Quinta-feira, 29 de Julho de 2010
Finalmente o Museu do Côa - O Museu do Côa vai ser inaugurado na próxima sexta feira, pela ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas, concluindo um projecto há muito aguardado

Código para daltónicos

Designer português desenvolve símbolos correspondentes a cores

2009-11-13

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Código gráfico monocromático
Código gráfico monocromático
O designer Miguel Neiva, no âmbito da sua dissertação de mestrado, realizada na Universidade do Minho, desenvolveu um código gráfico monocromático para comunicar a cor aos daltónicos. Para cada cor primária, vermelho/magenta, amarelo e azul/cyan, criou uma forma geométrica básica – o triângulo, barra diagonal e triângulo invertido, respectivamente.

A estas três, acrescentou mais duas, que representam o branco e o preto. A linguagem gráfica, designada de «Color add», assenta nos conceitos de desdobramento das cores. O código é fácil de apreender, tem custos de aplicação reduzidos, e pode ser adaptado a vários cenários: desde etiquetas de roupa a transportes públicos. A partir do jogo dos três símbolos é possível identificar cores, tons, brilhos e misturas.

Do ponto de vista funcional, os indivíduos com esta deficiência podem encontrar-se privados de realizar algumas tarefas, ou viverem situações de risco, quando estas dependerem fortemente da leitura das cores, como por exemplo, a compreensão de semáforos. Os símbolos podem ter muitas outras aplicações.

O daltónico pode diferenciar a cor de uma camisola
O daltónico pode diferenciar a cor de uma camisola
O projecto do designer português apresenta “uma solução sustentada, de implementar um código universal”. A triagem nos hospitais é feita pela cor e quando é feita uma avaliação da "gravidade", geralmente é atribuída ao paciente uma pulseira com o "grau de prioridade" no atendimento. Nos transportes, nomeadamente no metro, as linhas estão diferenciadas por cores e o sistema «Color add» facilita a capacidade de orientação. Ainda no vestuário, a inclusão do código nas etiquetas ajuda a diferenciar as cores.

Independência dos daltónicos

O daltónico sofre de uma alteração congénita, associada ao cromossoma X, que resulta numa incapacidade para distinguir algumas cores. Existem diferentes tipos de daltonismo (dicromacia, tricromacia anómala e monocromacia), deficiência que afecta dez por cento da população masculina mundial. Um indivíduo com uma visão normal é capaz de distinguir 30 mil cores; já o daltónico apenas consegue identificar ou diferenciar entre 500 e 800.

Segundo escreve Miguel neiva na página dedicada ao projecto: “Oferecer aos daltónicos independência aquisitiva, uma mais fácil integração social em situações que a opção e escolha da cor é relevante e a minimização do sentimento de perda gerada pela deficiência, com o consequente aumento de bem-estar e autoconfiança”.



Comentários

Francisco, em 2009-12-13 às 23:54, disse:
ta bom... gostei... mas quem não exerga cor que nem eu? minha vida é um quadro em preto e branco com tonalidades de cinza...

Rúben, em 2009-11-16 às 22:14, disse:
Achei uma iniciativa original :) Eu sou daltónico, e estou a tirar a carta de condução, não vou ser mais um perigo na estrada pelo menos no que toca a distinguir a cor dos sinais, porque os semáforos estão sempre dispostos com o vermelho em cima, o amarelo no meio e o verde em baixo, essa aplicação não tem muito sentido. Mas quanto à roupa dá-nos muito jeito, já me aconteceu perguntar à minha mãe onde estava o meu casaco verde, e ela não saber, porque na verdade eu não tinha um casaco verde, mas cinzento, realmente essa aplicação no vestuário só merece os meus parabéns e já agora o agradecimento.

Ângela, em 2009-11-14 às 18:38, disse:
Obrigada por este artigo.É muito útil

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