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Quinta-feira, 29 de Julho de 2010 ![]() |
Finalmente o Museu do Côa
- O Museu do Côa vai ser inaugurado na próxima sexta feira, pela ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas, concluindo um projecto há muito aguardado
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Pôr a «mão na massa» |
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| Sílvia Castro, da equipa de Comunicação e Relações Externas do IGC |
Realizar experiências, assistir a peças de teatro e comédia stand-up, jantar com investigadores, visitar laboratórios, descobrir ‘genes misteriosos’ e viajar pelo ‘mundo fluorescente’ foram algumas actividades incluídas durante o dia.
“As pessoas podem realmente por a ‘mão na massa’, isto é, fazer experiências e aprender alguma coisa pelo caminho”, afirma Sílvia Castro. “O objectivo é criar um espaço para o público em geral, onde reunimos desde famílias a jovens adultos que querem seguir carreira na ciência e vêm descobrir um pouco mais sobre o Instituto”.

Cientistas do IGC explicam as várias áreas de investigação
Essencial a aproximação à sociedade
E, ao contrário do que se possa imaginar, não se saíram nada mal desta ‘experiência’. “Ou eles ensaiaram muito bem ou tiveram muito bons professores, porque aquilo para eles parece ser muito simples de fazer”, acrescenta.
“É essencial que as instituições de investigação científica se aproximem tanto quanto possível da sociedade porque estamos a fazer uma coisa que pensamos ser para a sociedade e hoje em dia já ninguém tem a hesitação de que a ciência é a raiz de todo o progresso socioeconómico”, explica António Coutinho ao Ciência Hoje.
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| António Coutinho, director do IGC |
“Este ano tivemos azar com o tempo e temos menos gente do que no ano passado, mas não tenho dúvida que as pessoas interessam-se cada vez mais por ciência”, afirma António Coutinho. “Nas iniciativas que organizamos directamente para o público, já vi aqui, às vezes às oito ou nove da noite, cidadãos da vizinhança de Oeiras a ouvir ciência em vez de estarem em casa”, revela o investigador. 
Visitantes interagem e aprendem
com os cientistas
O director do ICG lamenta que não sejam dados mais apoios à investigação científica quando “em Portugal já se faz muito boa ciência”. Os apoios “são sempre insuficientes” porque “a comunidade científica tem vindo a crescer”.
Explica António Coutinho: “O apoio que seria muito bom aqui há um tempo, já o deixou de ser porque a comunidade entretanto cresceu” . E salienta: “Se é verdade que a ciência é a raiz de todo o progresso socioeconómico, não faz sentido que invistam apenas um por cento do orçamento do Estado em ciência”, sublinha. “Além disso, está comprovado que os investimentos em ciência pagam a relativamente curto prazo”, acrescenta.
Manon e Jorge gostaram
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| Manon e Jorge, dois visitantes satisfeitos com a iniciativa |



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