Hepatites debatidas em Faro
Encontro com a apresentação da associação
e do trabalho desenvolvido
2009-12-04
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| Emília Rodrigues |
A Plataforma Saúde em Diálogo, em parceria com a Associação SOS Hepatites, realiza a sessão de esclarecimento «Desmistificando as Hepatites», no dia 9 de Dezembro, às 14h, no Hospital Distrital de Faro.
Emília Rodrigues, presidente da SOS Hepatites, abre o encontro com a apresentação da associação e do trabalho desenvolvido. De seguida, Rita Ornelas, hepatologista do Hospital Distrital de Faro, fala sobre o diagnóstico, meios de transmissão e tratamentos das hepatites B e C e a encerrar, Paula Proença, infecciologista da mesma instituição, aborda as co-infecções VIH/VHB e VIH/VHC.
Ao longo da semana, a SOS Hepatites distribui nas ruas de Faro folhetos informativos e preservativos, de forma a desmistificar as hepatites, falar na necessidade do rastreio e nos meios de transmissão e tratamento. A acção visa encaminhar a população para as consultas de Gastrenterologia e/ou hepatologia.
A hepatite é uma inflamação do fígado provocada pelo vírus A, B ou C. As estimativas da Organização Mundial de Saúde apontam para que, em Portugal, existam por volta de 150 mil infectados com hepatite C e 120 mil com hepatite B, que é facilmente evitável com a vacina. A principal forma de transmissão na Europa Ocidental é a via sexual.
Entretanto somente dez por cento foram detectados até o momento. Trata-se de uma doença complexa e assintomática. Basta que a população seja informada sobre os meios de prevenção e sobre os grupos que comportam maior risco de estarem infectados (pessoas que fizeram transfusões de sangue e que foram operadas antes de 1992, pacientes de hemodiálises, ex-combatentes, toxicodependentes e outros), para que possam ser tratados, uma vez que a Hepatite C pode ter cura, em sessenta por cento dos casos. Os que não forem detectados tornar-se-ão doentes crónicos, podendo desenvolver cirrose e posteriormente carcinoma hepático.
Comentários
Fernanda Pedroso, em 2009-12-05 às 17:41, disse:
Basta só e sóm, pedir ao médico de familia para mandar fazer análises ao sangue (marcadores)...
E...já está!
Não custa, pois não?
Fernanda PedrosoFlavia A R. Brasil, em 2009-12-05 às 02:43, disse:
Sou portadora de hep C desde 1998 quando a detectei. Não a desenvolvi. Penso que muito há de se pesquisar sobre isso. E divulga-la.