Congresso debate problemas
e soluções para a osteoporose
Apenas 10 por cento dos doentes
recebem tratamento após fractura
2009-11-26
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| A anca é um dos locais mais vulneráveis a fracturas |
Especialistas portugueses nas áreas da reumatologia e ortopedia reúnem-se pela primeira vez em congresso para debater e analisar o problema de saúde pública que são as fracturas decorrentes da osteoporose. O Congresso Nacional sobre Fracturas Osteoporóticas realiza-se amanhã e depois, no Fontana Park Hotel, em Lisboa.
Paulo Felicíssimo, coordenador do Serviço de Ortopedia do Hospital Fernando da Fonseca e Presidente do Colégio de Ortopedia da Ordem dos Médicos é o Presidente do Congresso.
As fracturas continuam a ser a principal causa de mortalidade e morbilidade associadas à osteoporose. Dos mais de 9500 doentes em Portugal com osteoporose que sofrem, por ano, de fracturas da anca devido à osteoporose, menos de 10 por cento recebem medicação para essa patologia, apesar da sua vulnerabilidade e da contínua perda de massa óssea.
Paulo Felicíssimo afirma que
“a prevenção de novas fracturas tem que ser uma prioridade para os profissionais de saúde – ortopedistas, reumatologistas e médicos de família – que seguem os doentes. Não nos podemos esquecer que a osteoporose não desaparece com a ocorrência de uma fractura”, explica.
Só nos últimos três anos, 450 fracturas clínicas e 316 mortes poderiam ter sido evitadas em Portugal, caso os doentes que tivessem recebido tratamento.
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| Paulo Felicíssimo preside ao congresso |
“Hoje já existem tratamentos indicados para o tratamento da osteoporose pós fractura que previnem a ocorrência de uma segunda fractura, bem como todas as consequências económicas e sociais que esta situação implica”, acrescenta Paulo Felicíssimo.
O ácido zoledrónico – um bifosfonato administrado por via intravenosa – está indicado não só como tratamento anual para a osteoporose em mulheres pós-menopáusicas, como também para tratamento de doentes que sofreram uma fractura recente da anca, registando uma redução de 35 por cento do risco de novas fracturas e uma redução de 28 por cento do risco de mortalidade.
Benefícios e redução de despesas
Para além do benefício para o doente, a prevenção de fracturas irá ainda resultar numa diminuição das avultadas despesas e recursos humanos afectos ao Serviço Nacional de Saúde, já que todos os doentes requerem internamento hospitalar e praticamente todos são submetidos a intervenção cirúrgica.
“Estima-se que em Portugal cada internamento por fractura do fémur represente um custo médio de 4100 euros, sendo o custo directo anual em cuidados hospitalares, estritamente relacionados com as fracturas da anca, superior a 52 milhões de euros”, acrescenta Paulo Felicíssimo.
A osteoporose é uma doença metabólica em que os ossos se vão tornando cada vez mais frágeis, conduzindo a um risco acrescido de fractura, em particular na anca, coluna vertebral e membros superiores. As mulheres acima dos 60 anos são as mais afectadas pela doença.
Comentários
Edvania torres, em 2009-12-01 às 01:14, disse:
Boa noite !
Eu tenho 26 anos tive um acidente de carro pouco grave e quando fiz exame foi diagnosticado estoporose,nesta idade pode se bloquear ou ter cura?
obrigado!