Terramoto como o de 1755 vai voltar a acontecer2009-11-07  | Ocupação das praias contribuiria para a calamidade | Se no dia 08 de Agosto de 2010 ocorresse um sismo como o de 01 de Novembro de 1755, o efeito seria o de uma "grande calamidade" porque cerca de 76 por cento da população portuguesa habita no litoral.
O alerta é dado por um especialista em geologia costeira, área de estudo que se dedica, entre outras matérias, à análise de registos geológicos consequência de Tsunamis (onda de porto, na tradução literal do japonês) para perceber a distância temporal com que estes fenómenos acontecem e as suas consequências.
O "Registo Geológico de Tsunamis em Portugal" foi o tema da conferência que hoje decorreu no auditório do Padrão dos Descobrimentos, em Lisboa, e que faz parte de um ciclo intitulado "O Mar nas Veias - História, Ciência, Surf", que decorre todos os sábados desde 31 de Outubro até 14 de Novembro.
De acordo com César Andrade, a vantagem de estudar os registos geológicos está sobretudo na "janela de oportunidade" que se abre para aumentar a dimensão de tempo "da informação de base que é necessária para calcular, por exemplo, intervalos de retorno de eventos extremos".
 | | César Andrade |
Tal como explicou este especialista do Departamento de Geologia e Centro de Geologia da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, os registos documentais "podem recuar para trás no tempo alguns séculos", os registos instrumentais "obviamente são mais curtos", enquanto os registos geológicos recuam no tempo "alguns milhares de anos".
"Isto permite-nos, se formos capazes de identificar nesse registo os sedimentos que correspondem a antigas inundações motivadas por Tsunamis, constituir uma boa base de dados que depois podemos utilizar para retirar alguma informação quantitativa sobre essas inundações, que por sua vez será útil para adaptação ao risco ou para efeitos de protecção civil", explicou à Lusa César Andrade.
Impossível prever
Sublinhou que "não é possível prever um sismo ou qualquer catástrofe natural", mas é possível calcular o risco de retoma e é provável que nos próximos 3 mil anos ocorra um sismo e um tsunami com a dimensão daquele que ocorreu em Portugal no século XVIII.
"São acontecimentos muito espaçados no tempo, o que, para uma pessoa mais distraída pode resultar numa falsa sensação de segurança, mas não deve estar porque isto são estatísticas de distribuição médias e nada impede que dois acontecimentos se sucedam num intervalo de tempo muito curto", sustentou.
Razões para alarme que aumentam quando, actualmente, um terço da orla costeira de Portugal Continental está "irremediavelmente ocupada", seja por portos, habitação, turismo ou industria, e mais de três quartos (3/4) da população habita em permanência na costa.
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É por isso que este especialista não tem dúvidas em afirmar que se o evento de 1755 ocorresse a 08 de Agosto de 2010 (data escolhida por ser um pico de ocupação costeira por causa do período de Verão), ocorreria uma "grande calamidade".
"Fundamentalmente pelo elevadíssimo número de pessoas que estarão a ocupar as praias, obviamente porque dentro da faixa costeira é a região mais exposta a um acontecimento desta natureza", explicou.
Graças ao estudo do registo geológico, disse ainda César Andrade, é possivel saber que houve ocorrência de tsunamis na costa portuguesa nos anos 60 a.C., 380 d.C, em 1531, em Lisboa, em 1722, em Tavira e em 1755, em Lisboa.
