Quinta-feira, 2 de Setembro de 2010
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Cancro da mama mata
5 mulheres por dia em Portugal

Presidente da LPCC refere que nas próximas décadas haverá «mais 50 % de novos casos»

2009-10-30

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Vitor Veloso, presidente da LPCC
Vitor Veloso, presidente da LPCC
Todos os anos surgem 4500 novos casos de cancro da mama em Portugal que acabam por vitimar 1600 mulheres,uma média de cinco por dia, alerta a Liga Portuguesa contra o Cancro (LPCC) a propósito do Dia Nacional contra esta doença, que se assinala hoje. A incidência desta enfermidade continua a aumentar em Portugal e a ser a primeira causa de morte por cancro nas mulheres.

Segundo o presidente da Liga, Vítor Veloso, a doença vai ter ainda um “aumento exponencial” a nível mundial nas próximas duas décadas. Este crescimento, de “pelo menos mais 50 por cento de novos casos”, dever-se-á aos estilos de vida, mas também ao aumento da esperança de vida, explicou.

Atenta a esta situação, a Comissão Europeia voltou a apostar na necessidade da sensibilização, educação e rastreio, que permite reduzir em 30 por cento a mortalidade por cancro.

“Ainda não atingimos a população toda e aparecem-nos cancros da mama em estádios muito avançados, por não haver uma abrangência total da população. Mas penso que esse número vai diminuir cada vez mais”, referiu o clínico relativamente ao caso de Portugal.

Neste sentido, há uma “coordenação total” e protocolos entre a LPCC e o Ministério da Saúde que permitirão que seja feito o rastreio de todas as mulheres portuguesas nos próximos dois anos.

Mastectomias diminuiram

Embora os casos de cancro da mamã tenham vindo a aumentar, o número de mastectomias diminuiu. Há duas décadas, nove em cada dez mulheres com esta doença eram mastectomizadas, ao contrário do que acontece actualmente, pois apenas 30 por cento das doentes são submetidas a esta cirurgia, número que os especialistas esperam ainda baixar.

“Cada vez se fazem menos mastectomias, porque se verificou que muitas das que se faziam, principalmente em tumores mais pequenos, eram perfeitamente desnecessárias”, concluiu Vítor Veloso.


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