças recebem transfusões do seu próprio sangue |
O sangue do cordão umbilical poderá vir a ser usado no tratamento da paralisia cerebral, depois de provas dadas no tratamento de doenças do foro hemato-oncológico e de outras doenças do sistema sanguíneo e imunitário. Para testar a aplicabilidade das células estaminais naquela patologia, está a ser realizado um estudo pioneiro pela pediatra e investigadora norte-americana Joanne Kurtzberg.
Desde 2005 que no departamento de pediatria da Duke University, nos Estados Unidos da América, várias crianças com paralisia cerebral e traumatismo crânio-encefálico têm vindo a receber transfusões do seu próprio sangue do cordão umbilical (infusões autólogas), em regime experimental.
Em Maio deste ano, um bebé português de 18 meses, cujos pais guardaram o sangue do cordão umbilical num banco privado português, integrou o estudo da Duke University e recebeu uma infusão autóloga. Dois meses mais tarde, uma criança de nacionalidade italiana, que também tinha crio-preservado neste banco, foi considerada elegível para este mesmo estudo, tendo igualmente recebido a infusão de sangue do cordão umbilical.
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Várias crianças com paralisia cerebral tratadas com sangue do cordão umbilical |
Aguardam-se agora os resultados do estudo da Duke University e vários especialistas mostram-se entusiasmados com a possibilidade desta aplicação terapêutica. Rui Reis, director Instituto Europeu de Excelência em Engenharia de Tecidos e Medicina Regenerativa, com sede na Universidade do Minho, e actual presidente da Assembleia Geral da Sociedade Portuguesa de Células Estaminais e Terapia Celular, considera que
“no futuro, as células estaminais do sangue do cordão umbilical não serão só utilizadas no tratamento de doenças do foro hemato-oncológico, sanguíneo e imunitário”.
Segundo o responsável,
“estes estudos, embora preliminares, começam agora a demonstrar o potencial destas células noutros campos de aplicabilidade terapêutica tais como a paralisia cerebral. Mas isso só será em muitos casos possível, sendo este um claro exemplo, através da realização de tratamentos autólogos, sendo por isso crucial o armazenamento dessas células à nascença em bancos privados que permitam o seu uso no próprio paciente”.
Rui Reis explicou ainda que estes estudos experimentais têm que ser analisados com cuidado, porque não são totalmente conclusivos, mas é clara a segurança de todo o procedimento efectuado pela Duke University, devendo-se aguardar por resultados a longo termo.
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| Estudo está a decorrer na Duke University, EUA |
Contribuir para a saúde futura
Raul Santos, administrador da Crioestaminal (banco de crio-preservação de células estaminais do sangue do cordão umbilical dos recém-nascidos), congratula-se com o facto de a empresa poder contribuir para este estudo pioneiro e afirma que
“investe muito na pesquisa de novas aplicações terapêuticas das células estaminais do sangue do cordão umbilical” e mostra-se por isso satisfeito por poder “contribuir para o desenvolvimento do estudo de Joanne Kurtzberg”.
Até ao momento, são mais de 30 mil os pais que aderiram no País a esta técnica e que a consideram uma opção preventiva da saúde futura dos seus filhos. Esta realidade confirma a solidez, experiência, qualidade e segurança que a empresa cumpre ao serviço da saúde e que a tornam uma referência no momento de optar pela crio-preservação.
Comentários
jessica, em 2010-07-18 às 05:54, disse:
minha filha tem 3 anos e é portadora de paralisia cerebral,não guardamos as celulas .porem queremos ter outros filhos, gostaria de saber se existe alguma maneira deste tratamento ser usado nela.Neuza Silva, em 2010-07-14 às 00:39, disse:
O meu sobrinho nascido a 19.Jun.09 nasceu com 969gr e com 32 semanas, presentemente com paralesia cerebral não possui as suas células estaminais, gostariamos de saber se, mesmo assim, Duke University o poderá incluir no grupo experimental. Estamos dispostos a deslocarmos aos EUA para o efeito. Antecipadamente gratos pela colaboração.Joana, em 2010-07-11 às 13:32, disse:
Tenho 44 anos e tenho paralisia cerebral, devido a um nascimento prematuro de 6 meses. Fiquei afectada a nível dos membros inferiores, ando mas manco muito e a nível das mãos ficaram ligeiramente afectadas ao nível dos movimentos finos, não é perceptível.
As minhas perguntas são as seguintes:
Há 44 anos, ninguém se lembrava de guardar as células do cordão umbilical. Como se processaria o tratamento em situações como as de pessoas na minha situação? É apenas possível realizar esses tratamentos com as nossas células? Poderão no futuro vir a aparecer, bancos de células para se encontrar alguém compatível? É pouco provável que tal venha acontecer devido à especificidade das referidas células?
Já se fazem tratamentos em Portugal? Como se processa? Os custos serão muito elevados?
Muito obrigada pela atenção.