ComentáriosJoão Guerreiro, em 2010-02-09 às 01:39, disse: Pessoal não vale a pena deixamos levar pelo medo...o presente e melhor forma de estarmos atentos a tudo que aconteçe...os sentidos ficam mais dispertos as pequenas mudanças...nao vale a pena desesterar se o amor não tiver instalado na vossa felicidade momentania...se tiverem que morrer ao menos que sejam conscientes e aceitem a dor do desprendimento com felicidade...a vida e uma passagem para a continuidade da essencia sob outra forma de materia...acreditem ou não sejam conscientes o mais que poderem de tudo o que vos rodeiam, sem panicos, medos ou afins...o silencio da serenidade da essencia são a chave. tudo isto esta a fazer com que a informação em torno do despertar surta um efeito global para a união de todos em redor desta pequena vila que e o mundo duma forma consciente...UM BEM Haja a todos os leitores.Peter, em 2010-02-08 às 01:43, disse: Para Lisboa, o tsunami seria o menor dos males. As ondas do rio nunca seriam muito superiores a 10m; verreriam "apenas" parte da zona ribeirinha, desde a Baixa até Cascais. O pior serão os desabamentos dos prédios, pontes, viadutos e os incêndios... pessoas aprisionadas, esmagadas asfixiadas e queimadas, porventura pior que no Haiti por causa da densidade de prédios altos que irão desabar. Imagine-se a Ponte 25 de Abril a ceder com 5 mil automóveis lá em cima...! A Baixa Pombalina e a zona de Alcântara... kaput! Não vale a pena pensar muito nisso. O que tiver de suceder, sucederá... Deveriam era, há já muito tempo, obrigado por Lei os construtores a edificarem prédios com resistência acrescida contra sismos. Eu não sei se o prédio urbano onde vivo (na Lapa, em Lisboa) que é dos anos 70 resistirá a um "abanão" da escala 8,0 - 9,0 de Richter durante 50 segundos ou perto disso... ??? Infelizmente, não creio que resista, mas todavia não vou deixar de viver descansado por causa disso, até porque posso morrer a pensar, tal como um burro...Tiago Jesus, em 2010-01-18 às 11:12, disse: André Teixeira, as pessoas são livres de pensarem no que querem, terem as suas superstições ou devaneios, se a sra Renata está com medo, deixai-a estar, é lá com ela, ela só sentiu necessidade de o desabafar com o mundo, agora vem você, e julga-a, mas diga-me? Porquê? Porque lhe apetece, porque moralmente tem essa aptidão? André... o desabafar fará sempre parte do ser humano, existem pessoas mais iluminadas e esclarecidas e há outras que não, que ainda se seguram nas suas superstições e crenças... Pena ainda termos este cérebro reptiliano, mesquinho e destruidor!ana maria esteves, em 2009-12-21 às 20:51, disse: fartei-me de rir com os comentários! =) relaxem porque vamos todos embora um dia. aproveitemos enquanto dura a nossa magnifica vida yeeeeeeeeeeAna Santos, em 2009-12-17 às 17:25, disse: Parabéns André Teixeira e, Costa Pereira.
Pela forma audaz na expressão e, actuação convicta relativa a um tema delicado.Rui Ribeiro, em 2009-12-17 às 14:41, disse: Marlene, eu "fujia" era dos seus erros ortográficos!Erick Spencer, em 2009-12-17 às 03:26, disse: Verdade ou não fiquem sabendo que a minha pesquisa a esta pagina aconteceu cerca de trinta minutos depois de sentir a terra tremer, o abanão fez se sentir bem aqui em casa as 1:45, apesar do pijama ja estava calçado pa sair de casa com o susto, o estranho é que não vejo nada nas noticias, alguém sentiu isto ?André Teixeira, em 2009-12-17 às 03:25, disse: Adoro os comentários apocalípticos das pessoas mal informadas, parece que têm sempre uma necessidade crónica de pôr todos os acontecimentos do mundo à volta das suas cabeças, daí ter gostado especialmente do comentário do "claudio mello". Primeiro que tudo apura-te dos factos antes de entrares em devaneios, senão arriscas-te seriamente a ser um dos muitos tolinhos que vão aparecer na televisão porque te deu na cabeça esconderes-te numa gruta, sabe-se lá onde.
Só peço um pouco de racionalidade, tanto acerca deste assunto como de outros relacionados. É óbvio que aconteceram outros sismos de grande magnitude, acontecem por todo o mundo e são parte do planeta, agora por favor não regulem a vossa vida em torno desta problemática, senão arriscam-se a ficar como a "RENATA".
