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Pesca no fim da linha

Documentário «the end of the line» estreia dia 16 de Novembro

2009-11-10
Imaginemos oceanos sem peixes, refeições sem marisco, a indústria pesqueira a caminho do fim. Que consequências globais poderia ter? O documentário «The end of the line»O fim da linha»), realizado por Rupert Murray, estreia a nível nacional a 16 de Novembro, data em que se comemora o Dia Nacional do Mar. A Plataforma de Organizações Não Governamentais Portuguesas sobre a Pesca (PONG-Pesca) organiza, na Fundação Calouste Gulbenkian (Lisboa), uma sessão especial às 17h, onde será apresentado o filme.
O documentário estreou no Sundance Film Festival (World Cinema Documentary Competition), em Janeiro, e mostra os efeitos devastadores do ‘overfishing’ (apanhas globais de peixes selvagens e espécies em perigo) nos nossos oceanos. Este excesso de pesca foi reconhecido como um dos maiores problemas e com efeitos imediatos no ambiente, em 2002, quando ficou demonstrado que o ‘overfishing’ atingiu o pico em 1989 e agora está em declínio.

«The end of the line» é um filme independente, rodado ao longo de dois anos, e que seguiu de perto os passos do repórter de investigação, Charles Clover – que é também autor do livro homónimo –, enquanto ele confrontava políticos e celebridades em restaurantes. Filmado numa espécie de volta ao mundo, desde o Estreito de Gibraltar aos litorais do Senegal e Alasca, ao mercado de peixe de Tóquio – caracteriza cientistas superiores, pescadores nativos e funcionários de execução de pescarias. 

A PONG-Pesca tem como missão promover a exploração sustentável dos recursos pesqueiros, em todas as suas vertentes, ecológica, social e económica, tendo em vista a preservação dos ecossistemas marinhos e o desenvolvimento das comunidades costeiras ligadas a esta actividade.

Baseado no livro de Charles Clover
Baseado no livro de Charles Clover
Os avisos dos cientistas


Segundo os cientistas, se continuarmos a pescar tal como o fazemos agora, grande parte dos peixes desaparecerão por volta de 2048. O documentário surge com o objectivo principal de acordar o mundo para uma realidade bem mais próxima do que se pensa e não pretende apenas alertar pescadores que praticam pesca ilegal, políticos que ignoram os avisos do investigadores, mas também consumidores que compram espécies em perigo de extinção sem o saberem, segundo se lê na página oficial de «The end of the line».

A obra propõe soluções simples: controlar o sector da pesca, reduzindo a quantidade de barcos pelo mundo, proteger áreas reservadas, educar o consumidor a comprar apenas peixe devidamente certificado (pesca sustentável).

A exibição especial de «The End of the Line» na Gulbenkian será seguida de uma discussão com o autor, Charles Clover; cientistas pesqueiros, representantes governamentais e do sector das pescas e, o coordenador de Desenvolvimento de Políticas da Direcção Geral dos Assuntos Marítimos e da Pesca da Comissão Europeia, César Deben.
Ivo Schmied
2009-11-10
20:31
Estes avisos/previsões já têm muitos anos ... o problema é que há, por um lado, muita gente, mesmo muita, que não abre mão dos seus lucros (e esta é a questão principal, dinheirinho, Euros, Dolares, Ienes, Rublos, ...), e por outro, nós os consumidores, que entregamos esse dinheirinho(ão) para nos lambuzarmos, num hotel/restaurante fino, numa tasca ou simplesmente em casa, de preferência com espécies cuja pesca ou comercialização está proibida ou restringida ... e quanto mais proibida mais é procurada!!! Somos ou não somos burros, egoístas e irresponsáveis?
Mário
2009-11-11
11:08
Diz-se que que a atitude é muito importante, e que a mudança deve partir do consumidor. Em parte discordo. Sem dúvida que as pessoas devem ter a iniciativa de alterar os seus hábitos por um mundo melhor, mas o que realmente é importante é que deve partir dos cidadãos a escolha de políticos mais sérios que zelem pelos interesses das pessoas e da humanidade em geral, e não pelos interesses económicos das grandes empresas e do próprio estado. Sem prejuízo de termos de alterar a nossa atitude, há que escolher melhores políticos, pois são eles que tomam as grandes decisões estratégicas.
João Paulo
2009-11-12
00:21
O que é que a U.E tem andado a fazer estes anos todos?Há vinte anos atrás,já eu lia nos meus livros da escola,as consequências futuras do consumismo e da delapidação dos nossos recursos naturais. A U.E anda sempre a reboque dos outros.

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