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Francês desenvolve protótipo do primeiro navio vertical do mundo
2009-12-02
SeaOrbiter poderá ser uma realidade nos próximos anos (Imagem: Jacques Rougerie)
Jacques Rougerie, um arquitecto francês, apresentou o protótipo daquele que poderá ser o primeiro navio vertical do mundo e que possibilitará uma nova forma de explorar o fundo do mar.
Esta estação oceanográfica foi baptizada de SeaOrbiter e, segundo o seu criador, será uma realidade “num futuro próximo”, com 90 por cento de hipóteses de ser construído, visto que Rougerie já arrecadou metade dos 35 milhões de euros necessários para a construção desta estrutura que, ao contrário das actuais estações submarinas, será móvel e poderá navegar pelos oceanos.
"Actualmente, os oceanógrafos só podem mergulhar por curtos períodos de tempo e depois têm de ser trazidos para a superfície. É como se fossem levados para a Amazónia e depois tirados de lá num espaço de uma hora", comparou. Já o SeaOrbiter vai oferecer uma presença móvel permanente com janelas que permitem a visualização de tudo o que está abaixo da superfície do mar.
Segundo o projecto de Rougerie, a estação terá 51 metros de altura e contará com uma parte submersa e outra fora da água. Os equipamentos de navegação e comunicação ficarão acima da superfície, juntamente com uma plataforma de observação. A estrutura detém também um sistema anti-colisão baseado no que é actualmente utilizado na Estação Espacial Internacional (ISS) e uma plataforma pressurizada de onde os mergulhadores poderão partir em missão.
Este projecto é apoiado por Nicolas Sarkozy e conta ainda com a consultoria de Jean-Loup Chrétien, o primeiro astronauta francês, que está envolvido no design da estação.
Comentários
Miguel A. Reis, em 2009-12-04 às 10:55, disse: Boa ciência é isto mesmo, mais do que sonhos, boas ideias. É possível que custe mais do que 35 milhões, e que demore algum tempo a ser feito. Será que Portugal que detém 50% da Zona Económica Exclusiva da UE não seria um país ideal para sediar um projecto destes? Seja por privados, pelo estado ou em PPP, quantos postos de trabalho seriam criados, quanto desenvolvimento nas pescas (e muitas outras áreas) viria de um projecto destes.... fica a ideia, pode ser que alguém da dita "sociedade civil" com ou sem o apoio do dito "Estado" a promova. Como é normal dizer, "Se vires alguém com fome, ensina-o a pescar, não lhe dês só um peixe!".
Gustavo A., em 2009-12-03 às 02:06, disse: É um projecto deveras interessante.
No entanto, penso que há prioridades a definir quanto ao rumo que devemos tomar para fazer deste, um mundo melhor.
Os 35 milhões teriam, de certo, outras plausíveis aplicações, quem sabe se não melhores?
(O que será mais gratificante, matar a fome a milhares de crianças ou apreciar as belezas do oceano?)
Por favor, não me tomem como um adepto da estagnação pois não o sou.
:)
Raquel Pinto, em 2009-12-02 às 19:10, disse: Posso dizer que os grandes feitos do homem sempre foram de sonhos que se tornarão realidade, foi assim com os navios, o avião, o carro, as naves espaciais, entre outros sonhos...que antes eram impossíveis. Basta o homem querer para ser feito...seria uma coisa incrível tornar esta sonho numa realidade, independente do tempo que demorar a acontecer...!