E como parece que no final de cada comentário ficou habito colocar frases feitas, mas bem inspiradoras, aqui vai:
"A vida são dois dias, por isso faz directa!"Marlene, em 2009-12-17 às 03:05, disse: E que tal ir viver para Paris?! Faça como eu, venha ganhar mais e fujir dos terramotos!Margarida, em 2009-11-17 às 20:38, disse: impossivel prever um terramoto :)claudio mello, em 2009-11-15 às 19:41, disse: Estou completamente convencido da veracidade do calendário Maia p/2012. Acho que chegou nossa hora (só os homens públicos e a Igreja ) não o querem, eles preferem faturar ao invés de avisar ao povo de quem sempre tirar tudo que puderam pra se manter vivos, chegou a hora deles, os políticos primeiro e os eclesiásticos depois. Adeus!...maria, em 2009-11-11 às 15:08, disse: eu particularmente tenho estado aprensiva com a situação já vai para oito dias,
estive 12 h a sonhar... deitei-me ás 24h e acordei á força ás 12 h do dia seguinte, porque me acordaram e eu acordei muito cansada... vivi no meu sonho, horas a fio de um terramoto na cidade, creio eu ser na cidade do Porto... foi aflitivo e durante todo o dia estive a viver as cenas do meu sonho...
quando agora ouvi as notícias fiquei assustada... gostava de saber mais promenores... no meu sonho eu estava exactamente numa zona de encosta como a zona da ribeira do Porto... eu estava dentro do meu sonho a socorrer as pessoas e a conduzi-las para espaços mais abertos, mas sempre os prédios iam caindo e eu e os outros não sabiamos para onde fugir... foi aterrador...ainda tenho comigo promenores do sonho que vêm até mim muitas vezes...
mariaRita Melo, em 2009-11-11 às 12:46, disse: Sou açoriana, tenho pavor de sismos, mas sei que é bom que aconteçam (não os grandes que fazem estragos, mas aqueles pequeninos através dos quais a Terra vai dando sinais de si e vai respirando). Sei perfeitamente o que fazer em caso de sismo, mas também acredito que se houvesse um sismo neste momento não colocaria em prática metade das medidas que nos aconselham, pois os nervos vem logo à flor da pele e esquecemos tudo o que sabemos. Na escola tinha várias simulações de sismo, em que treinávamos o que fazer no caso de haver um sismo. No dia da simulação já era um pouco assustador, quanto mais quando for na realidade. Enfim, o melhor é esperarmos por aquilo que a Natureza quer que nos aconteça e então aí devemos desesperar. Enquanto esperamos - na minha terra costuma dizer-se "enquanto se descansa acarta-se pedra" - podemos ir tomando as medidas que todos estamos fartos de saber, mas que não as pomos em prática: o poupar a água, reciclar o lixo, poupar energia, combustíveis, etc. Estes pequenos gestos parecem uma tolice, uma lenga-lenga de uma criança da escola, de tão banalizados que estão, mas no fundo são GRANDES e FUNDAMENTAIS passos para que o tão (in) desejado fim do Mundo não aconteça.
Bem haja.António Delgado, em 2009-11-11 às 02:25, disse: A história confirma-nos que são cíclicos os terramotos em Lisboa. Não me estranham este tipo de notícias.joana abreu, em 2009-11-10 às 17:53, disse: O grande terramoto que irá surgir é a queda das mentalidades actuais que essas sim estão decadentes e atrasadasAlexandra Boga, em 2009-11-10 às 16:05, disse: Acho que se devia apostar na recuperação de casas abandonadas e outros edifícios de construção tradicional para que estes fossem mais seguros e anti-sísmicos. Além disso, a aposta em formação de primeiros socorros para o público em geral e simulácros de desastres naturais iriam preparar melhor o público em geral bem como, no caso dos simulacros (que já se realizam), as forças da protecção civil. Se vivemos num país com um bom historial de terramotos, deveremos estar sempre preparados para que voltem a acontecer, tal como o Japão. No Japão, segundo já ouvi falar, a construção, por exemplo, é muito baseada em princípios anti-sísmicos; porque não apostar mais nesse tipo de construção anti-sísmica em Portugal? Mais vale pecar por excesso, nestes casos...Márcia Barbosa, em 2009-11-10 às 15:04, disse: Infelizmente, só quando leio notícias sobre este assunto é que tomo consciência desta possibilidade.
Cada vez defendo mais que deveria existir nas escolas uma disciplina onde estes e outros assuntos de carácter social pudessem ser esclarecidos.