Cumprimentos.Alexandra Castro, em 2010-05-12 às 12:11, disse:
A minha filha, com 5 anos, teve uma infecção congénita por citomegalovirus, apresentando hoje um quadro de paralisia cerebral. Gostaria de saber se haverá alguma possibilidade de tratamento, uma vez que não foram guardadas as células estaminaisluzinete, em 2010-03-21 às 22:50, disse:
tenho um fiho com pc e gostaria de colocar o nome dele para fazer partes das pesquisas como devo presederElisabete Branco, em 2010-03-17 às 15:38, disse:
Boa tarde, tenho um filho cm 11 meses k nasceu cm paralesia cerebral. Não guardei as celulas estaminais mas gostava de saber se eu tiver um novo filho se há possibilidade de utilizar essas mesmas celulas para este meu filho? obrigadahelena, em 2010-02-14 às 20:13, disse:
O meu neto também teve problemas à nascença. Tem neste momento 7 meses. Tem problemas em termos de força de musculatura, não segura a cabeça. Temos receio do seu futuro. Tem paralesia cerebreal. A minha pergunta é: qual a solução para que venha a ter uma vida digna.Ajudem-me por favor. Estamos todos desesperados, sem saber o que fazer. Gostava de ser orientada.
O nosso muito obrigadamaria jose modesto lucas (avó), em 2010-02-07 às 12:07, disse:
Gostaria que me informassem se seria viavel que o meu neto de 13 anos de idade com um quadro clinico de paralesia cerebral un pouco atípica de etiologia desconhecida paralesia bilateral com envolvimento dos 4 membros e assimetria de predominio a esquerda hipotonia axial e reduçao generalizada da força muscular e espasticidade modertada com hiperreflexia , r. magnética craneoencefalica e de medula cervical sem alterações , encefalopatia estática com estudos metabolicos negativos parto com forceps PN 3150 gr. Apgar 1m - 7/8; 5m - 9.
Fractura da clavicula direita ao nascer, refluxo no periodo neonatal com vómitos frequentes sem outros problemas perinatais , sorriu com 3 meses segurou a cabeça aos 6 meses atraso no desenvolvimento motor evidente desde os primeiros meses bom desenvolvimento cognitivos e de linguagem visão e audição sem problemas progressos muito lentos na motricidade devido a padrão espástico e redução da força muscular tem pressão bilateral com défice na motricidade fina sobretudo à esquerda, espasticidade em adução e extensão nos membros inferiores e dificuldade na alternância subluxação da anca esquerda corrigida cirurgicamente em 2002 -tenomia do psoas e recto interno à esquerda e recto interno à direita houve melhoria na dissociação dos movimentos em marcha com andarilho que é muito precaria exigindo muito esforço com cansaço fácil e pouca motivação tem cadeira de rodas electrica nanual nével mental normal frequenta o ensino regular
diagnostico feito 2006(poderemos ter esperança de ele ser observado ver se tem alguma hipotse de novos tratamentos?) r.s.f.f.Mónica Afonso, em 2009-12-29 às 19:55, disse:
Boa noite. A minha gravidez até ao ultimo momento corria normalmente... na sala de parto a situação complicou-se e a minha filha teve uma paragem cardio-respiratória, passou-se de um parto normal para uma cesariana, em que quando a minha filha foi retirada já vinha sem sinais vitais... tal situação levou com que ela ficasse com sequelas a nível do sistema nervoso central, neste momento uma das situações que nos deixa preocupados é que ela já tem 2 meses e 10 dias e ainda tem que se alimentar por sonda nasogástrica...
Nós temos as celulas estaminais com a empresa criovida - angelini, gostariamos sendo assim saber como é que a nossa menina poderia fazer parte da população de estudo da universidade Duke e em que altura (idade cronológica) é que ela deveria de ser submetida a essa "intervenção".
agradecida pela atenção Mónica AfonsoDora Dias, em 2009-11-18 às 14:36, disse:
Boa tarde.
Gostaria de saber se haverá possibilidade de uma criança que ficou asfixiada com o cordão umbilical, e que agora se encontra com uma distrofia muscular originada da morte de células cerebrais à nascença poder de algum modo recuperar com o uso ou a aplicação das suas células estaminais que foram preservadas à nascença. Agradeço uma resposta brevemente. obrigadaCélia Cordeiro, em 2009-11-09 às 23:53, disse:
Gostaria de ser informada como usufruir deste serviço tão importante para a vida do meu bébé sendo que actualmente a preservação das células estaminais particularmente envolve uma dispendiosa quantia o que não será muito correcto tendo em conta a existência de um banco internacionalM J Parreira, em 2009-10-23 às 13:42, disse:
Claramente publicitário, este artigo encerra verdades e inexactidões, ou, pelo menos, explicações incompletas.
É de lastimar que o Presidente da AG da Ass Portuguesa de Cel Estaminais e Terapia Celular se associe a este tipo de "desinformação"