A violência está de volta a Maputo
- Incidentes voltaram esta manhã a Maputo com carga policial sobre os populares. Pelas ruas da cidade o dispositivo policial é enorme. Pilhagens e pneus queimados pintam o cenário da capital
«É preferível que Conferência de Copenhaga seja um fracasso»
James Hansen considera que bem-estar do planeta depende de compromissos
2009-12-03
James Hansen
O cientista que alertou o mundo para o perigo do aquecimento global há já duas décadas, James Hansen, disse, hoje em entrevista ao diário britânico «The Guardian», que é preferível que a Conferência de Copenhaga (que decorre de 7 e 18 de Dezembro) seja um fracasso “para o bem-estar do planeta e das gerações futuras”.
O especialista do Instituto Nasa Goddard para Estudos do Espaço, em Nova Iorque, avisa que qualquer acordo que possa surgir a partir daquilo que é proposto seria tão mau que se teria de começar tudo de novo. E, “se for parecido com o que está estabelecido no protocolo de Quioto [sobre o mesmo tema], então, mais vale esquecer”, porque seriam necessários anos para o pôr em prática, continuou.
Hansen aproveitou para criticar o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama e Al Gore, ex-candidato norte-americano que tem manifestado vários esforços para que o mundo seja alertado para a questão.
Os quatro principais emissores de gases, Estados Unidos, Europa, China e Índia, já puseram as suas ofertas sobre a mesa. O cientista já fez mais do que ninguém para tentar educar políticos sobre as causas que levam ao aquecimento global e para que hajam de forma a evitar as catastróficas consequências.
James Hansen considera que não existe nenhum político capaz de enfrentar a questão e de dizer o que realmente é preciso fazer. “Não basta dizer que vamos reduzir o aquecimento, mas sim realizar um compromisso para que tal aconteça”, disse.
Comentários
tati, em 2009-12-19 às 18:30, disse: Este cientista um ponto que tem e não tem razão... os políticos normalmente não colocar questões ambientais à frente de questões políticas... é a sua natureza... mas acredito que quando o rabinho destes senhores é apertado, como está a ser, estes conseguem mover montanhas.
A verdade é que agora, será difícil travar o aquecimento global mas acredito que será uma enorme lição mundial consegui-lo adoptando as energias renováveis que ainda não tiveram a sua hipótese de desenvolvimento graças à ganância do ser humano quanto ao petróleo e dinheiro.
Fernando Manuel Duvane, em 2009-12-11 às 08:38, disse: FERNANDO DUVANE
Os instrumentos de gestão da questão das mudanças climáticas existem e bem desenhadas, refidro-me p.e ao Relatório Brundtland, Agenda 21 e políticas ambientais aprovadas a nível dos estados-nação, contudo, não há quem os transforma em prática com vista a ultrapassar os problemas do aquecimento global. Alguns comentadores são pessimistas embora não digam abertamente as medidads a tomar, tendem a trazer-nos as ideias do Malthus. O melhor remédio é a consciencialização das empresas a adotarem as normas ISO 14001 e incutir boas medidas de controle de natalidades. Esperemos que a conferencia de Copenhaga nos traga estratégias que ajudem a consciencialização das sociedades a mudarem de comportamento em relação ao seu relacionamento com a natureza.
fabio, em 2009-12-08 às 07:47, disse: Realmente o assunto é preocupante, mas quem é o meio e quem é o fim? Quanta falacia e tao pouca atitude, percebe-se que cada um preocupa-se consigo mesmo, reeducar-se é preciso e querer mudar tambem, tenho visto muitas boas obras realizadas, mas é necessário acreditar e agir. Que a consciencia e o subconsciente se conversem mais e cheguem a um acordo satisfatorio. Mudanças ocorreram com intervenção ou não, a natureza se defende e o homem o que fará!
Paulo Vinagre, em 2009-12-06 às 18:53, disse: Não concordo com este cientista. Se há algo a fazer a favor do meio ambiente, então o momento é já, agora.
Há muito o que fazer: equilibrar a distribuição da riqueza, converter os veículos actuais para energias não poluentes, políticas de controlo do crescimento populacional, enviar os cépticos da treta para Plutão e muito mais.
Renata Lisboa, em 2009-12-06 às 13:58, disse: é verdade!
Mário Martins, em 2009-12-05 às 21:59, disse: insustentabilidade até quando? Mercê da nossa atitude, na forma comodista pela obtenção de excessos de comodidade, sem pôr em prática a
metáfora doLavoisier: "na Natureza nada se perde nada se cria e tudo se transforma
Paulo de Oliveira, em 2009-12-04 às 13:40, disse: O CO2 é apenas parte do problema. As emissões de metano têm pelo menos tanto impacto como o CO2, mas ninguém fala disso porque então tínhamos de começar a comer menos carne e a redesenhar (senão mesmo fechar) as ETARs.
Alberto Carvalhal Campos, em 2009-12-04 às 12:18, disse: Será que ninguém percebeu que o aumento de CO² na atmosfera é devido ao excesso de população no mundo? Há 50 anos não existiam rios, mares e ar poluídos e não tínhamos esta preocupação com o meio ambiente. Estamos acabando com o planeta com o excesso de população. Estamos acabando com a fauna, com a flora, com os recursos mineras, enfim com o mundo e ninguém percebe?
Crescimento de um país não é necessariamente crescimento de sua população desordenadamente e sim, feito de modo sustentável.
Novamente o excesso de população é responsável por muitos problemas no planeta. A falta de recursos elétricos é uma delas. Nós estamos destruindo paisagens naturais para criarmos usinas hidráulicas e precisamos cada vez mais de energia. Isto é uma bola de neve. Para que encher o mundo de gente? Isto representa um desgaste maior do planeta, com uma extinção prematura da humanidade. Isto já aconteceu na ilha de páscoa. Com a redução da população, a falta de petróleo pode ser adiada, não faltará água para a população, a extinção de animais poderá não acontecer, etc.