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Terça-feira, 9 de Fevereiro de 2010 ![]() |
Vivo sob os escombros um mês depois
- Um homem de 28 anos foi encontrado ontem com vida entre os escombros de um edifício no Haiti, onde terá estado preso desde 12 de janeiro
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O futuro está no sector |
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| Manuel Seabra Pereira com alunos de engenharia mecânica numa visita à Fertagus (clique para ampliar) |
Segundo Manuel Seabra Pereira, o sector ferroviário “é um sector que está para ficar, é um sector de futuro, que às vezes tem tido uma imagem antiquada mas está agora a renascer”.
O professor do departamento de Engenharia Mecânica do Instituto Superior Técnico (IST) explica ao Ciência Hoje que “o sector ferroviário tem de crescer mais do que os outros transportes sendo que é mais seguro, mais limpo, energeticamente mais eficiente e, em muitos casos, mais confortável”. Para que isso aconteça, “tem de ter componentes de desenvolvimento, tem de ter o consenso e participação de todos e reunir inovação”, acrescenta.
VIII Seminário
Na próxima segunda-feira, realiza-se o VIII Seminário “Certificação, Inovação e Desenvolvimento Tecnológico no domínio ferroviário”, no IST, em Lisboa, uma iniciativa conjunta do IST e da Associação Portuguesa para a Normalização e Certificação Ferroviária (APNCF).
Este Seminário, que se efectua no contexto de uma Exposição, nasce do projecto FUTURAIL financiado pela Comissão Europeia no âmbito do 7º Programa Quadro e coordenado pelo IST e que pretende contribuir para o desenvolvimento dum sector ferroviário mais competitivo e inovador através de uma melhor harmonização das necessidades de recursos humanos e a oferta de qualificações.
“O projecto FUTURAIL é basicamente uma ‘operação de charme’ para realçar a atractividade do sistema, as possibilidades que o sector oferece para o futuro”, afirma Manuel Seabra Pereira. “A nossa intenção clara é praticar uma acção de disseminação de um sector que está numa fase de renascença, que resolve grandes problemas de transportes e que precisa de inovação, precisa de gente nova para crescer”, explica o coordenador do projecto.
“As empresas do sector tem uma grande dificuldade em recrutar engenheiros porque há um estigma à volta do sector de que é uma coisa com 150 anos, que não oferece possibilidades para o futuro, não é inovador”, afirma Eduardo Correia ao Ciência Hoje. “O que nós queremos é mostrar que não é bem assim e dinamizar esta perspectiva sobre o sector”, revela o engenheiro da APNCF.
Eduardo Correia, engenheiro da APNCF
Participação da comunidade ferroviária
O Seminário terá a participação expressiva da comunidade ferroviária portuguesa, a exposição conta com a presença do secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e do Ensino Superior, Manuel Heitor, e será visitada nos dois dias subsequentes por alunos do Ensino Superior e Secundário. “Este encontro vai envolver a comunidade toda e vai ter 270 participantes do sector”, afirma Manuel Seabra Pereira.
A exposição inclui material circulante e equipamento de construção e manutenção de via colocado no exterior, no campus do IST, como é o caso de um vagão enorme que está a ser fabricado para a Comboios de Portugal (CP). Estão programadas apresentações de empresas e serão proporcionados contactos directos entre empresas e alunos.
A ideia é criar o ambiente e a oportunidade para os técnicos, cientistas, comunicadores, jovens, profissionais e industriais participarem neste desafio para o desenvolvimento de um sector ferroviário mais seguro, limpo, competitivo, inovador a atractivo. “Vai ser a primeira exposição ferroviária no Instituto Superior Técnico digna desse nome”, afirma Manuel Seabra Pereira.
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| Centro de Comando Operacional da Rede Ferroviária Nacional, em Lisboa |


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