Confesso, que pouco sei de em caso de sismo o que poderei fazer; quais as medidas mais correctas a tomar...Carlos Pinheiro, em 2009-11-10 às 00:01, disse: Penso que não devemos entrar em pânico mas devemos saber escutar quem sabe mais. Todos os técnicos dizem o mesmo. Um sismo grande virá um dia. Ninguém sabe quando, mas virá. E o que é que temos feito, o que é que nos governantes têm deixado fazer para que quando a calamidade acontecer existam alertas, amortecimentos, organização, etc. É verem-se os bairros das periferias, quais caixotes de sabão mal arrumados. É verem-se os centros históricos da maior parte das cidades e vilas completamente esventrados, a cair de podres. E as zonas costeiras quanto mamarrachos têm a mais mal implantados. Tudo se tem autorizado. De facto, se tivessemos uma cultura de prevenção e acima de tudo menos especulação imobiliária, as coisas poderiam ser amenizadas. Mas com tanto atropelo às leis, (sim as leis existem, mas quem é que as cumpre ou as faz cumprir?) todos os dias se constroi em leito de cheia e depois dizemos que não temos sorte. Saibamos ouvir e reflectir para que se possa emendar alguma coisa do muito que está mal feito.carlos eduardo, em 2009-11-09 às 21:22, disse: Falam de previsões de terramotos como se brincassem às casinhas com a vida das pessoas
Aí acontecerão mortes+ choro+ pavor+ ranger de dentes e crianças ao desvario com fome
Tenham respeito por aquilo que pode acontecer e preparem-se espiritualmente para a nova era, que terá de inspirar uma humanidade diferentePedro Lucas, em 2009-11-09 às 17:59, disse: Se a minha avó tivesse rodas era um carro.. e se eu hoje morrer amanhã já não acordo. Dizer imbecilidades como "Terramoto como o de 1755
vai voltar a acontecer" é de uma inutilidade total. Claro que vai voltar a acontecer. Mas nem os cientistas conseguem prever terramotos, nem geólogos, nem ninguém. Por isso é precaver, educar todos sobre o que fazer, e viver a vidinha feliz e contente, sem estar a pensar muito. Como dizem os gauleses, eles teem muito medo que lhes caia o céu na cabeça, mas acrescentam, amanhã não será a véspera desse dia.RENATA, em 2009-11-09 às 15:13, disse: Eu não sei nem o que dizer,só sei que tenho muito medo e abriria mão de toda a vida moderna para ter minha vida,da minha familia e de todas as pessoa do mundo garantida.
estou depressiva por causa deste assunto.Carlos Corrêa, em 2009-11-09 às 11:17, disse: A que propósito 8 de Agosto de 2010?! Será que andam por aí astrólogos, bruxos e videntes?!Costa-Pereira, em 2009-11-09 às 11:13, disse: Bom dia,em especial para Natália Cristina.
Carissima amiga,convença-se:todo o dia é o último, a não ser que amanhã seja o próximo.
Mas vamos ao que nos interessa.
No meu de toda a temática emergente do assunto em causa,há que para além da distribuição,convenhamos meritória e útil, de panfletos em que se recomendam comportamentos individuais ante situações de emergência,criar toda uma cultura de Protecção Civil identificável para o grande público. Cultura forçosamente intelegivel para o leigo, pois as populações serão os maiores recipientes das acções a implementar, sem esquecer que ela são indubitavelmente a grande vitima das catástrofes e de eventuais omissões que as poderiam minorar.
Os fenómenos tais como terramotos,são fenómenos da natureza como algo natural e não especificamente um castigo Divino a espergir água benta ao gosto do malogrado Gabriel Malagrida.
Não tenhamos medos doentios e como dizia Rousseau: ..É preciso trabalhar o nosso jardim!
Tenham um bom dia,caros amigos.
COSTA PEREIRAIvo Schmied, em 2009-11-07 às 22:49, disse: Terramoto com ou sem tsunami é mais do que garantido que vai acontecer, ou as placas não continuassem a movimentar-se. Também parece garantida a catástrofe porque ninguém ou muito pouco gente liga aos avisos e previsões dos cientistas, em particular os construtores, os gestores do território, etc., e muito menos todos nós que continuamos a construir/comprar/alugar casas de qualidade duvidosa e nos sitios menos aconselháveis. Que fazer? Absolutamente nada ... apenas esperar que não seja no nosso tempo, e se o for, que não nos toque a nós. Os portugueses adoram jogar à roleta russa.natalia cristina, em 2009-11-07 às 21:57, disse: Estamos perto do fim!!!
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